sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Globologia de Tarroso


Domingos Tarroso
O autodidacta limiano.
Com treze anos
Abandona a escola
Porque esta só ensinava os rudimentos da leitura,
Escritura, como me diziam os queridos de com licença Coura,
E contar.

Novo, num pasquim limiano vai publicar.
Mas os erros no texto que se vieram a detectar
Levou-o a se consciencializar:
Tinha que estudar!

Aliás, por causa dos livros
Livros, dêem-me livros, dizia,
Mas nem todos participavam nesta dádiva,
Na cadeia cinco dias descansou:
Uma senhora, de apropriação indevida de um dicionário
E mais uns quantos livros o acusou.

De lá
Contemplava o rio;
A porta até estava aberta
Para amigos que o visitavam;
E ele dela passava.

Era escrivão de tribunal
De profissão.
E se não me escapa,
"Aos 21 anos publicou a sua primeira obra filosófica,
O que o levou a considerar-se
O mais jovem filósofo
Que até então o mundo conhecera."

Pode isto ler-se na sua contracapa.

Opondo-se ao positivismo dos três estados
De Augusto Comte, o teológico, metafísico e positivo
E escolhe o seu percurso evolucionista,
Assente nos três fundamentos:
Preátomo, consciência humana e Deus.

Tem de comum com o positivismo,
O método.

Até propôs a criação da globologia,
Uma ciência nova,
Ciência da terra, como ele lhe chama
Composta de seis outras.
Uma espécie de Geogenia,
Que tinha que por principal função
Responder aos problemas:
O que é a Terra? De onde vem?
Para onde vai?

Embora o fim,
A extinção da humanidade actual;
A questão do futuro da terra
Na realidade,
Nesta geogenia pode deixar de entrar.

Gina Silva



O meu nome é Gina Silva em que posso ajudar?
Olhe, era uma empréstimo que gostaria de contratar.
Apresenta um rol de números.
Contesta-se. Diz-se que é usura.
Jura que não sabe.

Então voltou e não diz nada?
Desculpe, não incomode, estou no chat.
E com uma senhora, certamente?
Já me viu a mim, com um chat diferente!

Humm
A sua amante.
Sim. Do financiamento.
O meu negócio é números;
Por que é que você só me vê no mulheredo?
Ah tá
E no chat?
Sim, aqui vai tudo de vento em popa.
Mas eles não emitem o documento.
Têm medo.

Vai pedir um empréstimo para comprar carro
Dizendo que é para obras em casa!
Que feio.
Vocês aí não enganam os impostos, não?
Claro que sim. Por isso é que o meu país não vai para a frente.
Todos querem levar vantagem em alguma coisa.
Eu não engano.
Pois. Também aqui, ninguém o faz.
Ainda por cima, com tanta casa a precisar de obra...

Mas olhe,
Fico satisfeito por saber que é como o algodão.
E o que mais me contrista
É eu saber que sou vigarista
Como o ministro das fananças:

Tem residência oficial em Lisboa
E recebe ajudas elevadas
Por declarar residir no Porto.

Ahahahahahaha
Ahahahahahaha
Ahahahahahaha

Já não se poupa, mas as modernices estão em alta.
Sim, é um grande maroto.
Queria ser ernestinho como você.
Que irónico, hein!

Mas olhe, enviou-me um mail;
Até não percebo porque não foi reconhecido como Spam!,
Pedindo-me para apresentar uma conta bancária
Para fazerem o reembolso.
Lá atendi àquela alimária.

É que podem apanhar o cheque
E depositar na conta de um sem-abrigo.
Se fosse para ele, até que não era enorme o perigo.

Não houvesse cá em Ponte de Lima
Um carteiro como o de Gaia;
Os mais de 118 mil euros que apanhou
A mulheres com quem mantinha relações
A todas os valores entregou;

Ou um como o da Expo
Ou de Montalegre apanhado em flagrante de litro.
Ou como o casal dos Açores que apanharam o cartão de débito.

Faço minhas as palavras da gina
Em meu nome pessoal e da Cofidis,
Que é como quem diz,
Um banco dos desesperados.

Maldita



Maldita a tua família que anda a sugar
O Estado e o contribuinte!
Olha, mulher só te tenho a dizer o seguinte:

Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
E é isso que mais me dói: o país pela sua ostentação,
Pela mania da grandeza
Obriga a maioria a uma inevitável avareza.

Mudo, não é o meu irmão concerteza.
É todo o ser
Que não consegue falar o que sente,
E para tentar ser gente,
Se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

A Ferreira Leite diz que não é. Será?
O futuro o dirá.

Deficiente é aquele que, como tu, não consegue aceitar a sua vida,
Aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade
Em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Na verdade, é o cretino, como já apontava Durkheim.

Fico-me só por estas deficiências do gaúcho Mário Quintana
Que morreu, fez no dia cinco deste mês, catorze anos.
Eu sei que não gostas, mas mete para o bucho!

Escusa


Na ânsia da procura do além
Entregou a alma ao criador.
Um arame em volta do pescoço,
E pondo fim à enorme dor,
Resolveu ficar aquém.

Poderia ter andado para longe,
E fazer o que fez no local.
Mas não: o suicídio, afinal,
Tem que ser dado a conhecer rapidamente.

Uma árvore ao pé do rio.
Um banco para servir de suporte.
A hipocôndria daria o mote;
O filho que teria tido pouca sorte,
A discussões frequentes sobre uma criança deficiente,
Levaram o marido de uma agente
A buscar assim a paz.

Mas escusa é uma terra diferente.
Andou-se por lá à procura do minério,
Numa altura em que a guerra era a sério.
Os "folões" (filões) lá estão.

Terra esventrada, sugada;
Buracos enormes resultantes
Duma terra que foi rasgada,
Não por uns meliantes,
Mas mineiros que houve dantes.

Construções em ruínas,
Como as existentes ao pé do monumento de "As mãos".
O primeiro emparcelamento do país.
Deixá-los arruinarem de vez
Seria aquilo que nunca quis
Na nossa terra mátria.

Seria um crime de lesa pátria!

Couto


Mas afinal a minha terra não natal,
Mas o centro do universo, entendido como tal,
Não tem nada a ver com o mosteiro.

Sempre assim foi concebido.
Era uma terra do clero, logo um couto.
E eu, muito afouto,
Lá entendia ser esta a origem toponímica.

Mas eis que ao andar pelo sétimo continente,
Vejo de repente,
Que é um topónimo singelo de castro.
Do latim, castru= acampamento militar fortificado:

Castella (na época das invasões romanas e suevas),
Castelo, castrelo, castrinho, castrilhão, trascastro
Subcastro, cividade, cidá, croa, citânia, montouto e,
O já referido, o meu querido couto.

E os seus compostos
Aqui expostos:
Couto do castro, Pena de Moura, Ponta do castro,
Pena do castro, os castros e Couto do Mouro.

O meu avô foi um mouro de trabalho,
No lugar do alto do couto.

Casou com a minha avó
Que não viu nela possuir seis cérebros como viu a italiana
No presidente francês.

Se calhar, teve dó.
Abandonando a ideia de ir para o brasil,
Ficou lá até uma idade
Que nunca a sua jovem viuvez
Lhe adivinhava tão longeva.

"Ai se não fosse estragada como tu, rosa,
A quinta do outro lado era minha"-
Desabafava ele à lareira com a nora
Trabalhadeira.

Produtora agrícola octogenária.
Não. Não é aquela alimária
Que tu lhe chamas...

Nunca, nunca, nunca


Nunca, nunca, nunca, pagaremos aos nossos irmãos portugueses
Que fizeram do nosso galego, um idioma nacional.
Mais afortunado que o provençal,
Encerrado na sua comarca,
Não morrerá.

Estas palavras em jeito de quadra
Foram proferidas um dia,
São de Manuel Murguía
O historiador que da cova céltica
Parte fazia.

O pejorativo La cueva céltica
De Don Celso Garcia de La Riega, traduzido para galego
Foi excelentemente assimilado por tal denominação.

Não é sem razão, aqueles que achavam que deviam ao celtismo
A sua diferenciada personalidade;
Espécie de galega vaidade.

No fundo, Rosalia, a cantora, que nas cantigas e tradições populares manifestava
Aquilo que Pondal, o bardo, latente no povo achava,
O tal fundamento mítico.

Encontro de almas



Bom diaaa
Oláaaaaaaaaaaaaa
Como está o senhor?
Muito bem. E a senhorita?
Tb
Óptimo. Anda fugida!
Por que diz isso?
Porque anda desaparecida.
Sentiu minha falta; me procurou?
Muita, sim.
Muita falta, ou muito me procurou?
É verdade cada situação.
A sua ausência, despedaçava o meu coração.

Estive fora. Fui ao interior.
E não se incomodu com a minha dor!
Ah! não se preocupe. Qd não quiser mais falar contigo,
Eu digo.
Será que me vai ocorrer mais esse castigo!?...
Ok. Eu aguardo sentado;
Para não cansar muito.
Ahahahahah
Acha que pode demorar?
Não. É porque posso ganhar varizes.

Hummm
Se o dizes...
Mas posso desistir de vc a qq momento,
Por isso pode ser que não demore muito tempo.
Entendo: eu então espero de pé.
Ficou alegre com o que eu disse!
Sinceramente, pensei que ficasse triste.

