É tão doce a tua nobre varanda.
Conseguimos estar os dois, à quanda.
Mas se se tirar as portas de correr,
Cabe lá sempre gente até caber.
E depois tu tiras as fotos para permanecer
Como se num outro local, a tua vida,
Estivesse a acontecer.
E ela é tão de fugida...
Como as gotas de água aspergidas
Do meu cabelo para as tuas plantas sequidas;
Que pena, não ser o cabelo forte...
Como quando o cortei em Santa Margarida,
Uns quatro lustros depois de sair de Luanda,
A minha mocidade sonhava ser assim toda a vida,
Como se nunca mais, em dia algum, houvesse a morte...
E não há perdão!
O criador, ou outra entidade que o for,
Leva-nos, tenhamos tido uma vida enobrecida,
Ou ou a mais reles assumida.
Por isso entendo que sejas Deus,
Na sua forma feminina;
E aches que tens a pior sina,
Por te encontrares com os passos meus...
domingo, 27 de agosto de 2017
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Linhas Tortas
Hoje não ia a lado nenhum do mundo.
Apesar de estar ainda em jejum,
De viajar e conhecer.
E a Veneza Portuguesa
Não era de se descartar da mesa.
Mas,
Não sou um dono do mundo,
Mas sou um filho do dono,
Que me incentivou esse desfrutar.
Pai, quer um passeio pequeno ou grande?
A resposta era mais do que evidente:
Sempre ir em frente,
E depois o culpado era eu.
Chega!
Muito orgulho, meu Pai!
Foi o Daniel que me despoletou,
Quando comigo para a terra viajou.
O tema que tantas vezes procurei,
Mas na longa lista de rapers que consultei,
Infelizmente, não encontrei.
Mas era um tema tão belo que ouvia
Naquele dia, a radio me reproduzia...
Mas era mais umas palavras repetidas
Mas a felicidade, a paz,
Nunca são de mais sentidas.
Até quando?
Quero comungar
Com Gabriel O Pensador
Que acha que a terra é um planeta em extinção.
Porquê?
Um brinde aos idiotas
Incluindo eu e você.
Meu pai, eu confesso,
Eu faço prosa e verso,
E me contamino,
Com milhões de visualizações,
Que nem o rectângulo possui no seu destino,
E na suas populações...
Apesar de estar ainda em jejum,
De viajar e conhecer.
E a Veneza Portuguesa
Não era de se descartar da mesa.
Mas,
Não sou um dono do mundo,
Mas sou um filho do dono,
Que me incentivou esse desfrutar.
Pai, quer um passeio pequeno ou grande?
A resposta era mais do que evidente:
Sempre ir em frente,
E depois o culpado era eu.
Chega!
Muito orgulho, meu Pai!
Foi o Daniel que me despoletou,
Quando comigo para a terra viajou.
O tema que tantas vezes procurei,
Mas na longa lista de rapers que consultei,
Infelizmente, não encontrei.
Mas era um tema tão belo que ouvia
Naquele dia, a radio me reproduzia...
Mas era mais umas palavras repetidas
Mas a felicidade, a paz,
Nunca são de mais sentidas.
Até quando?
Quero comungar
Com Gabriel O Pensador
Que acha que a terra é um planeta em extinção.
Porquê?
Um brinde aos idiotas
Incluindo eu e você.
Meu pai, eu confesso,
Eu faço prosa e verso,
E me contamino,
Com milhões de visualizações,
Que nem o rectângulo possui no seu destino,
E na suas populações...
domingo, 6 de agosto de 2017
Sol Nascente
Queria ser cidadão
Desse país.
Só porque se diz,
Que trabalha seis dias por semana,
Dormir no emprego é visto como boa educação;
Trabalhou até à exaustão,
E precisa de descansar.
Um semana por ano,
Tem as almejadas férias;
O resto são lérias,
Catano!
Não há contentores do lixo,
O orgânico é apenas duas vezes por semana,
Que os cidadãos o podem entregar;
Os outros dias,
É mesmo para o guardar.
