sábado, 28 de dezembro de 2019

Diabo de cornos




Entre uma máquina de fundir Rocha,
E um recuperador que para ter tocha,
Já que neste inverno o pobre do sol,
Ate obriga a sacrificar um caracol.

Que pobreza franciscana!
Agora, a Ceicao diz que vou de cana.
Com uns ciúmes doentios,
Vê os sonhos de um lar, vazios.

Também eu que no Natal,
Ao oferecer flores a ascendente,
Vi-me na condição de marido ausente.

Não tinha nada que fazer isso,
Logo numa relação com feitiço.
Mas, tal como no carnaval,
Não é para levar a mal.

Vai, Ceicao, vai.
Vai, Belzebu.
O diabo és tu,
Disfarçada de caracol.

Vai!
Já que o pireliofero
Precisou do meu fósforo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Raiva

Partiste um dedo?
Olha, rezasses o credo.
Armas-te em Rambo;
Bebesses antes mokambo.

Portaste-te mal!
Querias ser original,
Adotando uma ação musculada.
Virou-se contra ti, a tua atuação na estrada.

Achas tu que levo
Qualquer uma a loucura.
O que dizes e contra natura.

E se eu o escrevo,
E porque a memória,
Tem que fazer parte da história.



terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Traição

Sabes, aquele primo generoso, trocou-me;
No dia seguinte ao 13, estatelei-me.
Descuido que nem sei como aconteceu,
Um estrondo medonho se ouviu.

Tristeza incomensuravelmente tamanha.
Quisto sebáceo que no carro se apanha.
Um cabo de carregamento por usb,
Apanha a chapa encarquilhada que se vê.

Mas porquê?
O poste que na estrada municipal
Se abeirou de mim de uma forma fatal?

Por...por coisa e tal.
Há sempre um oculto desígnio;
Que torna o viver um fascínio.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Penhora

Claro que os móveis
Eram um dado adquirido.
Mas uma compra em Viana,
E que me incomodou a alma sana.

Sexta feira, 13 ainda por cima.
E se a seca de forma alguma não me anima,
O que dizer do dia seguinte;
Dem destruiu-me com requinte.

Uma distração
E foi com comoção,
Que aconteceu o que aconteceu.

Tristeza sem fim,
Que seria de mim,
Se não fosse eu!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Naacal

Ou Muviano,
A língua falada há tanto ano.
No continente perdido,
Ligeiramente abaixo do equador tido.

De Leste a oeste,
9600 km;
De norte a sul, 4800
Submergiu.

64 milhões de almas,
A erupção vulcânica engoliu,
Tamanho número, alguma vez assim se viu.

Tal como a Lemúria,
A teoria tectónica das placas,
A sua existência contraria.

13

E outras superstições.
Por exemplo, o bater na madeira, sem leveza;
As árvores eram habitadas por espíritos da Natureza,
E isso sempre despertou paixões.

E o guarda-chuva dentro de casa?
Com o mecanismo metálico inovador,
Nem toda a gente o fazia com primor;
Nem muito menos  se descasa.

Já as figas feitas com os dedos,
É que têm origens em medos,
E em desejo libidinoso que não se coíba.

O do ramo da noiva,
É que era coisa de talismã.
Distrair as solteiras, não era coisa vã.

Se quiser mais cem,
Leia o livro também.
Se da sexta não percebeu nada,
Acho que isto se enquadra.

Jesus Maria!
Triscaidecafobia e  parascavecatriafobia,
Ou frigatriscaidecafobia é que nem as fazia.

Mas a ligação ao 13 de outubro de 1307,
É que compromete!
Ou a cidade de Tenochitlán, faz agora 500 anos
Ou os sete ataques terroristas em Paris na época que estamos...

Ou o pior incêndio na Austrália;
Ou a equipe uruguaia de rúgbi,
Para já não falar de Mu
Mas disto tudo, o que achas tu?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Hoje

Hoje li que um patrão,
Ofereceu dinheiro até mais não.
Nove milhões de euros aos empregados,
Devido aos elevados resultados.