Se o fizer que quer que eu faça: que me mate, como há dias um aqui?
Hoje fui à piscina e não o vi.
Claro que não. Que ideia maluca é essa?
Pelo menos que ficasse aborrecido...

Fico sempre satisfeito como a quase nonagenária mãe do martins.
Quando vê a netinha, daquele seu solteirão, a alegria é tão grande
Como se a visse sempre pela primeira vez.
É a melhor postura: nunca ficar entristecido.
Ahahahah

Só significo isso mesmo para vc?
Isso me deixa muito entristecida.
Claro que você é muito mais do que isso:
É toda uma alma que está acoplada.
Encontro de almas.
Sim isso mesmo; mesmo que desalmadas.
Como assim?

A alma boa e a alma má,
Um pouco ao género do bom e do mau colesterol
Como iluminou desses lados um enorme farol.
Ah é?
E eu seria a alma ruim?

A boa. Como é boa é a cultura do etanol brasileiro
Contrariamente à má, a norte americana.
Que comparação.
É a possível... perante a situação.
Vc é demais mesmo...

Umas vezes de mais, outras, de menos.
Sou como o mar: umas vezes em cima, outras em baixo.
Umas vezes desço demais como se houvesse uma glaciação.
Basta você desaparecer, por exemplo;
E despedaça-me o coração. Ainda bem que criaram um..
Outras, sou um megatsunami...

Olhe que tenho colegas de direita que admiram o seu Lula.
Foi revelado gigante como aquelas apanhadas nas gélidas águas profundas...

Que podre.
Mau, mau!
O que é mau?
Chamar o lula de podre.
E porquê?
Porque lula é gigante.
Tem muita energia, como só a cana sacarina dá assim tanta...
É podre demaissssss
Causa uma excitação que não é nada podre.
O Lula?
O beijo, tola!
Eu não sou tola.
Sou eu por si.
É nada.
Sou sim.
Não acredito em vc, mas acho que já disse isso.
Não me quero tornar repetitiva.
Vá reforçando.
Ahahahahah

Hoje vai aparecer?
Posso dizer, que mesmo não acreditando em vc
Faz bem ao meu ego; que sou feliz por te ter conhecido;
Por isso me entrego.

Estou-me babando todo. Espero logo fazê-lo doutra forma.
Limpar toda uma outra boca.
Como assim: vai aparecer? Por acaso não estou aqui?
Que boca?

Duma outra cabeça que agora estou sem ela para pensar.
Tenho de ir mesmo trabalhar; tenho de ir ao encontro dos camionistas...
Ahahahahah

Já sinto o seu businão.
Ontem, na festa do augusto canário, onde assentei arraiais
Bem cedo, logo na primeira fila, na esplanada; não queria perder pitada.
Parece que ainda tinha a hérnia de outra temporada....

O NUCAMINHO já está a caminho...

Dzud lusitano



Poderia estar a ver o telejornal.
Mas qual?
Em todos os canais, o jogo de ontem,

E nada mais!

É bom para o governo;
É bom para quem sofre graves problemas.
Sublima-se assim as preocupações; todas as frustrações...
É este o nosso ópio.
Concentra dos portugueses todos as atenções.

Prefiro outras notícias.
Vejo um documentário sobre a capital da mongólia.
Um sem abrigo e seu petiz
Erguem-se do interior da cidade.

Não foi essa a vida que ele quis.
Perdeu o emprego, perdeu os amigos;
Restou-lhe o calor das fezes, das urinas...
E outros imundos perigos.

Além do Dzud, ar gélido que sopra de Outubro a Maio
Condições extremas do inverno.
As temperaturas podem ir até aos 60º abaixo de zero.
Não há alimentos para o gado; as pastagens não chegam a aparecer.
De 99 a 2003, vinte e cinco por cento das manadas
Devido a essas condições extremas, foram dizimadas.

8.5 milhões de animais a menos, entre ovinos, caprinos, yaks, cavalos e camelos.
Êxodo brutal para os grandes centros.
Quer a dzud branca, dzud gelo ou dzud escura
Colocam os mongóis de gengis khan em vida extremamente dura.

Falta-lhes a brisa do futebol,
Para, dum momento para o outro, rebentar qual paiol...

Venturoso



O único rei a subir ao trono
Sem ser descendente
Ou irmão do antecessor;
Beneficiando da morte de um primo
E de cinco irmãos;

Motivo mais que suficiente,
Para que o nosso décimo 14º rei
Ficasse conhecido pelo venturoso.

Se há pessoas bafejadas pela sorte,
Este nado em Alcochete,
Como a construção do novo aeroporto aí se promete...
Como nada lhe custou,
Em inaudita ostentação governou.

Basta lembrar a embaixada, ao papa Leão X enviada.
Nesse dia 12 de Março de 1514 oficialmente, a Roma, chegava.
Até um elefante faustosamente carregava
Com uma arca de ouro muitíssimo pesada...

Faz lembrar os herdeiros que receberam tudo de mão beijada.
Em pouco tempo, destroem tudo que levou uma vida a ser acumulada...

Desde então, tem sido esse o nosso fado...

Via láctea



Norma e e Sagitário afinal não fazem parte da nossa galáxia.
Esses dois braços não existem, como demonstrou o telescópio Spitzer.
Durante anos os mapas que foram construídos,
Têm que ser doravante corrigidos.

Um pouco como acontecia com os primeiros exploradores que viajavam pelo mundo.
Resta então, centauro e perseu.
A teoria que não pôde ser confirmada,
Porque a terra estava no seu interior instalada,
Sobre os quatro braços estelares.

Um mosaico de 800 mil peças que incluem 110 milhões de estrelas.
Mas, os açores não foram conhecidos antes dos portugueses
Mil anos antes?

Há um quim, o fernandes, o tal que os tem pelos vistos grandes
E no sítio, promete gerar polémica.
Escreveu ele, que quando os portugueses chegaram ao Corvo
A meados de Quatrocentos encontraram lá uma intrigante estátua de pedra,
Representando um cavaleiro com traços característicos do norte de África,
Apontando do ponto mais elevado da ilha em direcção à américa.
Insinuando-se assim, aquilo que Colombo apelidará de um novo mundo...

Claro que não é lenda, já que é descrita pelo nosso elevado humanista
Damião de Góis, cuja credibilidade fica acima de qualquer suspeita.

Este investigador da Fernando Pessoa
Com a obra " O Cavaleiro da ilha do Corvo" que veio a lume tem no prelo outras obras.
Uma delas é sobre a poesia inspirada pelos astros,
Intitulada, "Poesia e o Céu".
Mas mais ambicioso é o livro "O livro dos portugueses esquecidos".
Recorda a vida de mais 300 figuras nacionais que vão dos séculos XVI a XIX,
Que devidos a perseguições várias, se viram obrigados a procurar refúgio noutros países,
Atingindo relevo em áreas distintas.

Como José Carlos, não o meu segundo primo que faz asneiras por ter pouco tino,
Mas o seu homónimo, Almeida, fundador da Sociedade Francesa de Física;
Ou o padre António de Andrade, o primeiro europeu a chegar ao Tibete.

Este mal também no século XX se repete...
Que aconteceu afinal ao José Saramago?!

Um país que sempre conviveu mal com a diferença,
Exibindo sinais de uma intolerância político-religiosa, fundamentalmente,
Que se revelou catastrófica para o seu desenvolvimento,
Ao dispensar, quando não estava assim a expulsar
Um número tão avultado de talentos.

Foram enriquecer sociedades como a alemã ou a holandesa,
Lamenta assim o autor de "Fátima e a ciência";
Como lamenta todo aquele que não tem paciência,
Para se conformar... e partir...

Espaço aberto



Dizia lá que é um espaço aberto à iniciativa, à coragem.
Com esse à vontade, escreveu-se o que se achou certo:

Bem haja por ter criado o Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa.
É um reconhecimento justo pelos esforços que estes nossos concidadãos desenvolvem lá fora. Mereciam fazê-lo cá dentro - no fundo, tanta riqueza, tantos cérebros que o país viu sair; se o nosso Estado criasse condições para os acarinhar; se não os obrigasse a ter que partir, como tem sido a nossa saga desde Quinhentos...
Demorou mais de cinco séculos a reconhecer os seus feitos; nós que iniciámos a globalização, temos de os acarinhar com toda a nossa devoção e incondicional paixão.
O meu muito obrigado.
Claro que pelo meio se pediu para dar o exemplo; que abdicasse das reformas douradas para que o país fosse menos injusto.
Foi um enorme susto.
Já sabia que não iria publicar.
Mas terá esse remorso na consciência!
Mas paciência: Os políticos são todos surdinhos...

Adorei foi ter escrito ao Isidro Fartaria;
Até lhe pedi para crescer como uma Lloyd's ou Rothschild.
Contrariamente ao comum dos mortais portugueses,
Nunca com inveja dele ficaria.
Muito pelo contrário,
Até disso muito me engrandeceria.

Mas não devia...

Relação bestial


Linda imagem essa do gato.
Ta fixe
Pois está.
Mt giro
a coisa + linda do mundo

Macho ou fêmea?
menino
E o menino então é giro!?
muito
o amor da minha vida

É o que se chama uma relação bestial!

ya
Mulher + besta
Besta és tu
ahahahaha

A língua é um pouco áspera, não concordas?
opa
mereceste
kd m dizes quem és tu
n sabes

Sou um túmulo,
Profanado, ainda por cima...

