sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Fake

O Fake News, ou notícias falsas,
O termo em si teve um criador.
O Sr Trump, o salvador,
Só não salva das balsas,
Os refugiados de locais conturbados.
...
Com elas, muito mal se comete,
é como se um produto de retrete,
fosse o melhor para a civilização.
Muitas vezes causa aflição;
Até destruição.
Há tanta inverdade,
que só pode mesmo ser por maldade.

Porto de abrigo

    Porto é o porto,
    O abrigo, o refúgio.
    Dá oportunidade a sem abrigo,
    Como a quem teve comportamento torto.
    Largou os votos da consagração,
    Quando a sotaina caiu pelo chão,
    Por uma eva em clara tentação,
    Fê-lo pecar.
    Trabalhou até na banca,
    Contrariando o que weber avançava:
    Os juros que cobrava,
    Eram pecaminosos.
    Agora, na terceira tentativa,
    Pelo que sei de outiva,
    O bispo da-lhe guarida,
    E a possibilidade dos votos.
    Lá para longe, detrás das fragas,
    Onde quase e preciso um dicionário,
    Para entender vocabulário.
    Este homem
    Viveu um calvário.
    Se o polémico juiz soubesse,
    Veria que adultério cometido,
    A ferros tem que ser remido...
    Dantes, dizia-se que elas é porque não querem; eles é porque não podem
    Resistir.
    Ele que não se pusesse a pau na estrada,
    Que nunca mais concelebrava..

Grelos

    Nos grelos que acabei de adentar.
    A carne processada,
    E, segundo a OMS,
    Potenciadora de cancro.

    E um prato que gosto de completar.
    Eu sei que fui um bronco:
    Poderia ter sido um peito de frango...
    Mas peitos já mos esfregaram nas ventas.
    Faz-me lembrar a estória que o meu pai contava;
    Que um doente sempre que alguém o visitava,
    Ia a gaveta e retirava a pressa um naco de carne gorda com que s boca e beiços besuntava.
    Os colegas aborreceram-se e com trampa a inundaram.
    Ate que um dos que o visitava,
    Lhe recordou que a boca estava marcada.
    - Nota-se?
    - Sim. E de que maneira!..
    - E porque a comi.
    Mas o senhor que leva o peitinho,
    Vai viver 200 anos, com jeitinho.
    - Isso era bom.
    Tinha muito passatempo,
    Você que nasceu no barlavento,
    Mas viveu no sotavento.
    No algarve o primeiro é a este
    Enquanto o segundo é a oeste;
    Já em Cabo Verde,
    O primeiro é norte,
    E o segundo é sul.
    Já estou a ficar azul:
    E conforme a disposição,
    Ou a indisposição..
    Mas afinal, em que ficamos?


    .




Respeito pela Natureza

Nos 110 milhões de toneladas
Que diariamente o mundo manda para a atmosfera,
em gases que provocam o aquecimento global.
Um dia, isso vai ser fatal.

Outra coisa que só se pode achar mal,
É o uso e abuso dos plásticos.
Mais de metade, fica nas praias.
Ou despejar para a sanita
a mesma água que bebemos.
Como é que podemos?!...

Que luxo de alguém que vive a custo,
e com um endividamento que só traz susto.
É uma tristeza!

Na Alemanha há as águas cinzentas,
Que saem da banca da cozinha,
Dos banhos, e da lavagem da roupa,
que têm esse destino;
Que lhe dá, porque poupa.
É o respeito, acima de tudo,
Pela Natureza.

Air Berlin que fecha a porta,
O nesting que adoro fazer,
Poupando como deve ser...

Já o Sócrates fazia férias a valer,
e o amigo a ter que lhe valer...

A sardinha que não pode ser pescada,
Até se chegar à Comporta.

Mas isso que importa?


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Vamos ser assados

Vamos ser assados,
Torrados e grelhados se nada se fizer.
Quem o está a dizer,
É o Fundo Monetário Internacional.

Cristina põe-se em guarda
E alerta para o futuro sombrio.
Eu sou dos poucos que posso abrir o pio;
Por isso volto à carga.

Desde 2013, a minha mobilidade
É ambientalmente sustentável.
A casa do cão,
Recebeu o prémio por ser como é.

