sábado, 28 de dezembro de 2019

Diabo de cornos




Entre uma máquina de fundir Rocha,
E um recuperador que para ter tocha,
Já que neste inverno o pobre do sol,
Ate obriga a sacrificar um caracol.

Que pobreza franciscana!
Agora, a Ceicao diz que vou de cana.
Com uns ciúmes doentios,
Vê os sonhos de um lar, vazios.

Também eu que no Natal,
Ao oferecer flores a ascendente,
Vi-me na condição de marido ausente.

Não tinha nada que fazer isso,
Logo numa relação com feitiço.
Mas, tal como no carnaval,
Não é para levar a mal.

Vai, Ceicao, vai.
Vai, Belzebu.
O diabo és tu,
Disfarçada de caracol.

Vai!
Já que o pireliofero
Precisou do meu fósforo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Raiva

Partiste um dedo?
Olha, rezasses o credo.
Armas-te em Rambo;
Bebesses antes mokambo.

Portaste-te mal!
Querias ser original,
Adotando uma ação musculada.
Virou-se contra ti, a tua atuação na estrada.

Achas tu que levo
Qualquer uma a loucura.
O que dizes e contra natura.

E se eu o escrevo,
E porque a memória,
Tem que fazer parte da história.



terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Traição

Sabes, aquele primo generoso, trocou-me;
No dia seguinte ao 13, estatelei-me.
Descuido que nem sei como aconteceu,
Um estrondo medonho se ouviu.

Tristeza incomensuravelmente tamanha.
Quisto sebáceo que no carro se apanha.
Um cabo de carregamento por usb,
Apanha a chapa encarquilhada que se vê.

Mas porquê?
O poste que na estrada municipal
Se abeirou de mim de uma forma fatal?

Por...por coisa e tal.
Há sempre um oculto desígnio;
Que torna o viver um fascínio.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Penhora

Claro que os móveis
Eram um dado adquirido.
Mas uma compra em Viana,
E que me incomodou a alma sana.

Sexta feira, 13 ainda por cima.
E se a seca de forma alguma não me anima,
O que dizer do dia seguinte;
Dem destruiu-me com requinte.

Uma distração
E foi com comoção,
Que aconteceu o que aconteceu.

Tristeza sem fim,
Que seria de mim,
Se não fosse eu!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Naacal

Ou Muviano,
A língua falada há tanto ano.
No continente perdido,
Ligeiramente abaixo do equador tido.

De Leste a oeste,
9600 km;
De norte a sul, 4800
Submergiu.

64 milhões de almas,
A erupção vulcânica engoliu,
Tamanho número, alguma vez assim se viu.

Tal como a Lemúria,
A teoria tectónica das placas,
A sua existência contraria.

13

E outras superstições.
Por exemplo, o bater na madeira, sem leveza;
As árvores eram habitadas por espíritos da Natureza,
E isso sempre despertou paixões.

E o guarda-chuva dentro de casa?
Com o mecanismo metálico inovador,
Nem toda a gente o fazia com primor;
Nem muito menos  se descasa.

Já as figas feitas com os dedos,
É que têm origens em medos,
E em desejo libidinoso que não se coíba.

O do ramo da noiva,
É que era coisa de talismã.
Distrair as solteiras, não era coisa vã.

Se quiser mais cem,
Leia o livro também.
Se da sexta não percebeu nada,
Acho que isto se enquadra.

Jesus Maria!
Triscaidecafobia e  parascavecatriafobia,
Ou frigatriscaidecafobia é que nem as fazia.

Mas a ligação ao 13 de outubro de 1307,
É que compromete!
Ou a cidade de Tenochitlán, faz agora 500 anos
Ou os sete ataques terroristas em Paris na época que estamos...

Ou o pior incêndio na Austrália;
Ou a equipe uruguaia de rúgbi,
Para já não falar de Mu
Mas disto tudo, o que achas tu?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Hoje

Hoje li que um patrão,
Ofereceu dinheiro até mais não.
Nove milhões de euros aos empregados,
Devido aos elevados resultados.