Mas comparado com o que vai pelo mundo, é nada:
Ponte internacional cortada, aeroporto da capital sem combustível...
Parece incrível.
Ainda bem que fui lá ontem abastecer-me; fazer feliz um velhote...
Gasolina menos 25 cêntimos do que cá; gasóleo nem me preocupei.
No haley entrei. Custava tanto como aquela.

E se Portugal logo não garante o apuramento?!
Será para o governo mais um tormento.

Pepita de ouro



Após três dias de bloqueio
Havendo de permeio,
Uma morte, incêndios de camiões
E rupturas de stoques,
As 10 medidas de governo
Puseram fim à paralisação.

É que os prejuízos foram graves
No sector têxtil, alimentar e automóvel.

Redução das portagens na parte nocturna,
Para destacar apenas uma,
Das medidas.

Eufórico e aflito
Eufórico porque a pepita do ouro brasileiro
Iniciou uma goleada.

Mas, este tal como o mister, está de abalada:
Seis milhões, mas há quem diga que são nove,
É quanto vai cobrar o nosso actual seleccionador
Ao clube do multimilionário russo.
Leva com ele de Espanha
O nosso português de Trás-os-Montes.

É que as quase cem medidas do governo espanhol
Não servem para encerrar este verdadeiro paiol
Que é o aumento brutal dos custos do petróleo.

É que nos tempos que correm
Nem a funcionar a óleo...

Romeira


Olha há quanto tempo!
Felizmente abriu-se uma porta.
É verdade.Pois parece que sim.
Uma silhueta de mulher graciosa e franzina cega os meus olhos;
Quem será esta sílfide?
Pois quem será..

O tempo o dirá...
E eu tenho todo o tempo do mundo.
Claro. Para tudo é preciso saber esperar.
Eu tenho cerca de...450 anos. Chega?
Ainda falta...uns anitos.
Para mim é um simples segundo.
Imagino que sim.
Não imagines: interioriza.
Ai sim?
Se o dizes! Quem sou eu para discordar?!
Uma romeira, certamente.
(Atenção que eu nunca disse "rameira") apre!.

Sim, percebi. Senão era grave.
Romeira é giro.
É garretiano...
Deriva de romeu...
Que irónica, ó histórica...

Doutora e o papa



Como não é conhecida?
Só a doutora mesmo e o papa.
Só que, com uma grande diferença:
Ele para ser conhecido,
Tem que de branco aparecer vestido.

Seguiu-se um curto riso.
Ofereceu-se de beber, mas não aceitou.
Mas eis que um repentista aí chegou.
E muito atentamente o escutou.
E quadras alusivas lhe endereçou,
E qual o nosso espanto,
Quando levou aos lábios a malga do cantador.
Que fez questão em ser ela a validar o seu sabor.

É que o vinho verde tem esta magia;
Graças a ele, rapidamente surgem desde há séculos,
Inteligentes criações na lírica galaico portuguesa
Como só o absinto tinha para Kafka sentido.

Mas todo o excesso redunda em perigo.
Até o amigo atinge o máximo da degradação,
Por ter bebido até mais não.

No fundo, como diziam os clássicos,
Na Natureza tudo é bom e tudo é mau;
O segredo está na quantidade.

A derrota na Irlanda foi uma vitória tremendamente esmagadora,
Diz a todos os circunstantes, esta senhora.

Será?

IFIF



Sinto o sol nas minhas costas.
Preciso da sua vitamina,
Como dele para crescer
Precisa uma menina.

A dulce vai ver o pai na ryanair.
Deveria ir até Bastilha,
Mas não pode lá chegar a nossa jovem mulher.
É que a tomada da bastilha,
Já hoje ninguém a quer.

Para chegar à Córsega, parte de barco de Marselha.
Do mar, perto de If, vai ver toda a beleza de telha...
Marselhesa, com certeza.

Claro que lá já não vai ver o rinoceronte
Oferecido por D. Manuel ao papa Leão X.
O barco em que era transportado por aquelas paragens naufragou
E para aquela costa foi enviado.

Parece que se pôs a monte...

Não que antes Albrecht Dürer o desenhasse,
Ele que, como o comum dos mortais, nunca tal exótico animal vira,
Por baixo do seu nome, rhinocerus, acrescentasse:
IFIF

Só vem depois em Agosto.
Vai-se ter que a levar e trazer do aeroporto.
Parafraseando o pintor:
Grande, grande chatice!

Ser amado



Portugal deixou amor e saudade,
Saíu de África sendo amado.
Os ingleses, rancor e ódio;
Basta ver o que aconteceu no zimbabwé:
Um por cento dos brancos,
Detinham oitenta por cento das melhores terras aráveis,
O resultado foi o branco ser espoliado.

Este legado de tolerância,
Fruto do temperamento português.
Confere uma alegria nas pessoas até mais não;
É como uma oxigenação.

Quem o afirmou foi o embaixador brasileiro
Jorge de Taunay, no seu livro
Meu Brasil Angolano.

Joachim inteligente



A culpa foi do relvado que era novo;
Do árbitro que um golo não nos validou
Ou que o adversário não penalizou.

Não me venham com cantigas.
Improvisar deu o que deu.
Um golo tirado exactamente dum anterior,
Numa clonagem puramente naif.

Os alemães apenas com três dias de descanso,
E aquela frescura que a qualquer um espanta.
Aos nossos, os oito dias fizeram-lhes mal ao corpo
Perderam o sentido do esforço.

Um desnorte que não tem nada a ver com falta de sorte.

Joachim Löw foi inteligente.
Passou a nossa equipe a pente.
Mudou a sua táctica de jogo.
Na sua humildade, foi pior que fogo.

Diz sentir-se tranquilo o ainda nosso seleccionador.
Ele que socou há tempos um jogador;
Que na publicidade fez enorme furor.

Essa de exigirem o pagamento dos treinos
Por mais que expliquem
Não há inteligência que o entenda;
Presentear a suiça com um relvado natural
Parece-me mais que sobrenatural.

Imagem de arrogância, um péssimo e mau exemplo;
Também um patriota soube ser.
Guardo a imagem de quando ele veio cá,
A Ponte de Lima.

Nem um presidente, um chefe de estado que viesse cá ter,
Seria tão bem recebido cá em cima.

Desânimo, revolta; é este o meu estado.

O sócrates, tuga, disse que só podia ver 15 minutos de jogo.
Eu vi-o quase todo na internet.
Era mais vezes o que só ouvia,
Já que a imagem bloqueava;
Mas aquela situação muito me bastava.

Não quis perder o trabalho;
Que é coisa que a nós muito falta.
E eu fazia-o para o bronze...

Não há milagres nestas coisas.
A alemanha tem mais de três milhões a praticar;
Nós cá ficamo-nos pela décima parte.

São mais os que fazem levantamento de copo
Do que os que os que vertem suor no rosto.

Pus, com todo o gosto,
De lado o nosso onze...

Desfelizarda



A roda dos expostos em Ponte de Lima,
Foi o tema mensal de história local.
No século XVII só havia no norte três:
Porto, Braga e Viana.
Na galiza só havia uma em Santiago,
Na parte de trás da actual estalagem dos reis;
Só que lá chamava-se inclusiva.

Inclusivamente, até crianças portuguesas recebia.

Por determinação de Pina Manique, em 1783,
Todo o município teria de ter a sua roda.
Mas só em 1787 veria a luz pela primeira vez,
No actual largo da Lapa.
Em 1853, passaria a hospício.

O de viana só passaria em 1866
E no ano seguinte as outras primitivas.

Fenómeno que aliás aconteceu em todo o distrito.
Mas já antes um deles desapareceu:
Foi o município de Valadares,
Que na reforma de 1855 foi extinto,
Conjuntamente com Castro Laboreiro e Soajo,
Só que estes dois nunca tiveram crianças enjeitadas
Ou simplesmente lá colocadas.

Desfelizarda é um dos nomes com que poderia ser baptizada,
Se não trouxesse bilhetes ou sinais.
O anjinho era assim chamado ao menino que morreu.
E a taxa de mortalidade infantil era elevadíssima.
Inclusive, houve uma ama assassina
Mas não era cá de cima,
Que foi a última a saborear a pena de morte:
Só ela originou trinta e três desses anjinhos...

Tui também a teve a sua inclusiva
Que durou até ao século XX.
São Paulo acabou com ela em 1950.

Depois havia transferências, havia queixas de municípios;
Que recebiam crianças de terras que não eram as suas,
Como hoje acontece com os cães vadios

No japão ainda existem,
Só que deles, por hábitos culturais, não se faz adopção.
Na Alemanha testa-se o balcão.

A curiosidade sobre ponte de lima
É que a taxa de mortalidade era muitíssimo baixa.
Sessenta por cento. Porquê?
Porque eram expostos, mas não enjeitados:

Os militares na defesa da pátria,
A defesa da honra, os deficientes;
A vida dura, em que não havia subsídios...

Para não se cometerem infanticídios
Como aconteceu há uns anos atrás na Boalhosa,
Eram a melhor solução.

Durante sete anos a ama tinha pão...
Circunstante falou duma suposta roda na Labruja,
Mas que o palestrante disso não acusa.