Por isso não há desperdício,
Como ainda ontem:
Uma panelada de arroz,
Que cozido esturricou,
E tive que anular,
O que se estragou.
Com o estufado de língua de porco,
Que o japonês nem come morto.
Bife só mesmo de vaca alimentada a maçã.
Bebe cerveja , ouve música clássica,
E é massajada...
Beber diretamente da garrafa,
Pois estimula a comer mais.
Há tanto boi Wagyu,
Que no retângulo podes ser tu.
Quero Kobe,
O ouro vermelho da cozinha;
Com o melhor marmoreado;
Por favor, sem farinha!
-Vou-lhe já trazer o marmoreiro, pode crer,
Mas em pau de marmeleiro!
Se não me servir,
No paraíso esse gado negro vai surgir!
Os idosos são vistos com respeito,
E esse preceito,
Retira o fair play,
Até no desporto.
Como é mais velho que eu, nem morto!
Era como se o Ronaldo
Perante um adversário Figo,
Tivesse, só pela idade,
Punível castigo.
Desse país.
Só porque se diz,
Que trabalha seis dias por semana,
Dormir no emprego é visto como boa educação;
Trabalhou até à exaustão,
E precisa de descansar.
Um semana por ano,
Tem as almejadas férias;
O resto são lérias,
Catano!
Não há contentores do lixo,
O orgânico é apenas duas vezes por semana,
Que os cidadãos o podem entregar;
Os outros dias,
É mesmo para o guardar.
Por isso não há desperdício,
Como ainda ontem:
Uma panelada de arroz,
Que cozido esturricou,
E tive que anular,
O que se estragou.
Com o estufado de língua de porco,
Que o japonês nem come morto.
Bife só mesmo de vaca alimentada a maçã.
Bebe cerveja , ouve música clássica,
E é massajada...
Beber diretamente da garrafa,
Pois estimula a comer mais.
Há tanto boi Wagyu,
Que no retângulo podes ser tu.
Quero Kobe,
O ouro vermelho da cozinha;
Com o melhor marmoreado;
Por favor, sem farinha!
-Vou-lhe já trazer o marmoreiro, pode crer,
Mas em pau de marmeleiro!
Se não me servir,
No paraíso esse gado negro vai surgir!
Os idosos são vistos com respeito,
E esse preceito,
Retira o fair play,
Até no desporto.
Como é mais velho que eu, nem morto!
Era como se o Ronaldo
Perante um adversário Figo,
Tivesse, só pela idade,
Punível castigo.
O fulano
O fulano...
Que fulano?
O que te elogia a gata?
Ah! esse é um escritor.
Poeta, queres tu dizer.
Mas ele escreve.
E atirar-se a mim,
É coisa que não deve...
Acho, acontecer.
Um poeta é alguém que sabe,
Que um dia vai morrer.
Mas enquanto cá anda,
Sente orgulho em viver.
Dá valor a todo e qualquer ser, objeto...
Por exemplo, ao teu animal de estimação,
Porque o poeta sabe, sente,
Que é um animal diferente:
Não foi ele a ser domesticado,
Mas a domesticar.
Quer a sua independência,
Mas se se identificar com a pessoa,
É um casamento de inteligência.
Quando era jovem e caçador,
Com toda aquela vida boa,
Já nesse tempo queria ser como o do Altino do Tojal,
O avô que só adorava o aparato da caça;
Mas, por desgraça,
Se não o fizesse,
Os animais até não achavam natural,
Andar de pressão de ar,
E nem sequer um passarito matar.
E o gatito que tive, coitado,
Por um carro do correio atropelado?...
Ou o senhor dos camiões,
Até o dos autocarros,
Que nesse tempo,
Só se resumia a carrinhas do grossista que o despediu...
Esse até adorava me ver com enxada na mão.
Dava gosto trabalhar no quintal,
Em socalcos como se estivesse no Douro ou no Tibete,
Em excursões de turismo ou alpinismo,
Como nunca se viu.
Tinha companhia,
Não dava um passo,
Que o gato não se atrevia...
Até um dia.
Que fulano?