Na imobiliária de Baltimore,
Com a notícia, até há quem chore.
Consoante o cargo e respetivo salário,
Vai dos 45000 aos 225000, segundo o fabulário.

O mecenas se apelida de timoneiro,
Mas quem o tange são os seus colaboradores.
198 que são verdadeiros senhores.

Mas em janeiro,
O aumento é de 0 por cento:
Como paga o colega a sua hipoteca no momento.

A nossa com a dívida do Estado,
Anda nos 23.9 milhões diários.
Até fico apalermado...

Pireliófero

A máquina que reproduzem agora nos Arcos.
Eu trago o fogo do sol, a sua etimologia,
Que todas as rochas e metais fundia,
No cadinho que dava pérolas a porcos.

Digamos que era um forno solar,
Gigantesco, capaz de 3800 graus gerar.
Mas como não vendia por nada,
Eis que desaparece por mente obstinada.

13 metros de altura
80 metros quadrados da parábola,
Com os seus 6177 espelhos de uma beleza pura.

Agora reconstroem-no no antigo colégio,
Onde fui aluno nesse tempo egrégio;
Em que lá caí na tômbola.

Obra gigantesca;
Mas com essa figura grande,
Mesmo que a economia abrande,
O município, não peca!...


Padre Himalaya

Brio

Gostei muito de ouvir ontem, na augusta
Um senhor que era adorado, há um tempo distante
Pela sobrinha, no tempo dos 16 anos dos seu grupo gritante,
Assim apelidado pelo pai à filha astuta.

Depois amadureceu.
25 anos a ser só eu,
Como ele disse, mas com brio.
Ele que andou na mocidade portuguesa,
E se aprimorou para fazer o seu melhor;
Nas esporas, com o cavalo,
Pois a figura da república tinha que ser honrada.

Mas nesse tempo fez coisas boas,
Espeleologia e outras coisas que não me recordo,
Mas que foram tão boas como ele o dizia.

Empenho com excelência.
O presidente atual é de uma inteligência inteligente,
Não votou nele.
Não sabe se votará nele.

Está afastado 6 anos dos seus passos.
Parece que lhe seguiu os rastos.
Falou nos silêncios que adora,
Do cinema que frequenta como sénior,
Mas qué dele?!

Eleições

No Reino Unido,
Sempre durante a útil semana,
Faz muito sentido.
Às vezes fazendo-se até gincana.

O voto das candidatas de esquerda,
Cujos sapatos de duas nações,
Todos de esquerda, mostram as suas opiniões.
Aqui é que isso não se herda.

Votar em caves, garagens;
Votar em pubs e outras andanças.
A democracia faz-se com brincadeiras de crianças.

Returning officers, são o melhor antídoto.
Determinam as necessidades nos círculos eleitorais;
Nem há período de reflexão, desde que afastado dos locais de voto.

Natal

Dos hospitais.
Já lá vão sessenta e um anos quentes.
Começou com Henrique Mendes
A tua idade, para mais.

É, por essa razão,
O programa de entretenimento,
Mais velho da minha nação.
Mas vai buscar a um outro passatempo:

Natal das Crianças dos Hospitais,
No início do século XX, nascido de ideais,
Promovido pela poetisa Lutegarda.

Casada com um madeirense Caires
Mas com ele só teve desaires.
Perdeu a filha, possivelmente um outro; dor que nunca acaba...




quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

42

Sim, são esses os sistemas
De pensões que têm os palermas.
O que pretendia esse cão?
Fazer a inevitável fusão.

Um sistema universal.
Com redução dos valores,
Pois então.
Não querem aceitar esses senhores.

Após negociação com os parceiros sociais,
Não aceitam as forças laborais;
E vão à luta.

Mas o que mais preocupa,
Escolas a meio gás,
Transportes, não muito atrás.

Oito

Portugal já está na rota.
Oito pessoas jovens, interceptadas.
Vieram do norte de África, de portas
escancaradas.
A imigração ilegal também já nos toca.