E com tanta abundância, toda uma sociedade tinha serviçais.
Para quê?
O caso Casa Pia tem a suas raízes em épocas ancestrais...

A Fonte do Teodoro foi secada pelo nosso primeiro.
Poderia falar da origem medieval, em Marselha, em 1188:
Cilindros de madeira giratórios...

Tolo de Barcelos



Gostei da frase do Manoel de Oliveira, lida de manhã, no jornal expresso:
O que eu recomendo aos meus amigos é que vivam até aos cem anos.

É um optimista este nosso realizador de cinema,
Que tem um processo contra o organismo português da tutela.
Alega ele, que funciona como no tempo do Estado Novo.
Afinal o bastonário da ordem dos advogados tinha alguma razão.

Tudo por causa duns direitos sobre um filme que já possui mais de 50 anos.

Um outro que se encontra revoltado contra o Estado Português
É o anão, o david, que lutou contra o gigante, o golias brisa..
Recorre de novo, porque o tribunal exige que dê quatrocentos metros
Para o domínio público.

Com que carga de água se pode entender esta decisão:
Então esta empresa não é privada? Não recebe de cada cliente que lá entra?
Supostamente deveria, a não ser que sejam pessoas de paz,
Ou um outro amigo que passe como tal.
"Hoje não me apetece pagar"
Vá, deixa o título; por bombeiro vais passar.

Tudo isto aconteceu, porque no meio o presidente da câmara se meteu,
E que estaria do seu lado, lhe prometeu.

Como prometeu aos comerciantes; a todos do pequeno comércio:
Enquanto fosse vivo, nenhuma média ou grande superfície aqui se instalaria.
E eles apostaram; num pequeno comércio avançaram.
Hoje a revolta espelha-se nos olhos, quando os clientes foram em debandada...
Falou-se do caso singular de Barcelos.
Mas aí o caso é diferente: um seu familiar possui um pequeno comércio.

É escusado ir a Coimbra ou Salamanca
Para entender o porquê que a todos espanta;
Como Palência nunca foi reconhecida como tal
Paciência; ficou a instituição (1218) de Afonso X com essa prerrogativa.

Numa época de grande competição,
Ainda há quem veja na família mais do que razão
Para se lutar pelos nobres ideais:
Protecção do comércio tradicional...

Só mesmo o tolo de Barcelos.
Mas atenção, que ele já não é tão tolo como se previa.
Do outro lado da ponte, apesar de se ter que subir a pique,
Lá está uma média superfície a fazer com o comércio tradicional despique...

É só a primeira, como há sempre uma primeira vez.
Abrindo-se precedentes
Nunca mais se poderá voltar atrás.

É que Salgado Zenha dizia que a inveja era terrível
Neste país universalista, mas que roído por esse sentimento, cristalizou.
O teu vizinho aceita que o vejas melhor do que tu,
Mas não aceita que tu sejas melhor que ele.

Há que saber ler nas linhas, não só nelas, como alguém ontem afirmou
Mas também nas entrelinhas, que daria para milhares de linhas...
O que por cá se passou.

Especulação



Quando o dirigente dos bombeiros não quer cá um SIV
Porque o suporte imediato de vida retira-lhes clientela;
Teve de ficar acantonada uns dias nas forças de segurança,
Porque ameaçaram destruí-la,
Como fizeram ao autocarro do hóquei do Porto, em Lisboa...

Mas se não fosse essa carrinha amarela,
Há dias uma senhora de Gondufe tinha perdido a vida.
E se a Ikea não se instalou cá,
Foi porque o nosso edil pôs o irmão a comprar terrenos agrícolas aos lavradores,
E pretendia sob o seu nome funcionar como especulador.

A direcção não foi nisso.
Mandou-o chupar na quinta pata do garrano
E foi para quem lhe ofereceu condições.

A proposta levada no XXXI congresso,
Pelo vereador duma câmara do centro é elucidativa:
Em especulação imobiliária ganha-se mais que na droga ou no tráfico de armas.
Pode ir a vinte mil por cento!
O nosso edil pretendia enriquecer de novo;
À custa do povo, e isso, como limiano, muito lamento;
Assistir a tal tormento.

Foram postos de trabalho que não vieram.
550 postos de trabalho directo e um investimento de 135 milhões
Até final de 2012.
180 milhões por ano de exportação.
Afinal em Paços de Ferreira vai-se contruir em zona ecológica.
E há outros investimentos fortíssimos.

É uma rede de saneamento que não se faz nas aldeias,
Não obstante recebendo-se verbas a mancheias
Da comunidade europeia.

Agora, por proposta do castilho,
O cardeal saraiva vai ter uma estátua.
Mas, primeiro, há que retirar a placa da indevida rua
Já que não foi lá que nasceu, mas sim na do girabola.

Os jovens assim, vão poder beber mais à vontade,
Já que têm um cardeal para lhes abençoar a sede ali intensamente saciada.
Claro: se não têm onde trabalhar,
Ocupam o tempo a bebericar...

Ledes



Era pouco mais que uma hora da tarde,
Na piscina, apenas uma e outra alma nadavam com toda a calma.
Eis que um gaio, o tal que do romance do Aquilino ajudou a criar a floresta,
Num pinheiro contíguo pousou.

Ali estava ele num galho à fresca,
Como fresca era a água em que se banhavam.
Não tão fresca, como a do rio mais truteiro;
Que ainda há dias, mais concretamente no último dia do ano,
Foi local do merendeiro.

Iogurtes recém comprados,
Com o prazo de validade pouco dilatado;
As águas frias deles clamavam por necessidade de mais calorias.

Fora-se buscar uma bóia em forma de peixe
Que no outro lado da margem ficara presa na ramagem.

Mas não se sabia que as águas não estavam em condições.
E anda a câmara a registar biscoitos de milho em seu nome,
Quando os garranos são abatidos no corno de bico às quantidades;
As águas cheias de coliformes passeiam-se pelos choupos, freixos;
Pelos exóticos chorões...

Se for ao hipermercado vou comprar lâmpadas do futuro,
Além do produto que há tempos anseio por adquirir.
As ledes brancas, azuis ou vermelhas.
É que as incandescentes que têm uma vida útil,
Se permanentemente usadas de 41 dias,
As de baixo consumo treze meses,
As ledes podem durar 27 meses dessa forma ligadas.

E gastam um watt ou watt e meio!

Ainda bem que o Estado Português adquiriu o quadro neoclássico
Num leilão em Paris, por duzentos e dez mil euros.
A Súplica de D. Inês de Castro, de Francisco Vieira,
Foi comprada esta quarta-feira.

Bem haja!

É que deixá-la ir para um qualquer anónimo coleccionador,
Seria para a nossa cultura tremenda dor.
Mas que não vá arrematar o que está à venda por desgosto de amor;
A casa, a moto, o carro, as roupas e a própria vida do inglês desesperado.

É que por cá, tem tudo a preço de saldo.
A Irlanda que nos anos oitenta estava ao nível de Portugal
Teve uma melhoria de vida brutal.
A ryanair, vai acabar com a outrora poderosa tap,
Como destronou a qualidade de vida de um português qualquer.

Não a do Vale e Azevedo que abalou para onde se faça justiça,
E a vida do cidadão trabalhador não se complica...

Mas atenção: tudo o que ouvis, tudo o que ledes
Não são para se registar.
A Lei n.º 22-A/2007, entre muitas,
Veio para nos incomodar.

O dono de facto nem o poder guiar!...

Logo certamente vai ser o poderoso Islão a passar,
Os canacas vão finalmente se vingar,
Para na final com a cristandade se defrontar...

Casa dinâmica


É o arquitecto do momento.
David Fisher, italiano segundo penso,
Embora o nome não o demonstre,
Projecta torres dinâmicas.

Já tem três encomendadas
E só ontem na cidade que não dorme
O seu projecto foi apresentado.

80 andares rotatórios, no Dubai;
70 apenas em Moscovo.
E nova iorque ainda não se sabe.

Rodam em torno de um eixo vertical fixo,
Accionados por um comando vocal.
Demoram entre uma e três horas a dar a volta completa.
E apetrechado com a última tecnologia domótica,
Que controla e centraliza as ferramentas do lar moderno.

Imagino-me acordar com o nascer do sol a poder admirar,
Convidar amigos e a paisagem a se alterar.
Como cada dono, muda como quer,
Mais depressa ou devagar
Formas infinitas virão para ficar.

Álém de inteligente, será verde.
Toda a energia que precisará,
Ele próprio gerará:
89 turbinas eólicas horizontais
Instaladas entre os andares
Nunca são demais.

Unidades pré-fabricadas
Que brevemente começarão a ser montadas
Em Altamura, sul de Itália.
600 operários dar-lhe-ão glória.

Os prédios tradicionais
Ficarão para a história.

Vamos lá a ver se em Ponte de Lima
Se poderá construir mais lá para cima.
É que eu...
Queria morar
Bem pertinho do céu...

Assistir ao pôr-do-sol por cima da serra d'Arga,
E sobre o alto mar onde a vista mais se alarga;
E ao seu nascer por cima da Peneda, Soajo e Amarela;
E ver o nascer do lima bem lá para cima.
Queria era ter uma paisagem
Sempre singela.

