quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Obra demolida

«Os edifícios antigos não nos pertencem. Em parte são propriedade daqueles que os construíram; em parte das gerações que estão por vir. Os mortos ainda têm direitos sobre eles: aquilo por que se empenharam não cabe a nós tomar.»
John Ruskin escreveu isto assim.

Por isso, quando vejo uma obra demolida,
Como foi o da Rotunda dos produtos que eram todos estrela,
Sinto uma mágoa enorme; uma profunda ferida.
Apenas resta o topónimo naquele amontoado desconforme;
Para seguir o mesmo último tipo de vida;
Ou a casa onde nasceu o António Feijó,
Virar um parque de estacionamento, só!

Mete dó!
Porque nem respeitamos o direito por que se empenharam,
Nem as gerações futuras porque delas já os privamos.

Para onde vamos como Nação só?
O que sofreu um Conquistador, um Príncipe Perfeito
Ou um governante que expulsou da casa todos os demónios?

Por isso reclamo para estes heróis, quantos anónimos,
O respeito merecido.
Aos sofredores, que calcorreiam os centros de saúde, os hospitais, os seus corredores,
O reconhecimento que lhes é devido.

Só assim faz sentido...

O meu Romance

A minha filha Inês,
Romance de Jaime Ferreri.
Aquileio, Edições.
Vai despertar paixões,
Outra vez.
A apresentação será na Casa da Cultura,
Amanhã, na terra do Fernão de Magalhães.
Apresentação a cargo de Carla Barbosa,
Não sei se é versada em prosa,
Se sugeriu que se façam pães,
Como há bolos que evocam essa aventura?
Sei que vai ser em rigor matemático,
Como se a matematização do real,
Não fosse coisa normal,
Especialmente para quem é!
Às 21:31: assim é que é!
Tanto rigor levou-me a confundir;
É que a 19 próximo será na casa do professor,
Em Braga.
Mas eu, já lá fui há nove dias atrás!
Como não há lançamento algum?
Porque sou eu que faço a agenda.
Ficaria para a calenda...
E porquê isto, Cristo?
Ele não teve Inês alguma;
Eu ajudei a conceber uma?!
Até a vi nascer.
Rumei com toda a velocidade
Pois a progenitora entrara em trabalho de parto,
Soltaram-se as águas.
Bem antes de chegar à maternidade.
O banco do pendura ficou ensopado
Desse líquido abençoado.
Por isso eu fiz confusão:
Misturou-se o real com o imaginário,
Mesmo volvido o início do segundo quarto de século.
Porquê esta reprimenda?
E queria oferecer-lhe no aniversário esta prenda.
Aquilo que ainda estava no prelo.
Mas era tão forte a ânsia de tê-lo!
Mesmo correndo o risco de ao oferecer-lho,
Ver o desgosto no semblante percorrer-lho,
Porque cá o seu cota, o seu velho,
Não teve capacidade de o produzir,
Ficando-se pela dedicatória que ao autor iria pedir...
Mas para mim,
Fazendo um pouco de batota,
Quiçá rasgando uma ou outra página
O livro era meu...
Por isso, povo da ribeira Lima;
Povo do Neiva,
Estejam presentes ao evento que se avizinha:
Que o romance é sua seiva
Mas a Inês é muito minha...
Ele que vá ao registo e que veja de quem é a patente, sim!
Que é dele, que me prove.
Até lhe escolhi o mesmo dia para nascer, bem antes de a conceber:
Dois cisnes de mim...
O próximo romance já sei que se vai chamar Diogo.
Mas isso é fogo...

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Baixa é minha


  1. Estou a pensar em ir pernoitar
    No Palácio do Ramalhete.
    Agora posso fazê-lo.
    Com um desconto igual ao Iva,
    Só pagarei 110 patacas e meia.

  2. É o último quarto disponível,
    Para uma ou duas pessoas com pequeno almoço.
    Atenção que há 34 pessoas a ver!
    Mas vai chegar um tubarão chamado Madonna,
    Que agora a viver num hotel na baixa,
    Acha que este é o que melhor se encaixa,
    Para as suas pretensões.
    É o dia 15, que penso ir.
    Se alguém se quiser juntar,
    Eu posso partilhar:
    Levo eu o carro, e nestes casos,
    Alguém lá terá que suportar,
    A fazer fé,
    Até,
    No que um amigo independente,
    Entende ser o requisito num jantar.
    Como eu com sandes já me contento,
    Vamos lá pra esse luxuoso momento,
    Antes que fique impedido por um razoável tempo.
    E como as obras vão entrar,
    Pode ser que ainda se possa ficar,
    Com um bom pedaço de História.
    Quem quer? Quem quer enveredar nessa glória?
    Queres tu, mulher?
    Traz-se de lá um idêntico ao que dei ao Sebastião,
    Sim a esse que tu chamavas cão,
    Por tanto dinheiro me absorver.
    Vê lá tu! E nem era teu;
    Esse nem lhe via o cu,
    Pois pró cu ia...
    Vá lá, paga! Paga ao menos qualquer coisinha...