Quinze e dezasseis anos
Estes marroquinos quem são?
Será que vieram pra cá por causa de pão,
Nem eles são cidadaos de paises tiranos.

Já há muito que o sotavento,
Se deveria ter exposto ao vento.
Chegou agora o momento...

Mas de um Estado Organizado,
A capital mais próxima da nossa,
E coisa que não já se possa...




Sol outonal

A magia do Natal.
O sol de inverno, igual.
Uma professora pérfida,
Uma adolescente querida.

 Mas a economia é terrível.
O seu pai teve que ser descartado,
Da empresa do pai do namorado.
                                                A poupança educação, foi-se! por incrível.

                                                          Ele envolve-se com a tarada,
                                                 Ela acompanha o ascendente na jornada;
                                                                  Família em perigo.

                                                                 Ouçam o que vos digo:
                                                                Este sol que me inunda,
                                                         Resulta de uma paixão profunda!











terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Serva

Mãe, não pude vir cá ontem, como viu;
Uma criatura de Portugal, partiu.
Era serva de nossa Senhora da Conceição.
Sucumbiu no dia da sua sagração.

Há muito, decorriam os anos noventa,
Era companheira daquela que não chegou aos oitenta.
Em 2002, maio, essa sua homónima abalara;
Agora, mais dezassete anos esta aguentara.

Naquele ano, a igreja de Santo António,
Era palco de uma criatura vítima do demónio.
Esta não; viveu longamente.

Quase que vivia para sempre.
Mutações genéticas; enchimento a oitenta por cento,
Para se morrer, há sempre muito, muito tempo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

26

Anos e vinte e seis dias!
Está a ver, mãe: o tempo que ainda tem?
Adorava tê-lo eu, também,
Mas fiz muitas tolarias.

Mãe, tenho de ir montar uma pequema exposição de alguém de Gominhães.
Teresa Macedo, escritora de Guimarães.
Fragmentos de Natal, Musgos e Baquet A Vala Comum.
Este, um teatro que desaparece de 20 para 21 de março de 1888 sem haver mais nenhum.

Mas sabe, mãe, também lá tenho um colega, no trabalho,
Que já escreveu tês livros.
Teve uma encefalite, onde quase perdia de vez o apetite.

Vidas ao Vento, temática da vaidade.
Mostrar a si próprio que ainda tinha alguma dignidade.
Um não o publicou, e o que aí na forja está, é sobre a morte, essa realidade.

É quando Deus quer, filho!
Dê-me a sua benção, mãe.
Deus te abençoe.
Que belo filme vi hoje: Buonarroti e Júlio II
Sobre a relação de um papa com o pintor da Capela Sistina, em Roma.
Papel de Deus e de Adão, na obra, Criação.

Ele que queria desistir,
O papa que o forçou a prosseguir.
O ator que para se parecer com o pintor imortal, segundo se diz
Colocou uma haste de aço no seu próprio nariz

Mãe, um escultor foi tornado um grande pintor;
Uma simples capela em honra do tio Sisto IV, tornou-se o Conclave,
Pela rara beleza, é possível que nunca acabe...

Agonia e Êxtase em quatro anos...

Mula

Mula de dinheiro é que não!
Agora, ser mula, até te deixar fula,
Não vem nenhum mal ao mundo.
Desde a criação, passando  como Cristo por Cafarnaum.

Não estando ligados a montante nem a jusante,
Ao crime, o certo é que é muito interessante:
Tornam-se cúmplices do fácil dinheiro,
E são aliciados por facilidade desse parceiro.

Menos de 35 anos;
Recém chegados ao país,
Estudantes ou pessoas com vida económica infeliz.

Não podemos passar uns simples panos,
E dizer que não há problema algum.
Metem-se num valente 31.

Money muling, no!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Dar na Gana

Faz o que lhe dá na real gana,
Este assessor da Greta Thunberg e seus,
Segundo o Sousa Tavares, assim o reclama;
De saia plissada preta e uma tote bag dos Verdes europeus.