O que te elogia a gata?
Ah! esse é um escritor.
Poeta, queres tu dizer.
Mas ele escreve.
E atirar-se a mim,
É coisa que não deve...
Acho, acontecer.
Um poeta é alguém que sabe,
Que um dia vai morrer.
Mas enquanto cá anda,
Sente orgulho em viver.
Dá valor a todo e qualquer ser, objeto...
Por exemplo, ao teu animal de estimação,
Porque o poeta sabe, sente,
Que é um animal diferente:
Não foi ele a ser domesticado,
Mas a domesticar.
Quer a sua independência,
Mas se se identificar com a pessoa,
É um casamento de inteligência.
Quando era jovem e caçador,
Com toda aquela vida boa,
Já nesse tempo queria ser como o do Altino do Tojal,
O avô que só adorava o aparato da caça;
Mas, por desgraça,
Se não o fizesse,
Os animais até não achavam natural,
Andar de pressão de ar,
E nem sequer um passarito matar.
E o gatito que tive, coitado,
Por um carro do correio atropelado?...
Ou o senhor dos camiões,
Até o dos autocarros,
Que nesse tempo,
Só se resumia a carrinhas do grossista que o despediu...
Esse até adorava me ver com enxada na mão.
Dava gosto trabalhar no quintal,
Em socalcos como se estivesse no Douro ou no Tibete,
Em excursões de turismo ou alpinismo,
Como nunca se viu.
Tinha companhia,
Não dava um passo,
Que o gato não se atrevia...
Até um dia.
sábado, 5 de agosto de 2017
Precisava de uma massagem
Está muito mal o que em Portugal,
Se utiliza indevidamente.
"Precisava" é passado, imperfeito;
Teria mais sentido o "precisaria" do condicional .
Assim é que era perfeito!
-Precisava mesmo de um massagem no cérebro.
Não prefiririas antes uma clítoriana?;
Estamos aqui, na cama...
- Não. Não. No cérebro mesmo.
Isso é que tinha jeito se não fosses tão estafermo.
Qualquer dia ainda me esqueço,
Como se chega ao gustoso inferno...
Não há tempo.
E ainda por cima tu não tens os testículos do tamanho de melancias;
Nem são espermatozóides tão grandes como devias.
E devia era acasalar com mais do que um macho;
Como faz esse pequeno roedor, acho.
- "Deveria", queres tu dizer!
Ainda por cima isso é uma doença rara, minha cara!
Tu não és a Simonne de Beauvoir;
Para que te haveria de dar...
Se utiliza indevidamente.
"Precisava" é passado, imperfeito;
Teria mais sentido o "precisaria" do condicional .
Assim é que era perfeito!
-Precisava mesmo de um massagem no cérebro.
Não prefiririas antes uma clítoriana?;
Estamos aqui, na cama...
- Não. Não. No cérebro mesmo.
Isso é que tinha jeito se não fosses tão estafermo.
Qualquer dia ainda me esqueço,
Como se chega ao gustoso inferno...
Não há tempo.
E ainda por cima tu não tens os testículos do tamanho de melancias;
Nem são espermatozóides tão grandes como devias.
E devia era acasalar com mais do que um macho;
Como faz esse pequeno roedor, acho.
- "Deveria", queres tu dizer!
Ainda por cima isso é uma doença rara, minha cara!
Tu não és a Simonne de Beauvoir;
Para que te haveria de dar...
Sapateiro da Tojela
No sapateiro da Tojela.
É impressionante, o senhor;
Não regista o nome do produto, sequer,
É impressionante, o senhor;
Não regista o nome do produto, sequer,
Quanto mais da senhora ou do senhor!
E sabes, mulher,
Tem tudo gravado no seu supercomputadador,
Como disse um senhor,
Que sentado no banquinho,
Vai assim passando o seu singelo tempinho...
Tem tudo gravado no seu supercomputadador,
Como disse um senhor,
Que sentado no banquinho,
Vai assim passando o seu singelo tempinho...
Levou-me 1000% na reparação.
Mas, como é usual dizer-se:
Gema o cliente, mas não gema a obra.