  3. Anda lá que a baixa é minha.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Morreu

Morreu
Morreu quem muito cresceu.
Era o quarto homem mais rico de Portugal.
Afinal,
Tinha comportamento de pobre.

Destruía para voltar a construir.
Era assim que ele fazia.
Enquanto estudava, trabalhava.
Até casava, com uma farmacêutica,
Que o presenteou com três filhos.

E assim decidiu: porque como ele afirmou,
Pior do que decidir, é decidir a desoras.
Até admitiu o erro, no caso da Sonae Indústria.
Quanto a mim, houve outro que ficou por assumir,
Embora não seja esta a hora para o referir;

O de nos jornais publicitar
Que a então empresa Modelo e Continente,
Um dividendo de cinco euros ia dar.
Acabou, pelos cinquenta cêntimos,
Por se ficar.

E assim, a quente, o incauto pelo cano lá ia entrar.
Porque preferencialmente,
Era na bolsa que ele entendia
Se dever financiar.

Paz à sua alma!
Perdoo-lhe porque também o usei na questão do seu banco;
e cartão de crédito.

Universo.
Foi um berço,
Que encontrei;
E que desfrutei.

Havia quem me criticasse;
com aquela forte crítica de rua.
Mas pela sua ranhura que o passasse,
que a comissão seria sua,
Se para tal bastasse...

Cada vez mais me convenço;
Quando não segui os seus passos nos casamentos,
Estava condenado a ter sucessos suspensos.
É assim que penso!


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Quem com felros...

No João Lourenço
Que rasgou os acordos estabelecidos
Com Eduardo dos Santos.

A exonerações de várias administrações de empresas estatais, dos setores do petróleo, de diamantes, minerais,
Sonangol e Endiama além da comunicação social;
banca pública comercial e Banco Nacional de Angola, 
anteriormente nomeadas por José Eduardo dos Santos,
Desde 75, o grande artola.

Fez muito bem!
Olha quem?!
Ao retirar o aval do Estado Angolano ao BES,
De milhares de milhões,
Foi em Portugal o início das consomissões.

Centeno, já investiu em pleno,
Neste pouco tempo de geringonça,
Mais de nove mil milhões!

Mas aquele amigo da onça,
Ainda continua presidente do MPLA.
Até lá, para 2022,


Veremos o que se passará.

Uma lição há já a tirar:
Quem com felros melros,
Melros felros...


Será que precisa de tradução,
Ou não?
Já que há que legendar os filmes
Do Português Europeu para o do país irmão...

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Claro

Claro que está visto:
As portuguesas são as campeãs
Em tomar calmantes.
Todas as noites,
Quando não é,
até
nas manhãs.

Pois a burocracia deixa marcas.
Estudos e mais estudos.
que exigem os nossos graúdos
Do retângulo.

A maior área ardida nacional,
Mortes tantas que já tarda o memorial.
E eu acho mal,
Porque aqui ao pé,
É só passar o rio,
Pagou-se e pronto.

Aqui não se paga nada.
Até o javali que na autoestrada destruiu a ambulância.
O tribunal de Valença não se achou com competência.
e foi para o Administrativo e Fiscal.
De Braga,
que não dá em nada,
Ou como eu ainda se verá condenada,
Injustamente, pois não tinha testemunhas,
que mentissem por quantos dentes tinham,
Como fez a outra parte.

Se fosse o problema em Valencia,
Até uma refeição à valenciana,
Seria para toda a corporação.

Justiça sem perdão!

Até para pedir um simples documento,
é um tormento,
como foi até para casar,
Estudar...

Quem a mandou lá me gerar?
Não era melhor ter ficado cá com os filhos?
Ela que fala que teve X abortos,
Poderia ser mais Y!

Mas nunca tomou nada.
Não quer:
Quando enviuvou e o médico de família lho prescreveu,
Com ele bem não se sentiu,
E a ela própria o proibiu.