Aconteceu a 9 de outubro.
Na assembleia da república, deixou tudo ao rubro.
Rafale Esteves Martins, interrompe os estudos académicos.
Este professor de Português que apresenta um ar monástico.

Incomodou alguma direita.
Andtré Ventura disse:
Chega!

A quem me

Tirou o sorriso do meu olhar;
Tirou a vontade de eu viver.
Por que razão haveria eu de querer,
Contigo, parte do meu grande dia, passar?

Não estás tu, apaixonado?
Afinal, o porquê deste convite ousado?
Como dizia um senhor da época que o Natal engrandece
O coração tem razões, que a razão desconhece.

Sei que nada te devo.
Amparámo-nos no tempo coevo;
De grande sofrimento.

Foi há muito tempo,
Que a memória já contabilizou;
Mas foi lindo, o que ficou.

Forma simples de ser;
O amor à Natureza, como deve ser.
A dedicação, quando não se está bom...

Boi Metal

Este é o meu signo, paixão;
Prosperizado pelo esforço e duro trabalho.
Paciente e persistente, nunca bandalho!
Que foge à rotina e à convenção.

Sobre casos do coração, é só dor.
Posso ser terrivelmente ingénuo;
Não compreendendo as armadilhas do amor,
Não esperes romance fátuo.

Cavalheiro de elevado calibre,
Não avanço, pois em tudo vejo o caudaloso Tibre
À minha frente.

Mas posso tornar-me um grande trabalhão, como é evidente,
Mas nunca te preocuparás com as contas e encargos
Mesmo que diamantes não tenhas, esses prazeres são vagos.

E a paciência legendária tem limites.
Por vezes, e espero que não me critiques
Perdendo o temperamento, de magistratura
Posso ser uma estarrecente criatura.

Construtor do império,
Posso ser um caso sério...
Trabalhar 24/24 para acabar
Ou conseguir o que se quer.

Estás a ver o meu signo, mulher?

             

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Clima

Começou hoje a Cimeira de Madrid.
Dura uma bem pesada dezena de dias.
Será que precisamos de lavar a roupa suja com tide,
Para imacular as humanas tolarias?

Na última década,
Cada ano, há deslocação de vinte milhões de almas
A cada ano que passa.
Às vezes de uma forma desordenada.

Outras, não.
Como o povo insular,
Que já se está a preparar.

Adquiriu terras na Austrália.
Um dia, em segurança, até poderá ouvir as canções da Amália.
Esperemos, pois então.

A cumbre,
Que nos assombre.

Reintegracionistas

Es uma língua escondida por cima de nós.
Os reintegracionistas honram os nossos avós.
Para que vou eu falar uma língua diferente,
Se temos o mesmo passado, como é evidente?

Jantar, por exemplo.
Está muito a tempo.
Na minha infância era o almoço.
Agora não o aplico, porque não posso.

Mas posso, sim:
Por que dizer, "ler é crescer",
Se o posso na forma galega de ser?

Ainda por cima, é mais brejeiro.
Medra para aqueles que não honram
E que com os comportamentos só nos desonram?

Como eu e medras tu.
Ola, vai levar no ....,
Se não te parece mal.

Honremos Castelao,
Que comia como nós muito bacalhau:
"A nossa língua floresce em Portugal"
Por isso, digo com orgulho,
Pertenço à casta dos especialistas ibéricos
Que ficam marcadamente histéricos,
Em não falar castelhano, espanhol ou portunhol.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Azeitona

Meu Deus!
Onde estão os servos teus?
Isto é imoral:
Nem se colhe, afinal,
A gordura benfazeja;
Que o organismo deseja.

Não tem o país vizinho,
A segunda maior longevidade do seu povinho?
E não se deve ao vinho;
Talvez ao peixe, mas se a sesta
Não está em uso,
Talvez, o azeite, seja o maior recurso.