Sempre sonhei ter uma casa projectada por arquitecto.
Vou acompanhar a deste, bem de perto.
É que o Couto tem lá tudo.
Altura, vento, paisagem...
Controla-se assim a cércea que é a desvantagem.

Só que a 30000 dólares o metro quadrado
Vou ter que trabalhar mais um bom bocado...

Em defesa da natureza



Sessenta e cinco milhões de árvores
É quanto ganha anualmente a floresta brasileira.
Um deputado teve esta brilhante ideia:
Quem casa, se descasa ou compra não uma casa
Mas um carro,
Tem que plantar árvores na Prefeitura,
Ou em compensação, paga para a muda.

A ideia, duma mente brilhante, surgiu.
Nunca outra assim se viu,
Com excepção dos casais da região de Sragen,
Na Java da indonésia, aquando da conferência sobre a mudança climática
Em Bali.
Vai daí, que surge em legislador oficial do português esta ideia.

É que ao casar, o planeta está-se a contaminar;
Nessa região da indonésia a punição não era tão elevada,
Ao se divorciar, a punição é mais severa em 150%
Porque há necessidade de mais casas, energia; sustento.
Em relação ao carro,
Isso eu lamento.

É que os novos até que poluem menos;
Será que poluem?
"Não entendo como é que um carro de tecnologia ultrapassada
Polui menos que os novos com filtro de partículas
E tudo o resto..."
Há mais de três anos e meio
Indagava-se em Braga um técnico do centro de inspecções.

Nada expliquei, porque nada havia para explicar;
Hoje uma pena pesada pode chegar...

Vamos lá ver se vai avante.

Afinal, escrever um livro, ter um filho
E plantar uma árvore, outrora uma única, apenas
Agora com o nosso desleixo, foram agravadas as penas
Para se conseguir uma felicidade igualmente plena.

Em defesa da Natureza
Venha tudo, mesmo que não seja uma inédita esperteza.

Dragutinovic


Felipão virou Kunf Fu Panda.
Ainda não começou a treinar,
E já entrou a matar:
As férias dos jogadores foram encurtadas,
É que descanso a mais para os quartos de final
Deu muitíssimo mal.

Trabalho em cima do lombo;
É que a ociosidade é mãe de todos os vícios...
Então o horário de trabalho da semana
Não foi para os europeus alargado?!

Que importa que tenha sido um retrocesso de oitenta anos...

E se não quiserem a bem,
Vai a mal.
Que o diga Dragutinovic,
Que levou um soco,
E só não se estatelou a pique
Porque os separaram.

Parece que o sérvio insultou a mãe do durão;
Em espanhol, já que jogava no sevilha
E quem não se sente, não é filho de boa gente.

Até o presidente deu cavaco,
Achando que foi um gesto lastimável.

Foi uma reacção à provocação do zagueiro.
Se lhe dá no zagueiro,
Poderia ser que o central;
Ou será atacante como o nosso cigano Harry Potter!?
Até não levasse a mal.

É que o futebol nasceu sob a paciência oriental
Em 2600 a.C.
Dezasseis séculos depois
Chegou à península itálica trazida pelos gregos,
E posteriormente com o império levado a todo o lado.

As ilhas britânicas no século XIX
Deram-lhe regras que o normatizaram.

Animal nobre


Até que enfim que chegou o calor;
Estava a ver que só vinha para o natal.
Que pouca confiança.
Podes crer.
Se bem que para mim, bronze não é problema.
Então se não gostas do calor, mas do sol, porquê?

Para fazer brilhar o mundo que estou a olhar;
Para me aquecer a alma...
Uau!
Tudo isso é de uma profundidade e beleza incomparáveis.
Goza...
Gozava contigo, sob esse calor que te alimenta.
Não...calor não me alimenta.
O brilho do astro-rei, eu sei!
O que me alimenta é o brilho...a atitude positiva;
Das pessoas que me estão próximas.

Queres alguém mais próximo do que eu?
Nenhuma por muito chegada que te seja,
Está tão próxima a ti.
Estou a um clique de ti.
Mas era uma atitude bem positiva, podes crer.
Qual atitude? Estás a querer fazer-me passar por Dah!
Não te estou a querer fazer passar por nada.
Ninguém dá nada.
Apenas há uma coisa que queria:
Partilhar.

Bem, vou tomar banho, e nanar.
Ainda há pouco vim do mar de nadar.
Aos sábados e domingos nem pensar.
Poxa! pareces-me a minha cunhada a falar.

Também tens medo das multidões.
Eu adoro lá estar quando essas de lá sairam.
É quando o mar está mais apetecível,
Por mais que pareça incrível.

Como dizia uma certa pessoa sobre a coca cola
Primeiro estranha-se, depois, entranha-se.
É como a feira do cavalo limiano.
Há tanto animal, meio milhar entre exposição e competição.
Já tem um carisma internacional.
O edil já pensa em ampliar o espaço,
Para criar escolas de equitação
E tornar picadeiros cobertos.

É que o cavalo é um animal nobre;
O nosso garrano é um parente pobre:
A minha mãe até lhes chama burros,
Por destruirem a horta.

Até a Mariza esteve cá.
Um custo quase simbólico;
Coisa que não acontecia no passado.
Claro que há os convites da câmara;
Agora é só um por funcionário.

Continua a haver portugueses de primeira e de segunda...

Pako ninha


Dantes, e agora pelo que sei
O pako da tmn por cada minuto que alguém conseguia aguentar
Um cêntimo era para o indemnizar.
Agora aumentou 150, por cento,
Para limitar a vinte cêntimos a chamada.

Um pouco como aconteceu ao meu primo
Que teve um aumento no salário base de comissionistade 1000 por cento,
E reduziram-lhe às comissões
Ficando a ganhar bem menos.

O cunha, ao menos, ao escoller o pako ninha,
Até paga por não atender:
36 cêntimos pelo abuso de não responder.

A União Europeia está a pensar em taxar também quem recebe a chamada,
E o cunha é a triste cobaia nesta nova forma de ver as comunicações.

Olha, tu é que tens suma vida regalada:
Ninguém te consome.
Poxa! Já parecem o presidente da banda a falar,
Quando eu na vice presidência o estava a ajudar.

O meu rendimento não dá para luxar...

Será que o tiro de ontem, em Portimão,
Depois do primeiro lá estar, foi para intimidar?

Online & Offline



Calar uma voz incómoda;
De impropérios que escrevia à toa,
Contra os edis que mandavam como se fossem de Lisboa...

A sua honra sentiu-se na lama manchada,
E vai daí que colocam uma providência cautelar
Para o povoa online o google encerrar.

E na sexta feira última isso aconteceu.
Mas na memória cache ainda se encontra algo:
Um canário que canta desafinado,
Um crime ambiental em Aver-o-Mar,
No fundo, o que na Ria Formosa se está a passar.

Dizem que lá vai tudo ao ar:
Mas como? se o autarca de Olhão e o próprio governador civil
Eles próprios lá estão?
Até se ficam a rir do que diz o povoléu,
Dessas vozes de burro que não chegam ao céu.

Aquilo que foi uma das mais lindas vilas de Portugal
O reguengo varazim de D. Dinis,
Com postais que ilustram esse romantismo,
Eis que imperou a lei do cimento,
Nunca se construiu tão alto no nosso país.

Quantos Coutinhos teriam que ser demolidos?
Quantas torres dinâmicas para reparar o mal que esse blog já não diz?...
As que se seguem: quarta, quinta, sexta,...enésima torres serão em Portugal,
Entre Vila do Conde e Fão;
Ou eu me chame cão!

Desde que soube que ia ser encerrado, em Maio
No dia seguinte brotava o povoa offline, como cogumelo após chuvada intensa.
Mas encerrar blogs não é tão fácil como se pensa:
Há o on, como há o off;
E entre o estar e o não estar,
Mais que uma simples parafraseio hamletiano
Tudo se encontra à distância de um simples clique.

No fundo, bem no fundo,
Como quando surges excelsa numa claridade brilhante,
Ou resolves esconder-te sob a capa da noite.
Mas, até a noite, pode ser iluminada,
E não é só ao pé...

Há que ler a biografia do nosso zé.

Vamos lá ver se o arquitecto italiano dá um jeito nesta torre!...

Mar calhado



Que coisa és tu?
Se vens por bem diz o que queres,
Não consumas mais estas pobres mulheres;
Se és do diabo vai para o mar calhado,
Onde não canta galinha ou galo...
Vai Belzebu!

E quase morta a possessa
Eis que arranja força interior
De cuja fonte se lhe conheça:
É que mulher gorda, tabalho magro;
E se for adjectivada à máxima exponência;
Não há mesmo força nenhuma.
É a vida! paciência...

Se a velhota não se desvia para trás
O pescoço apertado veria logo ali,
Sufocada entre os inúmeros circunstantes...

Há que ter cuidado
Entre os vivos e os mortos;
São todos, uns mais, outros menos
Valha-nos isso ao menos!
Tratantes...

Mas isso era bom mas era dantes...
Os exorcismos de outrora,
Já não vêm em boa hora...

Quando há dias se foi à senhora maria, de friestelas,
E no terreiro contíguo se encontrava a sua vizinha,
E ante uma curiosidade nossa apenas,
Contrastando com o desejo firme que lhe disséssemos qual era o nosso problema,
Surge o inevitável:
Este senhor que anda nos oitenta,
Já não tem força no vergalho.
Acha que a dona maria,
Que todas as almas consola,
Vai-lhe dar uma nova mola?

