sexta-feira, 25 de maio de 2018

Transplante de memória

Se eu tenho 100000 milhões,
E o transplantado 20000 neurónios,
Afinal, eu tal como esses campónios,
Somos iguais.

Se as sinapses não armazenam memória
Mas o ácido é que permite fazer história,
Então, para belíssima glória,
Temos que transferir mais.

Eles adoram passear-se pelos painéis,
Apenas porque não apanham choque,
É de noite; é saboroso ao toque.
E lá vão eles a reboque.

Se der um choque a um,
Tal como digo ao de cem mil milhões,
Que não pode ir para cima,
Pois a perigosidade domina,
E ele vai como uma criança,
Que quer experênciar se assim é,
Mesmo se já passou essa fase,
Em última análise,
É porque teve um AVC!.

Neste caso, mais vale um caracol,
Com as suas vidas duras;
Que é um bicho mole,
Mas reage ao choque,
Nem anda a pôr a reboque
Criaturas..

RGPD

Pois, a RGPD vai originar mais pecados.
Nos caixas automáticos, é o phishing,
A ser fortemente exacerbado;
Nos provadores, é o que quiserem os senhores;
E portuguesas, como querem os nossos doutores.
Nos locais de trabalhadores,
É para acontecer como com o martinho,
Que sempre que chamava o seu colaborador,
Respondia que estava a cagar...
para o serviço, na cama, o espertinho.
Nas zonas de espera,
Não o respeitar, a coima é severa.

Por isso,
Mesmo as coimas não aplicadas aos serviços públicos,
Com a fuga de informação que se observa até mais não,
Não sei se não será uma fraca solução.

É outra a minha preocupação:
Dar a volta ao mundo em apenas uma hora;
Não pagar nos túneis
Mais do que já pago nas portagens;
E as estradas atuais,
Transformadas em parques iguais,
Aos que foram escavados no solo.

E a Boring companhia,
Que só três km deles fez
Aborrece-me, mas não devia,
Neste cinzento dia,
Que entra em vigor
O RPGD, grande proteção,
se faz favor!

Para a senhora;
Para o senhor,
Desde que tenha 13 anos,
E trinta quilos,
Dizia-se no meu tempo,
Quando era já tempo,
De se abrir ao mundo.

Com sorte,
A morte, não se verá
Sem ir a Marte,
Comer lá uma tarte,
De maçã!