E se os autarcas e mandantes ranhosos
Tudo fizeram para me afastar de cá,
Uma vez que impediram a colocação de postos de carga,
Por estragarem a estética na vila,
Num braço de ferro com a elétrica nacional,
Impediram-me de carregar,
Até nos bombeiros onde nunca me aconteceu;
E nunca senti alguém a sofrer como eu,
Tive afinal,
Que ir à procura
De quem não me tratasse mal.

Vi que um edifício em Caminha
Tem uma figura a evacuar voltada para a Guarda;
Na tradicional animosidade,
Entre nós e nuestros hermanos.

O escultor enganou-se.
Nunca deveria ser para Espanha,
Pois lá sempre me trataram bem.
Até me permitiram que fosse à Corunha,
Ver a Torre de Hércules,
Que estava à cunha,
Com tanta gente.

Nunca paguei lá um tostão;
Ou um cêntimo,
Que é o dinheiro que tenho à mão.

Por isso, renasça-se o escultor,
que o estupôr
Tem que orientar para sueste,
Ou sudeste,
Pra cagar para esta peste...

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ir ao estrangeiro

Estou triste!
O meu país não se pode dar a esses luxos.
E nem é para meter para os buchos,
Ou meter para a panela.
Só Tondela, para repor o que se perdeu,
Não chegam mil e quinhentos milhões!
Quatro horas bastaram para se consumir
O que setecentos anos levou a construir.
Malograda Mata Nacional!...
Afinal, a Proteção Civil gastou menos 300 milhões no ultimo lustro.
Ir ao estrangeiro,
Só mesmo la para 2019,
A Copenhaga,
Oxford, 2020,
Paris, 2030:
À Dinamarca porque é a arca da terra;
À segunda, porque é uma verdadeira cidade universitária.
À  terceira, porque antecipa em dez anos,
O que vai impor a todo o exágono,
E certamente demais território.
Só o estupor do meu país
Não tem metas; não faz planos.
Vai gerindo conforme os açanos,
Deste, daquele;
De beltrano e sicrano;
Enfim, poderia ser mesmo de um asno,
Mas da Graciosa,
Para não ser mais uma raposa.
E reduzir-se à sua insignificância...

Mergulhar

O mundo enfrenta desafios graves,
Diz Guterres
Há quem fale num ataque cibernético a grande escala.
Um cyberfuracão ou botnet,
Que além da internet,
Afeta frigoríficos, câmaras, termostatos
E uma parafernália de maquinaria
Que ninguém há anos imaginaria.
E eu neste espaço onde fiz o exame do minha quarta classe,
Ainda sinto o momento.
Estava tudo tenso.
Eu vinha de Genço,
Mais propriamente do Couto;
Estava afouto.
A sala era bem iluminada.
Janelas grandes orientadas para nascente,
Em que o sol que chegava
Aquecia toda a gente.
E foi um bom momento;
Nunca um tormento.
Regresso para hoje.
É o IPJ a cá funcionar,
Com quadros apelativos:
Já pensaste em ser voluntário europeu?
Campo, Praia ou Montanha?
Férias à tua medida!
De fugida,
Licenciatura em Maus Tratos?
Doutoramento em Controlo e Ciúmes?
É este também o teu, pergunto eu.
Muda de curso: violência no namoro não é para ti.
Fiz ao contrário do que sugere o grande Jorges Duby;
Fazer história é partir do presente e mergulhar no passado.
Mas assim que nesta sala me vi,
Não fui capaz de resistir.
É que não sei se o Instituto português da juventude sabe,
Mas eu também já fui jovem.
E quero que esta minha juventude nunca se acabe...
Não posso é continuar a comer como um alarve,
Mas isso é outra estória.
O acesso à memória
Devia queimar caloria.
Isso sim, era uma alegria.
É que devemos ingerir uma porção e meia a 4 de proteínas,
Sendo que cada é de 30 gramas ou 25, conforme seja crua oozinhada.
Mas eu teria que estar nos intermédios,
Já que não sou adolescente,
Nem trabalho física fortemente.
Pronto: não se pode dar ao dente, enquanto omnívoro
Teria que ser como o Steve Jobs, frugívoro,
Mas onde ia eu buscar a minha vitamina b12?
E eu quero continuar a ser feliz. Rir
Rir até de mim próprio,
Até se me apetecesse cá.
Coisa que o Jobs não fazia.
Ah! temos uma coisa em comum
Não resistimos a uma maçá!