Os romanos obtinham-no do zambujeiro.
Que colhiam bem antes de janeiro.



sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Lisboa

É uma cidade donde brotam duas autoestradas europeias.
E80 e E90: duas são.
Ambas vão até à Turquia.
Uma faz fronteira com o Irão,
A outra, com o Iraque, é que desconhecia

O que é de se pôr em destaque,
É que, a primeira tem 5600 km;
A segunda, 4770
Mais de 10 mil km, até me dá um baque.

Já da capital do Norte,
Temos a E82, até Tordesilhas, passando por Zamora
É como viajar pela História.

A E801 de Coimbra a Verim.
E805 parte de Póvoa do Varzim,
A E802 de Ourique a Macedo de Cavaleiros,

Resta a E806 que da Zibreira
A Gardete lá faz o frete.
A mais curta, destes caminhos andeiros.

Sendo a mais longa a E40 com 8500 km
A E60 com 6200,
Resta a Lisboa a quarta posição,
Já que a E30 tem maior afirmação.

Estrada

Europeia 1
E1 como é conhecida desde 2000.
Começa a norte da Irlanda,
Atravessa até sul, onde abranda, após ter passado por Dublim

Segue-se o mar cuja vista é quase sem fim.
Na península Ibérica retoma,
Onde se encontra o farol mais velho a funcionar.
Valente povo romano, que não era sorna!

Toda a Galiza até sul.
Na Eurocidade faz-se a ligação.
Estive lá eu, na sua inauguração.

Numa gigante tenda, com o João Cravinho
E José Maria Aznar, um valente tempinho.
Termina em Sevilha onde já lá esteve cá o procônsul.

Liga duas capitais.
Após se iniciar em Larne,
Na Irlanda do Norte,
Fazendo parte do Reino Unido.
País que tentou outra sorte.

Percorre sensivelmente no mar,
A mesma distância que na Ibéria tem lugar,
Para com a E5 se juntar.

Empurrar

Para a frente com a barriga.
Que queres que te diga?
Já assim tu habilmente fazes,
Alargas os prazos e pensas que te desfazes...

Mas não!. Elas aí estão.
E é pior a emenda que o soneto.
Quando temos um aperto,
Achamos que é a melhor solução.

Imagina que, tal como Portugal
Que tinha que amortizar 10 bilhões,
E logrou estas inteligentes soluções,

Também tu, adiavas o ultimar do teu curso.
Em vez de 2021, por tua ociosa conveniência de urso,
Até meados da década de trinta, vivias em paz celestial...

Que desperdício de tempo!
Que prejuízo a todo o momento.
É triste, quando se governa um país como um passatempo...

E tu estudas medicina, engenharia...
Deixa lá; faz-se as pontes que como a de Entre-os-rios, caem,
As estradas como as de Borba, que desabam.
E o juramento de Hipócrates,
Deixa para as calendas, que nos encabam,
Como o caso do nosso sócrates...


Cinco

Dois vêem o Zambézia.
Cada um dos restantes,
Procura sua trufa, a sua terfézia,
Na tela que lhes ilumina os semblantes.

Vocês, sabem onde fica a Zambézia?
Meneiam lateralmente a cabeça à europeia ocidental.
Fica em África, na região centro de Moçambique,

Mas o filme de animação,
De um país dos Brics, que em 2011 se realizou;
Um corvo, deixa o conforto do seu querido lar, que abandonou.

E vai. Vai à procura do local dos seus ancestrais;
Zambézia e ela é de mais.
DPCULTURZ e  COSV estão em estreita colaboração.

Peço desculpa pela não existência de serviços de apoio, 
Como pipocas, coca cola, mas os colaboradores estão em luta.
A GNR (Gilé, National Reserve) ou RNG não precisa de desculpa.

Sabiam que o Portugês está lá representado como o castelhano na Catalunha?
Elomweechuwabo, são o catalão e o inglês de lá.
E o Cisena quase que lhe ferra a perna.

Greve

Um amontoado de gente na entrada da sede do agrupamento.
Já vai tanto, mas tanto tempo, dizia uma colega à novata,
Que não tínhamos um feriado aqui nesta fragata.
Mesmo este, não veio fora do tempo.