Nem uma nem duas.
Fica com o olhar fixo;
Como o diabo perante o crucifixo...

Foi este mar que mandou este povo para a sua triste sina...
Imagina!

Uma graça do cristo ressuscitado.
Agora que a funcionária de Vitorino de Piães melhorou,
O meu pescoço bloqueou.

Os olhos não conseguem ler a notícia.
Então a cervicalgia e a lombalgia degenerativas,
Após várias operações ocorridas,
Ficaram em nada no santuário do Bom Jesus?...

Sentiu um calor por ela abaixo
Após o rogo à divindade do afilhado,
Que queria ver a dor da madrinha ultrapassada.
Hoje não usa colar cervical, braçadeira,
Ou cinta lombar.

Já anda lentamente, sem qualquer ajuda, a passear.
Emagreceu do exercício.

Aconteceu o milagre no corpo de Deus.
E ainda dizem que não há milagres;
E ainda dizem que não é bom ter afilhados?

Só o meu não é dessa opinião.
E digamos: com toda a razão:
Em vez do tostão, arranjei-lhe trabalho;
Trata-me como se fosse bandalho.

Agora anda de baixa por causa da coluna;
Vai fazer operações e mais operações,
Até o ministro da fazenda de Espanha se vai como o nosso indignar,
Contra uma junta médica que o vai por a trabalhar;

Vai tentar a reforma como a Ana Maria Brandão.

E no fundo, bem no fundo;
Bastava eu pedir para ele melhorar;
Bastava sentir um calor por ele abaixo,
E ficar bom para trabalhar.

Pode ler no correio da manha de hoje.

Como aliás, manhas de todo o sempre,
Neste nosso Tugal.

Ver passar o eléctrico



Quem não ouviu já falar em carros eléctricos.
Nascemos a pensar em quando um dia os poderíamos comprar.
Claro que me refiro ao pequeninos de pista,
Ms até esses nos podem dar essa pista que precisamos para comparar:

É ou não é verdade que andavam a uma velocidade espectacular?
O wrightspeed X1 bate porches e ferraris,
Carros de custos pesadíssimos,
Que não se aproximam dos três segundos que pode o arial,
Levar para chegar do zero aos cem metros apenas,
Como podes ver no youtube.

Afinal,
Vale ou não vale a pena andar de eléctrico?
Sempre prendi de pequenino;
Ainda eu não tinha muito tino:
É melhor andar nele,
Do que ver o eléctrico passar...

O nosso Guaviare



Seis anos no cativeiro;
Sair de lá, foi como sair directamente da pré-história.
Sem luz, sem água; sem nada.

A franco-colombiana aprisionada pelas farc
Ainda vai ser no país uma Joana D'Arc.
Estão lá ainda cerca de três mil prisioneiros
Como afirma ingrid betancourt

Eles acorrentavam o pescoço a um poste,
Eles faziam caminhar descalços para novos esconderijos.
Não havia fruta ou vegetais.
Acordavam às 5.30 da manhã,
Recolhiam-se às 6 da tarde.

Como se dizia antigamente,
Deitar cedo e cedo erguer
Dá saúde e faz crescer.

Ligação com o mundo, só mesmo via rádio;
Pilhas era coisa que não faltava,
Assim como o arroz, macarrão e lentilhas;
Uma vez por mês, carne ou vegetais.

E nada mais.

Agora há um escritor colombiano, um fernando vallejo qualquer,
Que entende que ela é imoral e descarada, enquanto mulher.
No fundo, como o nosso bastonário da ordem dos advogados,
Que ganhando 6000 euros, dispara em todos os lados.

No fundo os nossos políticos, as nossas empresas públicas
Só não são bandos de assassinos, sequestradores e narcotraficantes.
De resto até como eles se disfarçam de redentores sociais, de socialistas.
São como eles, lixo humano, assassinos de uma vida digna.

As empresas públicas roubam os cidadãos,
Uma espécie de cartel de madelin,
Vendedores de feira da banha da cobra.
Os magistrados parecem crianças, afirma ele,
Que o diga a minha mãe, que concorda em absoluto,
Que ao inquiri-la lhe pergunta sempre o mesmo:
Se não seriam pretos? Se não seriam brancos?
Não sr. doutor: em áfrica estive eu e sei o que são pretos.
Estive lá a reparar-lhe para os dentes, por favor...

Integram quadros de empresas privadas
Com quem negociaram antes.
Dois terços das famílias portuguesas;
Quase oitenta por cento da população,
Trabalha 20 a 30 anos
Para pagar o que devem aos bancos.
Que não produzem nada...

Os políticos fazem dos concidadãos tansos.

Vive-se cá na miséria
E os responsáveis pensam que estamos no paraíso...

No fundo pensam exactamente como eu que,
Por falta de algum juízo,
Chamo ao alto do couto, onde cresci, brinquei e deliciosamente vivi,
O que a minha companheira apelida de inferno.

Tens razão, mulher;
Também eu isso sinto:
Só que o inferno alargou-se para todo o rectângulo.
Vejamos pelo ângulo que há já muito vê Marinho Pinto...

O cabrão não pagou a renda de vários meses;
Ainda me limpou tudo o que lá tinha.
Tribunais, para quê?
Para falarem que são ilegalidades atrás de ilegalidades;
Para arquivarem sem mais explicações...

Assim mergulhassemos todos como ingrid no passado,
Que reze o papa também por nós.
Começar tudo de novo no nosso Guaviare
Só dessa forma poderíamos corrigir:
Nunca ter escolhido D. Manuel I e o seu esbanjamento.
Não teríamos tido as três bancas rotas,
Não teríamos tido 1755, sequer,
E revoluções de faz de conta, sempre com o mesmo pedido:

Pão!

Pão para todos e não só para alguns...

Escola de Monges



Fui educado numa escola de monges;
Rigor, trabalho e honestidade,
Eram o leit motiv de verdade.

É que os vinte anos que na Suiça passei,
Nunca noutra terra encontrei.
Arrendar um apartamento,
Por exemplo,
Eram três meses de avanço.
E isto por uma clara razão:
Havia que avisar com dois meses de antecedência
Que se ia embora.
O mês extra de caução
Era para o senhorio descontar eventuais danos.
Se os não houvesse,
Era devolvido na totalidade.

Aqui é uma espécie de coisa igual;
Sempre gostamos de imitar os outros;
Mas sempre a pensar na maldade.
Paga-se dois meses:
Um para o senhorio e outro para a imobiliária.
Está mais um mês, como convém.

É, que aquela alimária
Qual agente de futebolista,
Tudo fará para que se mude de novo;
E assim consiga uma nova vista.

Por isso o nosso povo,
Age de forma irracional:
Centenas de milhares de casas devolutas,
Só para não ter problemas com todos esses filhos da....

Se não houver intermediário,
O inquilino ordinário,
Não paga caução alguma,
Alega que não possui, por isto ou por aquilo,
Mas dá as melhores referências sobre a sua pessoa:
Sou sobrinho do sr tomás, que já foi professor;
Você conhece-o;
Ou então apresenta-se como segurança,
Naquele rigor e seriedade que a qualquer um descansa.

E que bem que ele lancha!
Mas de pagar à instituição se esquece...

Pagam uns meses, depois esquecem-se e levam a chave;
Ou avisam na véspera, por e-mail,
Claro, a bem moderna casa na hora,
Que vão embora e que no dia seguinte,
Deixam a chave na caixa do correio.

Isto acontece no dia seis,
Quase que no máximo do prazo
Para se pagar todo o mês.

E lá vai o freguês.

Se se vai tentar a bem,
Como convém,
Ainda ameaçam que não se tem documento algum.

Fartos de leis, fartos de documentos estamos nós.
É coisa que temos a mais.

Falta é dignidade às pessoas.

O resto, o resto existe tudo a mais...

E nós que tantos conventos tivemos
Não nos restou nada de verdadeiramente útil.
Agora, só se dá importância ao que é fútil.

Taizé


Agora que estamos só os dois
Que tal irmos por aí fora até a uma ilha paradisíaca.
Duas palmeiras, muitas estrelas
E as melancias afrodisíacas.

Sim, não combina com frutos exóticos e tropicais...
Mas beber só leite de coco, parece-me uma verdadeira praga;
Mas dizem entendidos que tem um poder equivalente ao viagra.

A moça foi até à comunidade ecuménica cristã de Taizé, na Borgonha.
Se fosse três anos antes, ainda encontrava o fundador vivo,
Antes que a romena maluca o apunhalasse várias vezes na oração da noite.

O irmão Roger que a criou em 1940, no dia dezasseis de Agosto se foi.

Esta comunidade possui vários ramos protestantes e católicos,
A nossa rapariga vai lá ouvir a suigéneris música contemplativa,
Como é opcional, oxalá aproveite que não lhe faz mal.
Além de rezar, reflectir sobre a bíblia
Tarefas regulares, workshops temáticos,
E naturalmente, almoçar, jantar.

Em 2004 o encontro foi cá, em Lisboa,
Este ano é na capital da Bélgica.

Oxalá venha mais católica,
E respeitadora dos pais.
E ainda mais:
Que traga o espírito do cruzado D. Henrique,
Neto do rei de França.
Que eleve a moral dos pais, para juntos elevarmos a deste país,
Ou cairemos a pique.

