segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Vacinar

 O país vizinho,

Vai agir de forma diferente

Daquele que tu encontraste pelo caminho.

Fizeste uma bela escolha, ao fazê-la para sempre.


Ou talvez não!

Como já alguém te avisou,

E em ti, até se apoiou.

É um país com grande coração!


Se achas que é inteligente não o fazer,

Faz, pois nada te vai acontecer.

É um país suigéneris.


E há que pôr os pontos nos iis.

Não queres destruir a tua imunidade;

Nem que o faças por simples vaidade.



domingo, 3 de janeiro de 2021

Panda

 Panda é um urso;

Mas o seu alimentar percurso,

Alterou-se assim que surgiu outro adversário.

Deixou o Laos, Myanmar e só na China tem o seu sacrário.


Mas como só há cio dois, três dias no ano,

Está em risco se houver um simples engano.

E só dá à luz, duas, três crias;

Só a uma, a progenitora lhe reserva os dias.


Claro que além do panda gigante,

Há o outro panda que come também bambu.

Que é da família da fuinha, é que não sabes tu.


Há trezentos em cativeiro;

Para se ter um, tem que ser país amigo primeiro.

A China tem-no como ser dignificante.


Parece que tem um pénis pequeno; sim senhor

Infelizmente, nem sequer é trabalhador.


Procurar urina

Vamos procurar urina, ok?, como quem procura mel.

Mas urina é líquida, como é possível?

Vamos, que ao pé do tronco se deve encontrar.

Vamos, que debaixo de uma árvore deve estar.

 

Mas como é possível, se o líquido se vai evaporar?

Não evapora nada: veja como está enrolada.

E, com efeito, logo que escava,

Assim aparece com a terra misturada.


Mas continuo a não entender.

Se é urina, como é que sólida se pode manter?

Ora, chamamos urina para enganar as crianças.


Pois os babuínos se masturbam enormemente;

Misturando com ervas as suas sementes

Fica com uma potência até nos dentes.


Prove!

Para desaparecer o efeito,

É só beber água a preceito.

Nunca mais

 Dizes que agora com o novo ano que começa,

Nunca mais vais cair numa, ora essa!

Nunca, é uma palavra demasiado forte;

Não a uses nunca, pois podes entrar em desnorte.


Mas pedir dinheiro na mercearia;

Dois contos e meio que devia.

Só um e meio foi devolvido;

O outro, já parecia perdido.


Mas eis que se cobra o marido de um serviço de sapateiro.

Recorda-lhe essa dívida do milénio anterior;

Foi buscar a sua esposa, sim senhor.


Que sem uma palavra de agradecimento sequer,

Lá dá a nota de euro com menos valor.

E riu-se, riu-se da esmola que lhe foi a casa por


Egoísmo

Vivemos numa sociedade egoista;
Cada qual, é uma espécie de alpinista,
Que mais alto pretende chegar;
Não se importa quem esteja a prejudicar.

Se perante irmãs e cunhado se lamenta;
Que nem dinheiro para a água possui,
O que mais a um ser generoso dói,
É que em vez de devolver, compra.

Eu já tinha ouvido dessas histórias;
Que dão umas umas gargalhadas sentidas;
Mas em ti mesmo nunca as querias.

Mas como diz o aforismo
Não te rias nunca do mal do vizinho;
Pois o teu mal, já vem a caminho!