Os assistentes operacionais,
Como se denominam agora todos os demais.
Estão em clara luta. Não são um movimento zero,
Mas elementos como esses, com armas, isso, para o meu país, não quero!

E eu que tinha marcado para hoje o teste!
Colega, e porque o fizeste?
Isto é sempre anunciado com antecedência.

Temos que ter muita paciência.
Vocês não vêem o espaço escancarado?
Entrem. Serão certamente bem recebidos deste lado.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Maldita

Aparecera não sei de onde, confesso.
Com falinhas bem mansas; eis o sucesso;
Tinha sido há longos tempos discente;
Entendi que decente, seria por demais evidente.

Confiei, pois confiei;
Que mal que me dei.
Afinal foi um logro,
A mim, tal cobro.

Porque devia ter aprendido,
A alma humana é pervertida,
Nunca tal devia ter permitido.

Quando se deixa em rédea longa,
O choque vem de uma songa,
Que nunca se esperava assumida.



Divórcios

Ha as crianças que se culpabilizam;
Mas há aquelas que se martirizam.
E tão bela uma relação saudável.
Traz a criança para sempre estável.

Já estás aí, eu que acabo de chegar.
Foi fazer uma rola?
Ficou a cantar!
Pois, como uma tola...

Você, está linda, mãe!
Com essa mantinha de renas,
Até nos deixa as vidas serenas.

Mas, entenda, também:
A felicidade está ao virar da esquina,
Às vezes, não a vemos com esta neblina.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Corrupção

Admite o papa, pois então.
A compra de um edifício por 150 milhões,
E um escândalo para os nossos corações.
Coisas não parecem limpas.

Mas a investigação partiu de dentro.
O Instituto para as Obras  de Religião.
IOR, banco do Vaticano está sano.
Apenas neste momento que editas.

Funciona agora como um vulgar banco italiano.
Coisa que não acontecia no ano passado.
Malvados!

Os cinco funcionários investigados,
Na aquisição do edifício Londrino
Originou este escândalo nada pequenino.

Energia

Na Europa a todos toca:
Depois da Alemanha, Roménia e Espanha,
Somos a quarta vítima.

Isto na eletricidade, dizia,
Pois no gás, estamos no pódio.
Só Macedónia do Norte e Suécia, não Nos dá ódio.

Por isso, baixar o IVA faz todo o sentido.
Portugal tem a terceira mais alta  carga
Em taxas e impostos:

49 por cento!
País avarento...

Arroba

Tem seguramente,
Uma arroba bem pesada.
Não descontando nada,
Como é evidente.

Tudo em moedas de cinco
Cêntimos, claro, e brinco:
Por que não pagas uma multa
A esses filhos da curta?

Não dá!
Obrigam a trocar.
Só até determinado montante,
Deixam pagar.

Volto já!
E lá ia ele com sacalhonas reforçadas,
Porque amanhã vão ser depositadas.

Cobram quatro euros,
Por os deixar em apuros.

Sinais

Sinais do presente,
Do passado e do futuro.
Nos sinais, sempre auguro,
A vida como um presente.

Até no filme de março de 2009.
Ainda há quem reprove,
Que a vida que temos agora,
Alguém já sabe, quando vai ser a hora.

Um dia nos vamos.
E que deixamos?
O nosso rasto.

Andamos iludidos,
Que somos eternos, cá metidos.
Só mesmo, pensamento de emplastro.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Cinema

As noites de cinema,
Vale sempre a pena.
Na Fox, como foi hoje.
Se não houver, foge!

Mas, de tempos a tempos,
Lá tem o tasqueiro que se levantar.
Mas, por vezes, nem está para se incomodar.
Prefere aqueles bons momentos.

Mas com gravakta.
Prá próxima não seja chata.
Cinéfilo inveterado.

De quando em quando,
Uma risota neste dia, deste lado.
Não. Não é raro.

Vinte e sete

Hoje, dia de existir.
Uma noite em claro.
Noites sem dormir,
Nesse tempo, muito raro.

