O amor que foge com o tempo,
Remata assim o poema, o meu conterrâneo
Quando passeava com a sua amada,
Nesta terra avantajada.
Remata assim o poema, o meu conterrâneo
Quando passeava com a sua amada,
Nesta terra avantajada.
Imagino-o no Alto do Couto, no Cardido
Com a companheira sempre à sua beira
Desfrutando do prazer assim nutrido
Nessa terra altaneira
Por mim, vastamente sentido.
Com a companheira sempre à sua beira
Desfrutando do prazer assim nutrido
Nessa terra altaneira
Por mim, vastamente sentido.
Só não sei se foi no passado,
No presente ou no futuro, a mim servido.
Sei que foi tão, tão, tão bom...
Que agora restou a saudade,
Mesmo assim, não se reduzindo a metade,
Como se fosse apenas o eco do tempo,
Levado pelo vento.
No presente ou no futuro, a mim servido.
Sei que foi tão, tão, tão bom...
Que agora restou a saudade,
Mesmo assim, não se reduzindo a metade,
Como se fosse apenas o eco do tempo,
Levado pelo vento.
Mas é uma pena!
O amor está cá
Não foge com ninguém
Nem se vende por muitíssimo vintém!
Não foge com ninguém
Nem se vende por muitíssimo vintém!
Na fonte da vila está lá gravada,
Esta poesia encantada,
A outra, sim a outra
Foi levada pelo vento
Esta poesia encantada,
A outra, sim a outra
Foi levada pelo vento
É o que eu penso,
Neste preciso momento...