É a honrosa exceção,
deste desnorte de medicação...


Harriflash

Num exame.
Com cem perguntas.
Todas juntas,
São o corolário,
O calvário,
De um ano de trabalho.

Ou ainda mais...

Só será alterado lá para as calendas;
2019, segundo se crê.
Entretanto,
Há uma aplicação
Para telefone inteligente,
Que passa tudo a pente:
Perguntas que saíram anteriormente,
E remetendo para o estudo.

Não ocupar a cabeça com outras coisas que tais,
é o que eu peço.
e mereço,
Que não se estude mais...

Por agora,
Pois, quando for a hora,
Há que se debruçar mais.

Eu não comprei o Harrison,
Mas um idêntico sobre astrologia.
Estava escrito que um dia,
Aqui o sobrinho da tia são,
iria despender um dinheirão
Para o deixar em cima da mesa de vidro,


O tempo inteiro...

Como que num flash,
Ao som da música o Apache,
dos anos sessenta
só instrumental,
para que afinal,
Não te percas nas palavras.

Como ontem no filme que vi.
Ela era professora universitária de literatura.
Ficara viúva.Estava a ter uma vida dura.
E pediu aos alunos um poema sem palavras...

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Diz-me

Nas obras do novo continente.
Aqui em, Braga,
De repente,
Lembrei-me dum provérbio de trazer por casa:

"Diz-me o que tens e aonde"

Como a providência cautelar deixou de fazer efeito,
As obras vão ser retomadas.
E a dona do terreno,
Que por acaso é a Igreja,
Vai ter massa que não cabe na bandeja:

13100 euros mensais!

Bom, que há que dizer mais?
Que um simples bem que tem na terra,
Equipara-se à imoral reforma de um Rocha Vieira,
Mas esse chorou, quando a 20 de Dezembro de 1999
A bandeira portuguesa arreou,
Do último reduto do império.

Mais um ou outro ex governante,
Como o Mira Amaral,
Verdadeiramente tratante,
Que temos que achar muitíssimo mal:
Nada que se compare com a adequada
que o Ramalho Eanes leva pra casa.

E os lugares que a Igreja tem no céu,
Que desde os inícios dos tempos tudo aponta
Que sejam eternos, como os da terra?
A não ser que a Sonae, aguenta-se não se aguenta, será que cai?
É melhor nem fazer a conta como faço eu...

Andei eu a levar cabides
Como simples passatempo,
Para a malvada os despejar, os dela e os do quarto ao lado
Como me demonstrou o Bento.

Precisava mesmo era de um Cabido.
Cabides já não são das minhas lides...

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Fake

O Fake News, ou notícias falsas,
O termo em si teve um criador.
O Sr Trump, o salvador,
Só não salva das balsas,
Os refugiados de locais conturbados.
...
Com elas, muito mal se comete,
é como se um produto de retrete,
fosse o melhor para a civilização.
Muitas vezes causa aflição;
Até destruição.
Há tanta inverdade,
que só pode mesmo ser por maldade.

Porto de abrigo

    Porto é o porto,
    O abrigo, o refúgio.
    Dá oportunidade a sem abrigo,
    Como a quem teve comportamento torto.
    Largou os votos da consagração,
    Quando a sotaina caiu pelo chão,
    Por uma eva em clara tentação,
    Fê-lo pecar.
    Trabalhou até na banca,
    Contrariando o que weber avançava:
    Os juros que cobrava,
    Eram pecaminosos.
    Agora, na terceira tentativa,
    Pelo que sei de outiva,
    O bispo da-lhe guarida,
    E a possibilidade dos votos.
    Lá para longe, detrás das fragas,
    Onde quase e preciso um dicionário,
    Para entender vocabulário.
    Este homem
    Viveu um calvário.
    Se o polémico juiz soubesse,
    Veria que adultério cometido,
    A ferros tem que ser remido...
    Dantes, dizia-se que elas é porque não querem; eles é porque não podem
    Resistir.
    Ele que não se pusesse a pau na estrada,
    Que nunca mais concelebrava..

Grelos

    Nos grelos que acabei de adentar.
    A carne processada,
    E, segundo a OMS,
    Potenciadora de cancro.