Até que veio o elétrico.
Algo, diria que profético.
Embora haja quem dissesse,
Que pior inimigo, não houvesse.

Óleo teria que ser adquirido,
Num tempo que achava divertido.
Mas teve o seu término.

Eu imagino:
A felicidade na Terra
Existe, mesmo quando se erra.

E eu, voltava a errar,
Só para te encontrar..







Engano

Enganei-me.
Convencido que foi ontem a missa por sufrágio,
Lá fui e apresentei-me.
Honrar quem partiu, é meu apanágio.

Mas afinal é hoje.
Disse-me a Ção,
Hoje, ao levar um sacão;
De comida; espero que não me enoje!

Parei no café mercearia
Do senhor que primeiro emigraria.
Para a França, em 1961.

Trabalhar na arte com 28 anos.
Todo o dinheiro para casa, para os pais e manos.
Tive receio do 31!

Falou do que conheceu em Chateau Tierry.
Ele que tinha duas amantes;
Mulher e filhos com fome e distantes.

Falou das 18 casas que cá edificou,
Quando há 50 anos de lá abalou.
Até dos Esgueiras ouvi;

Um que se enervou na estrutura do telhado;
E uma machada ao filho mais velho haveria arremessado.
Poderia a mão a ter amputado.

E o outro sócio,
Que vendo à frente como era o ócio,
Se vira para a mãe:
Queria divertir-se também!

De engano em engano,
Assim é a vida do catano...

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

H2Scale

O holandês fez a Holanda.
O Português, mostra à quanda,
Que viver e ser feliz,
Não é necessário destruir o que criou o Juiz

Supremo das coisas agradáveis.
Marc Rechter, um empresário holandês
Especialista em energias renováveis, 
Que há duas décadas para cá se fez.

Hidrogénio verde - diz ele -,  e pressinto:
A descarbonização passa pelo hidrogénio limpo.
Depois da febre dos parques eólicos,
E dos painéis solares bucólicos.

Portugal possui a energia solar mais barata da europa.
E a todos, o custo da energia nos preocupa,
Pelo que a breve trecho,
Mover Portugal a hidrogénio será o desfecho.

A tecnologia da eletrólise
É centenária.

Pequeno

Portugal é um país pequeno,
Mas de uma alma colossal.
Até no estrangeiro se acultura, afinal,
Como se fosse um cidadão pleno.

O museu mais pequeno do país helvético,
É detido por um português.
Entendeu que tinha lá um motivo profético:
Imigração que para  aí se fez.

Este artista plástico
E professor de História da Arte,
Reformado, mas o seu saber reparte,
Com o seu museu emblemático.

Aberto cem dias ao ano.
Em 2005, se fundou em Lausana,
Num espaço que pouco mais cabe que uma cama.

Combater estigmas ligados à emigração;
Salvaguardar as memórias dos emigrantes;
Dois objectivos brilhantes,
Nesta aposta pedagógica e espiritual.

A terra é só uma, afinal...

Deambular

Sabes quando surgiu a modalidade que substituiu o futebol salão?
Não.
Pois eu soube no lançamento de um livro por um colega teu.
Esse, coitado, adoeceu...

Foi apanhado de fato.. e
De fato, fato como dizia o Guilherme?
Descalço na autoestrada...
Internado pela sua inusitada pedalada.

Já há uns anos atrás,
O mesmo fizeram uns jovens da Santa Casa.
Esses queriam ir para Lisboa.

Onde a vida é boa,
E se deambula à toa,
Mesmo sem prata-da-casa.

Maldição de Refóios

Ao ler a biografia do general Norton de Matos,
Por um homónimo seu, que dava corda aos sapatos,
Ainda bem que não estava cá o artista do PIEF de cá,
Senão, o de mata-ratos era um toma-lá-dá-cá.

O seu avô adquirira o Mosteiro de Refóios, num belo dia,
Excetuando a igreja e sacristia.
Mais uns campos comprou
A quem antes os rematou.

Mas o seu pai teve que o ajudar.
As contas se começaram a complicar.
No negócio do bacalhau, aquilo estava mau.