De vez...

Nissan-renault



Amanhã
Amanhã é um novo dia.
Amanhã vai ser apresentado o futuro já.

A Nissan-Renault apresenta no meu país para o mundo
O novo carro totalmente eléctrico
E anda como se fosse a gasolina.
Tem autonomia para 200 quilómetros.
Em tempo de crise, é autonomia que nem se imagina...

Apresentá-lo cá, tal como fez a fiat já,
Não é sinal de nada.
O nosso zé bem andou na estrada,
A ver se a União Europeia o autorizava
A conceder mais benefícios fiscais.

Disseram-lhe que não,
Ainda um dia se vão arrepender,
Como no caso do iva das fraldas.

Israel e Dinamarca são os dois países que já tiveram garantido esse modelo.

Nas Filipinas os autocarros inspirados em velhos jipes americanos abandonados
Tornaram-se electrificados.
Veja-se o que aconteceu ao E-Jeepney.

É que o exército nunca se preocupou com nada.
Desde quase cinquenta litros aos quatrocentos
Como acontece com os tanques de guerra.

Arrastar 50 toneladas é obra!

Uma guerra vai ser no futuro bem mais complicada.
Qual o país que nisso embarca?

Se ao menos lhes pudessem colocar os patins em linha,
Como aos agentes de Jacarta!...

Nissan:
(Esta palavra significa "indústria japonesa"
O círculo da universalidade, já não é vermelho, cor da sinceridade e da luz;
E o fundo já não é azul, a cor de sucesso para os nipónicos)

Renault:
(Símbolo adoptado em 1925,
simbolizando o formato de um diamante
Sugerindo sofisticação e prestígio,
Desde então.
É que de 1898 a essa data o símbolo eram dois R)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Degradadas


Lisboa adormeceu em sobressalto.
A cinco quilómetros de distância,
Chegou-se a ver o poder do sinistro.

A imprensa estrangeira haveria ontem de relatar:
Espectacular!

Mas, o incêndio cheira a esturro.
Havia pendente na câmara
Licenciamento para um hotel
No prédio devoluto.

Os toxicodependentes e as ratazanas,
Eram os provisórios inquilinos.

Será que desta vez sai da secretária;
Será que o dono vai ter o almejado papel?

Mas é que as chamas alastraram-se ao lado.
Além do nº 23, também o edifício vizinho
Foi abalroado no caminho:
Cinco famílias na rua.

A cobertura, o quarto e o quinto pisos
Do nº 21 ficaram num trinta e um.

Devolutos assim,
Haverá entre 39000
A 100 mil.

Só o centro histórico de Évora
Possui 600 casas degradadas.
As taipas, os adobes, os tijolos burros...

Sim, é verão, e isto pode acontecer
A qualquer um.

Zaragoza


Queria
Queria estar agora na capital do reino da nossa rainha santa.
Será que se fosse hoje questionada como foi a rainha Sofia,
Cem por cento portuguesa se sentiria?

Queria estar na exposição,
Logo hoje que é o dia da minha nação.
Queria estar na quinta maior cidade espanhola,
Com tanta tradição e história.

Com uma existência púnica
Posto militar cartaginês denominado Salduba
Que o império romano logo derruba.
Segue-se a mudança do nome para Saraqusta,
Três anos após a chegada à península de Tarique.

Era tão populosa que se tornou a maior do norte de Espanha,
No tempo do Califado de Córdoba.
Carlos Magno quis conquistá-la,
Mas o povo basco na imediação
E a sua poderosa fortificação
Dissuadiram o grande imperador em 777.

Vieram os reinos taifas,
A dinastia Banu Tujib, seguindo-se a Banu Hud,
Cuja aliânça com o El Cid de Valência
Tentaram derrotar a almorávida potência.

Enquanto "o senhor" de míticas proporções viveu
Saragoza resistiu.
Depois, sucumbiu.

Ficou Aljaferia,
Cuja beleza nem Verdi resistiria;
Como acontecera após 1118 abandonando a cristandade Huesca.

É que o Ebro dava-lhes a fresca.
Como hoje deu o mote à exposição:
Água e Desenvolvimento Sustentável.

A água e a sua gestão,
Vai ser neste século um recurso mais importante que o petróleo.
Mas a sua utilização não é pacífica.
Portugal obtém trinta por cento da sua energia
Da sua riqueza hídrica.

Mas o tema não é novo.
Em Lisboa, os aguadeiros, estão na origem até dos bombeiros.
Foi o povo da capital que pagou a totalidade do aqueduto,
Mandado construir pelo rei visionariamente astuto.
É que A capital tinha problemas graves de abastecimento.

Não. Não foi o quinto do filão brasileiro.
As pepitas não deram às Águas Livres qualquer sustento.
Temos um rio que é todo ele ouro...
Testemunhou uma independência;
E a divisão do mundo para a ambiciosa potência.

Maior lago artificial da Europa
Quem não o conhece?

"Que nenhuma gota de água chegue ao oceano
Sem servir primeiro o ser humano".

Portugal vai no bom caminho...

Mas queria muito mais...
Queria ter ido ontem a Viana
Ver o grande zé dos pedais.

Queria...
Tanto que eu queria...

Praia


Que pena a minha lolita
Não ser asseada como o periquito.
A areia dela desperdiçada
Seria na minha sacada espalhada;

Era uma praia na vila abençoada.

Lolita


Existem mais de seiscentos milhões de gatos domésticos em todo o mundo;
É quase nada, comparados com os sete mil milhões de humanos
Pelo universo espalhados.

Mas o gato possui mais trinta e nove ossos que o homem.
Nas orelhas, trinta e dois músculos estão para as controlar;
A quase cento e oitenta graus cada uma, independentemente,
As pode girar.

É dez vezes mais rápido que o melhor cão de guarda.
Até na audição, com os ouvidos afunilados
Os sons são audíveis como se de megafones fossem trazidos.

Basta ver que um jovem humano ouve até 20khz,
Quando for velho vai ser surdo como aquela porta,
Que com o sol limiano tarde ou mal se endireita,
Já os gatos ouvem até 65 kilohertz.

Dos mamíferos e em proporção com o corpo,
São os que possuem maiores olhos.
Nunca precisará de antrolhos,
Enxerga seis vezes melhor que um humano à noite,
Já que só necessita um sexto da luz apenas.

O campo de visão é de 185º.

Quanto a células olfatórias,
Só cinco a vinte milhões possui o homem,
O gato triplica no mínimo pelo meu máximo,
Com uma amplitude que me ultrapassa.

Além disso, eu não tenho no céu da boca
O analisador de odores, como tem a minha lolita.
O riso sardónico, não é mais que activar o órgão de Jacobson.
Por isso não sinto como ela os odores fortes.

Os bigodes, agrupados de quatro em quatro,
Num máximo do jogo do 24.
São usados para medir distâncias.

Quando éramos crianças
Imbuídos de desconhecimento
Que vinha duma época de obscurantismo,
Em que na idade média se queimava gato sem tino,
Até originando epidemias brutais
Já que os ratos não tinham rivais,
Cortava-se-lhes os pelos.

É a única espécie que consegue manter a cauda erecta
Quando anda. Podemos ver nela até o seu estado de humor.

De tão limpos que são,
Passam trinta por cento da sua vida a cuidarem da sua higiene.
Os adultos e sadios,
O mesmo não se passa com os vadios,
Passam metade da sua vida em sono leve,
E quinze por cento em sono profundo,
Os restantes 35% é para o estado de acordado.

Quando a lolita nesse estado me apanha
Tenho de brincar com ela um bom bocado.

Mas passam de um para o outro estado
Mais rapidamente que qualquer outra espécie.

Até me custa vir de noite e ela na sua alcofita
E acordar dum sonho que a ocupava.

Adorava ser como ela,
Não pela vida curta de 16 anos,
Ou o caso de mais longevidade acrescentando-se mais vinte anos.
Pular cinco vezes a minha altura,
E cair sempre de pé, se puder girar o corpo.

Adorava saltar aqui da janela,
Adorava que se pudesse construir até ao sétimo andar.
Era uma paisagem de pasmar,
E eu, qual gato, com velocidade terminal não fatal
Em vez dos 195km/h teria entre 100 e 65 apenas.
Abrandando assim, já que o peso do corpo se equilibra com a resistência do ar,
Poderia me orientar, esticar-me e cair em pára-quedas,
Como o bom esquilo.

Se não é por isto, é por aquilo.
Se não é por mim, é pela minha lolita.
Que terminem os falsos terceiros,
Os telhados habitados.
Quero prédios elevados
Para os gatos que estão nos apartamentos encerrados.

Motor automático



Já vi que os teus relacionamentos são todos de top.
Aquele mercedes com portas em forma de asas de gaivota cativam-te, hem!
Pois é... eles quando aparecem para beber um copo... vêm de patins.
Por isso nunca lhes vi as gaivotas.
Hahahah
Bela purisignificação.
...Olha... estou a fazer um trabalho,
E já perdi tempo a mais a brncar.
Por isso... agora fico por aqui
Xau...bom domingo

Trabalha, mulher, que eu estou a brincar contigo.
Obrigada
A tua sorte... é que és esperto.
Qual esperto, qual quê? Não chego aos teus calcanhares.
Sabes dar a volta...
xau
Hahahaha
Isso para aqui não vale absolutamente nada.
Estamos em posição de igualdade
Hahahah
Contigo gostava sempre de estar numa posição inferior, acredita!
Hahahah
Ou numa outra qualquer...essa é boa.
Sim, sei que deves gostar.