E por outro lado para que é que ele queria emprego,
Se já o trazia consigo?
Durante muito tempo, 
Pensar assim,
Pôs-me medo!
Mas o importante é mesmo criar...

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Pró-ativos

Na necessidade de sermos pró-ativos, como disse e bem o Secretário de Estado demitido.
No bispo Ortiga quando desabafou que é culpa das pessoas que não limpam.
Ou resilientes, como foi referido também

E eu fiz a leitura do que foi dito sem se dizer.
Li nas entrelinhas o que queria o governante dizer.
E concluí:
Referiu-se a Valpaços, há 28 anos atrás;
O Ministério recebia o Barreto,
Não tem nada a ver com o António.
Esse nunca traria o demónio,
Como fez o Álvaro.

Trabalhou na Soporcel
E embrenhou-se no governo,
O estafermo legislou.
Mas o povo não acatou.
Valpaços destruiu 180 hectares de eucaliptal,
Numa herdade que tinha plantado 200 mil.

Até as crianças andavam a trabalhar para sua segurança,
E fortemente empenhados.
embora os agentes lhes diziam que fossem ver os desenhos animados.

Quando veio a polícia de intervenção,
A ação foi suspensa.
Mas pela calada da noite,
Os restantes vinte hectares tiveram o mesmo destino.

A propriedade foi vendida.
E desde então, carvalhos, nogueiras e outras autóctones árvores, para já não falar da manutenção das oliveiras.

A água nunca faltou.
Nunca tiveram fogos,
E os seus fogos mantidos foram,
Pois nunca um incêndio tomou conta da aldeia.

Eu não devia dizer isto;
Tal como não devia dizer na minha infância os ovinhos que tinham os ninhos que encontrava.
Falava em pedrinhas, para as formigas não perceberem,
E os comerem.

Tal como os serviços meteorológicos deveriam ter anunciado,
que vinha tempo molhado.
Houve quem aproveitasse e tivesse pecado.

E como veio atrasado,
culpa da Ofélia,
Deu este belíssimo resultado.


Por isso o meu país é um país adiado...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Queres cenouras?

Mas acompanhadas por este nabo?!
É um diabo,
Mas tal como Lucifér,
É um anjo, mulher!

A melanina que nelas domina,
O teste que fiz com a ponte,
Talvez cobre como Caronte,
Se te quiser levar à fonte,
Não em moeda,
Mas neste prodigioso vegetal.

Achas mal?
Se todo o país não estivesse abandonado;
Mal tratado; mal amanhado,
Como desabafava a mulher de um amigo dos meus pais,
Em Angola por ele ir tão mal arranjado.
E lá cuidava dele um bocado.

É isso, temos tal como de nós próprios,
Cuidar dos nossos bocados.
Seja, privados ou do Estado,
Para não se chegar a este estado.

Mais de vinte mortos
Em incêndios aos centos;
Mais de quinhentos!
Em tempos inimagináveis!
Todo o continente em alerta vermelho:
Convocam-se entidades,
Criam-se números verdes,
quando o cinza e o negro do desalento domina
Por este retângulo acima.
Pede-se auxílio ao estrangeiro,
Até a países do Magrebe.

Ou não será o nosso país o Marrocos da europa
com todos estes focos?!
Triste, triste sina!

Só porque as queimadas se iniciam sempre nesta segunda quinzena.
Mas a tradição já não é o que é.
É uma pena!

Tal como aquele americano magnata,
Que importa que seja rei da pornografia,
E que seja de mobilidade muitíssimo reduzida,
que ante o terço dos cidadãos que neste  meio ano o aprova,
Oferece milhões a quem possa derrubar o patarata
Com uma fortuna de 10 mil milhões que nem prova!,
Que rasga acordos de respeito ambiental,
Que deve ser biblicamente natural,

Eu ofereço em cenouras
Não tenho dez milhões da moeda local
Para plantarmos neste nosso quintal...