Os ingleses do Porto tomaram conta dele,
Ainda tentou que o Rafael tivesse tido lá algum papel,
Mas só derreteu mais rapidamente e em tropel.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Ajudaris'19

Histórias escritas por todo o jovem  autor,
Tendo dois adultos por senhores, além dos tipos de sponsor
Serenella com dois eles, sim,
E António Mota que gostou de mim.

Corrigindo, que não é tanto assim:
Perguntaram-lhe um dia na António Feijó,
Qual tinha sido a escola que tinha gostado mais.
Uma escola sertaneja o encantou só.

Incentivando os colegas a trabalhar a sua obra,
Foi trabalho que nunca sobra.
Mas a biblioteca estava bela!

Os seus olhos, ao verem tanto empenho,
Humedeceram-se numa emoção que ainda hoje tenho:
A humildade e o agradecimento de um vulto? Que alma singela!


Clix

Criado pela Sonaecom em1999.
Tanta publicidade que até comove.
Mas em 2010, usa a marca optimus;
Passando a clix para um plano segundo, só.

A 14 de setembro de 2015, último nix
Mantém apenas o seu webmail.clix.
Volvidos quatro anos e sete meses,
Deixa os seus malogrados fregueses.

Grandes ideias que fizeram clix.
Acaba em menos de noventa dias.
Que chatix!

Acesso à Banca, fornecedores de produtos,
E outras regalias...
Como somos brutos!

Não há almoços grátix!
Nos deixa-nos sós!







quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Alto

Só quem mora num alto,
Consegue visionar como um condor.
Palo terra do grande senhor,
Que nada quer relacionado com o asfalto.

Melhor dizendo,
Com o ouro negro
O Astro-Rei,
Dá energia como manda a lei.

Na biografia de Norton de Matos,
Refere-se a terra que possuía também um alto;
Terra malvada, que fez ao bem estar, um assalto,

Avô, comprou à Junta de Crédito Público em 1842, e  leiras fora do cerco ao Malheiro,
Que as comprara primeiro.
Nas dividas do bacalhau, o filho perdeu para os ingleses que dominavam.
Tentar a existência de Rafael no Mosteiro, piorou as dividas que grassavam.

Alto

Só quem vive num alto
Dá como um gigante, um salto.
Um pouco como um condor,
Que paira no alto como um senhor.

Vai assentar praça em Munique,
Uma gigafábrica que multiplique,
A existências de viaturas.
Petróleo, tu quanto tempo duras?

Já Marco Polo o conhecia,
Quando no século XIII para o oriente foi.
Mas o que ele não sabia,
É que de tanto uso, a sua cidade natal quase destrói.

Sonho um dia com a sua inexistência à escala global.
Tal como aconteceu em parte com o carvão.
Durante um tempo foi bom.
Até ao momento em que se soube que só fazia mal.

Claro que há forças de bloqueio.
Claro que nem tudo é um mar de rosas.
E quando te deslocas, não é paleio,
Fazes a figura das vaidosas.

Um mar de felicidade,
Acompanha a tua liberdade...
Mas sabes que mesmo na alta competição,
2030 acaba com os motores a combustão?

Lustro

Faz hoje um lustro.
O governante, caiu em logro.
Ao chegar de Paris,
Foi detido, o infeliz!

Já tinha sido avisado.
A justiça tinha que enfrentar.
O bem bom que estava a levar,
Tinha que ser bem explicado.

Nunca um compatriota meu,
Levou no estrangeiro uma vida assim.
Algo dizia que muito dano deu.
Ao povo que sofre sem fim.

Dormiu nos calabouços.
Saiu aos soluços.
Entraria na prisão por prevenção,
Saiu, porque não se podia ter tanto tempo assim um cidadão.

Ou se acusava,
Ou se ilibava.
Enquanto isso, junto ao mar se quedava.
Mais uma casa de amigo.

Só eu é que tenho inimigos sem fim.
Até a nos, vai descontinuar o email clix.
No dia seguinte ao S. valentim.
Que chatice!