Pois...é necessário ter muito cuidado contigo.
É em ti que reside o centro, de todas a minhas atenções...
Tudo tem uma segunda interpretação para ti.
Davas um bom advogado,
Para dares a volta ao juíz.

Nunca isso quis.
As palavras têm de ser belas. Há que fruir as palavras.
Nem só de trabalho e de dinheiro se vive.
Claro...as pessoas são o que dizem

Viste que para mim o amor está em tudo;
Até por mim é perenemente recordada
Numa simples sande ao pé da praia de moledo...
Muito trabalho de ketchup.

Queres ketchup, maria, queres?
hahahaha
Agora é mesmo xau.
Vai lá mulher.
Adorava ser um génio...
Também não chegas a tanto, ora...
Da lâmpada, maria, para te conceder os três...
Onde isso já lá vai...
Desejos, mulher; desejos.

Não tenho desejos nem acredito em histórias.
Hás-de ter alguns, lá so teu infer ego
Quando descobrir...apito.

Não sei se viverei o tempo suficiente, workaholic woman
Um pouco... tem a ver com o prazer
O prazer de uma inocente conversa
Também está certo

Não é ver no interlocutor apenas um número, um montante.
Mas é difícil encontrar gente que fale...
Uma simples vítima que depois se quer distante.
Pois...
Deves ser um daqueles motores automáticos
De conversa virtual, se não me engano.
Nem deves ser humano...por isso... fala

Gostei dessa expressão.
Tenho muito a aprender contigo,
Mas não me dás azo.
Vou ter mesmo que te comprar algo, estou a ver
Não...por favor... não te quero vender nada
Para esta conversa, que já não interessa.

Um dia em Moledo, um fulano dos arcos tentou angariar-me na rede.
Até me deu um caderno e tudo.
Além disso...não vou falar mais de networking.
Sabes o que lhe fez a maria?
Meteu-o direitinho no papelão.
Claro, é normal.
Quer que seja sempre um triste probinho.
Queria ser rico como ficaste tu; até lhe falei de ti,
Das pessoas que conhecias e que um dia até com uma dessas me confundiste.
Ninguém dá atenção a uma pessoa vinda do nada,
Não se deve ter uma atitude dessas.
Não sou rica de cascalho

E achas que conhecer o baía e gente motoqueira
Essa é de enriquecer a melhor maneira?
E disse muito bem
Deve ser uma grande mulher.

Meteu-me uma pistola na mão e imperativamente disse:
Vai tratar de via seu inútil!
Para te ter mansinho...que nem pias.
Ai não! Coitadinho de mim!
As boas são mesmo assim
É das minhas; ou eu das dela
É mas é uma grande cad...

Pode ser mauca... mas não deve ser louca
Hahahaha
Vê lá se te caísse na rifa um fulano como eu;
Com muito pano.
Caías como ela por engano
Azar... não entendi. Traduz.

Quando se tecla com muitos em simultâneo é o que dá.
Tens que te deixar cativar como um só, como eu.
Hahahaha

Em cima do acontecimento


Nunca mais vou abastecer daquele lado;
Ainda vem um estavanado e limpa-me o sebo.
O que eu quase não concebo,
É que o excesso de velocidade em Ponte de Lima,
Já deu umas mortes desnecessárias.

E legislou este município para que se ande só a quarenta à hora.
Os jovens andam saturados de andar à velocidade de tractor,
E apanham-se nas nacionais,
E carregam no pedal para se vingarem da pasmaceira.

Este acidente não tem razão de ser,
Exceptuando a elevada velocidade.
Este carro que aqui está,
Ou porque teve azar com a azelhice do da frente,
Que piscou para a direita, mas guinou para a esquerda;
Só no tribunal haverá uma certeza,
Se a houver,
Embate na frente dum seu homólogo a diesel comercial,
Até um coitado se encontrava na bagageira,
Que com o embate fortíssimo foi a única porta que abriu
Que zarpou dali a todo o vapor,
Enquanto o casal desesperava com a dor,
De não conseguir sair dali.

Quem era, para onde foi?
Tanto se diz.
Até o homem que está sempre em cima do acontecimento,
Agora apareceu de camisola de pijama e calções,
E me chamando de lado,
Disse que na expolima eu soquei o desgraçado que embriagado
Queria roubar o pobre coitado.

Logo eu, que até me revoltei
Quanto a ser empurrado e se estatelando no chão presenciei!

Embate no carro que estava na berma à venda,
Mas que terá que falar já, já com o Tony;
Ou nunca mais sairá dali.

É desviado para cima do jardim,
Derruba e arranca arbustos,
E não originando muitos sustos,
Fica naquela posição.

Ainda há dois meses e uns trocados,
Um desgraçado me obrigou a andar à procura do polegar.

É demasiado azar...

Descastelhanizaram o nome



De que serve ter a maior área costeira da europa?
Os vizinhos, que estão ali à frente,
Vêm por aqui adiante,
E levam-nos tudo.

Que quer: só na agricultura e nas pescas,
Perdeu na década de noventa sete por cento;
Para não falar mais cinco por cento da indústria,
E mais 11 por cento na construção civil...

O nosso crescimento foi à custa do endividamento
E das transferências da união europeia:
Durante muito tempo,
Diariamente dois milhões de contos,
Eram uma mancheia...

Até os espanhóis cresceram o dobro de nós.

Há um ano e pico atrás,
Havia aqui mais de 14 pescadores à cana.
Muito robalo.
Picavam que era um regalo...

Vinham uns arrastões ao largo,
Como se está a gora a ver ao longe;
Em águas claramente portuguesas.

Com o sonar, localizaram o brutal cardume
Que andava atrás da sardinha.
No início eram só três,
Mas no pico eram catorze em círculo.

Avisou-se a capitania de Caminha;
Disseram que nada podiam fazer;
Estavam sem combustível;
Ou uma outra qualquer desculpa
Perfeitamente incrível.

Alguém teve a brilhante ideia
De telefonar à guardia civil espanhola
Que estavam a descarregar droga ao pé da ínsua.

Em menos de dez minutos,
Apareceu um helicóptero,
Que projectou os fortíssimos holofotes;
Via-se como se fosse dia...

Todos desapareceram dali num ápice.
No dia seguinte, o robalo era vendido a dois euros o quilo;
De tão abundante que foi a descarga em Vigo:
O décimo do seu valor.

Duma outra vez, ali na enseada,
Um cardume foi localizado.
Ficou por um determinado barco entalado,
Com rede de emalhar,
E a dar varadas na água.

Avisou-se a capitania,
Foram lá ainda no final do dia,
E não lhes aconteceu nada.

Até na monarquia,
Era uma multa que ninguém sequer ousaria...

Os fiscais receberam em casa
Uma boa carrada...

É assim a nossa guarda.

Guarda é a deles;
Descastelhanizaram o seu nome,
Bem como o do monte onde no seu sopé se integra:
Santa Tegra.

De que serve ter a maior área costeira da europa?
Os vizinhos, que estão ali à frente,
Vêm por aqui adiante,
E levam-nos tudo.

Que quer: só na agricultura e nas pescas,
Perdeu na década de noventa sete por cento;
Para não falar mais cinco por cento da indústria,
E mais 11 por cento na construção civil...

O nosso crescimento foi à custa do endividamento
E das transferências da união europeia:
Durante muito tempo,
Diariamente dois milhões de contos,
Eram uma mancheia...

Até os espanhóis cresceram o dobro de nós.

Há um ano e pico atrás,
Havia aqui mais de 14 pescadores à cana.
Muito robalo.
Picavam que era um regalo...

Vinham uns arrastões ao largo,
Como se está a gora a ver ao longe;
Em águas claramente portuguesas.

Com o sonar, localizaram o brutal cardume
Que andava atrás da sardinha.
No início eram só três,
Mas no pico eram catorze em círculo.

Avisou-se a capitania de Caminha;
Disseram que nada podiam fazer;
Estavam sem combustível;
Ou uma outra qualquer desculpa
Perfeitamente incrível.

Alguém teve a brilhante ideia
De telefonar à guardia civil espanhola
Que estavam a descarregar droga ao pé da ínsua.

Em menos de dez minutos,
Apareceu um helicóptero,
Que projectou os fortíssimos holofotes;
Via-se como se fosse dia...

Todos desapareceram dali num ápice.
No dia seguinte, o robalo era vendido a dois euros o quilo;
De tão abundante que foi a descarga em Vigo:
O décimo do seu valor.

Duma outra vez, ali na enseada,
Um cardume foi localizado.
Ficou por um determinado barco entalado,
Com rede de emalhar,
E a dar varadas na água.

Avisou-se a capitania,
Foram lá ainda no final do dia,
E não lhes aconteceu nada.

Até na monarquia,
Era uma multa que ninguém sequer ousaria...

Os fiscais receberam em casa
Uma boa carrada...

É assim a nossa guarda.

Guarda é a deles;
Descastelhanizaram o seu nome,
Bem como o do monte onde no seu sopé se integra:
Santa Tegra.