    E um prato que gosto de completar.
    Eu sei que fui um bronco:
    Poderia ter sido um peito de frango...
    Mas peitos já mos esfregaram nas ventas.
    Faz-me lembrar a estória que o meu pai contava;
    Que um doente sempre que alguém o visitava,
    Ia a gaveta e retirava a pressa um naco de carne gorda com que s boca e beiços besuntava.
    Os colegas aborreceram-se e com trampa a inundaram.
    Ate que um dos que o visitava,
    Lhe recordou que a boca estava marcada.
    - Nota-se?
    - Sim. E de que maneira!..
    - E porque a comi.
    Mas o senhor que leva o peitinho,
    Vai viver 200 anos, com jeitinho.
    - Isso era bom.
    Tinha muito passatempo,
    Você que nasceu no barlavento,
    Mas viveu no sotavento.
    No algarve o primeiro é a este
    Enquanto o segundo é a oeste;
    Já em Cabo Verde,
    O primeiro é norte,
    E o segundo é sul.
    Já estou a ficar azul:
    E conforme a disposição,
    Ou a indisposição..
    Mas afinal, em que ficamos?


    .




Respeito pela Natureza

Nos 110 milhões de toneladas
Que diariamente o mundo manda para a atmosfera,
em gases que provocam o aquecimento global.
Um dia, isso vai ser fatal.

Outra coisa que só se pode achar mal,
É o uso e abuso dos plásticos.
Mais de metade, fica nas praias.
Ou despejar para a sanita
a mesma água que bebemos.
Como é que podemos?!...

Que luxo de alguém que vive a custo,
e com um endividamento que só traz susto.
É uma tristeza!

Na Alemanha há as águas cinzentas,
Que saem da banca da cozinha,
Dos banhos, e da lavagem da roupa,
que têm esse destino;
Que lhe dá, porque poupa.
É o respeito, acima de tudo,
Pela Natureza.

Air Berlin que fecha a porta,
O nesting que adoro fazer,
Poupando como deve ser...

Já o Sócrates fazia férias a valer,
e o amigo a ter que lhe valer...

A sardinha que não pode ser pescada,
Até se chegar à Comporta.

Mas isso que importa?


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Vamos ser assados

Vamos ser assados,
Torrados e grelhados se nada se fizer.
Quem o está a dizer,
É o Fundo Monetário Internacional.

Cristina põe-se em guarda
E alerta para o futuro sombrio.
Eu sou dos poucos que posso abrir o pio;
Por isso volto à carga.

Desde 2013, a minha mobilidade
É ambientalmente sustentável.
A casa do cão,
Recebeu o prémio por ser como é.

E se os autarcas e mandantes ranhosos
Tudo fizeram para me afastar de cá,
Uma vez que impediram a colocação de postos de carga,
Por estragarem a estética na vila,
Num braço de ferro com a elétrica nacional,
Impediram-me de carregar,
Até nos bombeiros onde nunca me aconteceu;
E nunca senti alguém a sofrer como eu,
Tive afinal,
Que ir à procura
De quem não me tratasse mal.

Vi que um edifício em Caminha
Tem uma figura a evacuar voltada para a Guarda;
Na tradicional animosidade,
Entre nós e nuestros hermanos.

O escultor enganou-se.
Nunca deveria ser para Espanha,
Pois lá sempre me trataram bem.
Até me permitiram que fosse à Corunha,
Ver a Torre de Hércules,
Que estava à cunha,
Com tanta gente.

Nunca paguei lá um tostão;
Ou um cêntimo,
Que é o dinheiro que tenho à mão.

Por isso, renasça-se o escultor,
que o estupôr
Tem que orientar para sueste,
Ou sudeste,
Pra cagar para esta peste...

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ir ao estrangeiro

Estou triste!
O meu país não se pode dar a esses luxos.
E nem é para meter para os buchos,
Ou meter para a panela.
Só Tondela, para repor o que se perdeu,
Não chegam mil e quinhentos milhões!
Quatro horas bastaram para se consumir
O que setecentos anos levou a construir.
Malograda Mata Nacional!...
Afinal, a Proteção Civil gastou menos 300 milhões no ultimo lustro.
Ir ao estrangeiro,
Só mesmo la para 2019,
A Copenhaga,
Oxford, 2020,
Paris, 2030:
À Dinamarca porque é a arca da terra;
À segunda, porque é uma verdadeira cidade universitária.
À  terceira, porque antecipa em dez anos,
O que vai impor a todo o exágono,
E certamente demais território.
Só o estupor do meu país
Não tem metas; não faz planos.
Vai gerindo conforme os açanos,
Deste, daquele;
De beltrano e sicrano;
Enfim, poderia ser mesmo de um asno,
Mas da Graciosa,
Para não ser mais uma raposa.
E reduzir-se à sua insignificância...