Mas, como é usual dizer-se:
Gema o cliente, mas não gema a obra.
Mas ainda lhe dei gorjeta, por cima.
Estive lá tempo de sobra.
Três curtas horas a aprender...
Até vim a saber,
De onde vem a expressão aforística:
Não vá o sapateiro alem da chinela!
Três curtas horas a aprender...
Até vim a saber,
De onde vem a expressão aforística:
Não vá o sapateiro alem da chinela!
Mete um escultor,
Que a esse profissional pedia sempre opinião,
Até que...
Que a esse profissional pedia sempre opinião,
Até que...
Se quiserem saber o resultado,
Despendam grande soma dos 86400,
Que diariamente na conta bancaria é depositado.
Dei o meu por muito bem entregue,
E o que bem adianta.
Despendam grande soma dos 86400,
Que diariamente na conta bancaria é depositado.
Dei o meu por muito bem entregue,
E o que bem adianta.
Tive azar com a nota deixada, tão breve:
"Anda ter connosco a tua fonte santa".
"Anda ter connosco a tua fonte santa".
Ameaças do energúmeno,
Que nunca merecia o que lhe foi ofertado, mas que era naquele momento anulado;
Quarto que nunca será disponibilizado,
Porque o misto deu mau resultado...
Que nunca merecia o que lhe foi ofertado, mas que era naquele momento anulado;
Quarto que nunca será disponibilizado,
Porque o misto deu mau resultado...
Vai lá estar ate às nove.
O tempo para ele, é como para mim,
Não se chame ele como eu também assim.
O tempo para ele, é como para mim,
Não se chame ele como eu também assim.
Mas é bom valer por dois..
Pois!...
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Estrofes de seis
Faz hoje um ano que...
Sim, este dia está-te destinado.
Mas, à meia-noite acaba o compromisso.
Por isso, desfruta-te de mim,
Que amanhã não me terás assim.
Se me vires um dia na rua e eu não te conhecer,
É porque foste descartada, mulher,
Como me contou um dia um primo,
Que ao berço de napoleão assim quis o destino;
Que não é um patarata qualquer,
Segundo o Paulo Calheiros:
- Ontem? Ontem dava-o nem que fosse um cão!
Por isso vai-te, vai-te...!
E fraco é o cão que se lhe atira um osso e o rejeita...
Na grande cidade que a terra dos arcebispos se pôs...
Na festa do senhor,
Com data alterada para ser muito melhor.
Até Hi Fi veio de Viseu:
Puta que o pariu!
E o berço?
Com ele sempre me perco...
Com o deuch,
Que queria no passado vender,
Para AX ter.
Maluco!
Só assim o teu primo pode ser...
Porto,
Muito longe de estar morto.
Tem uma vivacidade,
Que outras cidades nem metade.
Apaixono-me a cada momento,
Mesmo se por algum tempo,
A degradação do Aleixo,
Em direção à Audilar,
Uma empresa a evitar:
Desde 4 de abril,
Nem dinheiro nem produto.
Vigarice de bruto!
BARCELOS,
Uma igreja especial,
A cruz de David no templo.
E outra simbologia judia.
Alguém acha mal?
Recuperar o que para a marca,
É para descartar.
Vamos lá ver se vai resultar...
Entre uns de Orleães
E outros da Martinica,
Há um elo comum que os identifica:
São demais!
A Joana D'Arc aí viveu.
Um importante tratado aí surgiu.
Ao Mississípi o nome se associou,
A Luisiana que o tornado massacrou.
E a terra distante,
Que nunca procura o nosso emigrante,
Mas procurou o grande napoleão
A Josefina do seu coração.
Mas o monte pelado em 1902,
Matou cerca de 29000 pessoas,
Em dois minutos apenas!
De tão endiabrado.
O Forte da França é o quinto porto francês de contentores,
Mas aquela que fora do exágono é a mais francesa cidade.
E assim veio a josefina morena,
A bela de uma pura beldade,
Que, diga-se em abono da verdade,
Não é mesmo nada pequena...
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