Mergulhar

O mundo enfrenta desafios graves,
Diz Guterres
Há quem fale num ataque cibernético a grande escala.
Um cyberfuracão ou botnet,
Que além da internet,
Afeta frigoríficos, câmaras, termostatos
E uma parafernália de maquinaria
Que ninguém há anos imaginaria.
E eu neste espaço onde fiz o exame do minha quarta classe,
Ainda sinto o momento.
Estava tudo tenso.
Eu vinha de Genço,
Mais propriamente do Couto;
Estava afouto.
A sala era bem iluminada.
Janelas grandes orientadas para nascente,
Em que o sol que chegava
Aquecia toda a gente.
E foi um bom momento;
Nunca um tormento.
Regresso para hoje.
É o IPJ a cá funcionar,
Com quadros apelativos:
Já pensaste em ser voluntário europeu?
Campo, Praia ou Montanha?
Férias à tua medida!
De fugida,
Licenciatura em Maus Tratos?
Doutoramento em Controlo e Ciúmes?
É este também o teu, pergunto eu.
Muda de curso: violência no namoro não é para ti.
Fiz ao contrário do que sugere o grande Jorges Duby;
Fazer história é partir do presente e mergulhar no passado.
Mas assim que nesta sala me vi,
Não fui capaz de resistir.
É que não sei se o Instituto português da juventude sabe,
Mas eu também já fui jovem.
E quero que esta minha juventude nunca se acabe...
Não posso é continuar a comer como um alarve,
Mas isso é outra estória.
O acesso à memória
Devia queimar caloria.
Isso sim, era uma alegria.
É que devemos ingerir uma porção e meia a 4 de proteínas,
Sendo que cada é de 30 gramas ou 25, conforme seja crua oozinhada.
Mas eu teria que estar nos intermédios,
Já que não sou adolescente,
Nem trabalho física fortemente.
Pronto: não se pode dar ao dente, enquanto omnívoro
Teria que ser como o Steve Jobs, frugívoro,
Mas onde ia eu buscar a minha vitamina b12?
E eu quero continuar a ser feliz. Rir
Rir até de mim próprio,
Até se me apetecesse cá.
Coisa que o Jobs não fazia.
Ah! temos uma coisa em comum
Não resistimos a uma maçá!

E por outro lado para que é que ele queria emprego,
Se já o trazia consigo?
Durante muito tempo, 
Pensar assim,
Pôs-me medo!
Mas o importante é mesmo criar...

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Pró-ativos

Na necessidade de sermos pró-ativos, como disse e bem o Secretário de Estado demitido.
No bispo Ortiga quando desabafou que é culpa das pessoas que não limpam.
Ou resilientes, como foi referido também

E eu fiz a leitura do que foi dito sem se dizer.
Li nas entrelinhas o que queria o governante dizer.
E concluí:
Referiu-se a Valpaços, há 28 anos atrás;
O Ministério recebia o Barreto,
Não tem nada a ver com o António.
Esse nunca traria o demónio,
Como fez o Álvaro.

Trabalhou na Soporcel
E embrenhou-se no governo,
O estafermo legislou.
Mas o povo não acatou.
Valpaços destruiu 180 hectares de eucaliptal,
Numa herdade que tinha plantado 200 mil.

Até as crianças andavam a trabalhar para sua segurança,
E fortemente empenhados.
embora os agentes lhes diziam que fossem ver os desenhos animados.

Quando veio a polícia de intervenção,
A ação foi suspensa.
Mas pela calada da noite,
Os restantes vinte hectares tiveram o mesmo destino.

A propriedade foi vendida.
E desde então, carvalhos, nogueiras e outras autóctones árvores, para já não falar da manutenção das oliveiras.

A água nunca faltou.
Nunca tiveram fogos,
E os seus fogos mantidos foram,
Pois nunca um incêndio tomou conta da aldeia.

Eu não devia dizer isto;
Tal como não devia dizer na minha infância os ovinhos que tinham os ninhos que encontrava.
Falava em pedrinhas, para as formigas não perceberem,
E os comerem.

Tal como os serviços meteorológicos deveriam ter anunciado,
que vinha tempo molhado.
Houve quem aproveitasse e tivesse pecado.

E como veio atrasado,
culpa da Ofélia,
Deu este belíssimo resultado.


Por isso o meu país é um país adiado...