Na imobiliária de Baltimore,
Com a notícia, até há quem chore.
Consoante o cargo e respetivo salário,
Vai dos 45000 aos 225000, segundo o fabulário.

O mecenas se apelida de timoneiro,
Mas quem o tange são os seus colaboradores.
198 que são verdadeiros senhores.

Mas em janeiro,
O aumento é de 0 por cento:
Como paga o colega a sua hipoteca no momento.

A nossa com a dívida do Estado,
Anda nos 23.9 milhões diários.
Até fico apalermado...

Pireliófero

A máquina que reproduzem agora nos Arcos.
Eu trago o fogo do sol, a sua etimologia,
Que todas as rochas e metais fundia,
No cadinho que dava pérolas a porcos.

Digamos que era um forno solar,
Gigantesco, capaz de 3800 graus gerar.
Mas como não vendia por nada,
Eis que desaparece por mente obstinada.

13 metros de altura
80 metros quadrados da parábola,
Com os seus 6177 espelhos de uma beleza pura.

Agora reconstroem-no no antigo colégio,
Onde fui aluno nesse tempo egrégio;
Em que lá caí na tômbola.

Obra gigantesca;
Mas com essa figura grande,
Mesmo que a economia abrande,
O município, não peca!...


Padre Himalaya

Brio

Gostei muito de ouvir ontem, na augusta
Um senhor que era adorado, há um tempo distante
Pela sobrinha, no tempo dos 16 anos dos seu grupo gritante,
Assim apelidado pelo pai à filha astuta.

Depois amadureceu.
25 anos a ser só eu,
Como ele disse, mas com brio.
Ele que andou na mocidade portuguesa,
E se aprimorou para fazer o seu melhor;
Nas esporas, com o cavalo,
Pois a figura da república tinha que ser honrada.

Mas nesse tempo fez coisas boas,
Espeleologia e outras coisas que não me recordo,
Mas que foram tão boas como ele o dizia.

Empenho com excelência.
O presidente atual é de uma inteligência inteligente,
Não votou nele.
Não sabe se votará nele.

Está afastado 6 anos dos seus passos.
Parece que lhe seguiu os rastos.
Falou nos silêncios que adora,
Do cinema que frequenta como sénior,
Mas qué dele?!

Eleições

No Reino Unido,
Sempre durante a útil semana,
Faz muito sentido.
Às vezes fazendo-se até gincana.

O voto das candidatas de esquerda,
Cujos sapatos de duas nações,
Todos de esquerda, mostram as suas opiniões.
Aqui é que isso não se herda.

Votar em caves, garagens;
Votar em pubs e outras andanças.
A democracia faz-se com brincadeiras de crianças.

Returning officers, são o melhor antídoto.
Determinam as necessidades nos círculos eleitorais;
Nem há período de reflexão, desde que afastado dos locais de voto.

Natal

Dos hospitais.
Já lá vão sessenta e um anos quentes.
Começou com Henrique Mendes
A tua idade, para mais.

É, por essa razão,
O programa de entretenimento,
Mais velho da minha nação.
Mas vai buscar a um outro passatempo:

Natal das Crianças dos Hospitais,
No início do século XX, nascido de ideais,
Promovido pela poetisa Lutegarda.

Casada com um madeirense Caires
Mas com ele só teve desaires.
Perdeu a filha, possivelmente um outro; dor que nunca acaba...




quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

42

Sim, são esses os sistemas
De pensões que têm os palermas.
O que pretendia esse cão?
Fazer a inevitável fusão.

Um sistema universal.
Com redução dos valores,
Pois então.
Não querem aceitar esses senhores.

Após negociação com os parceiros sociais,
Não aceitam as forças laborais;
E vão à luta.

Mas o que mais preocupa,
Escolas a meio gás,
Transportes, não muito atrás.

Oito

Portugal já está na rota.
Oito pessoas jovens, interceptadas.
Vieram do norte de África, de portas
escancaradas.
A imigração ilegal também já nos toca.

Quinze e dezasseis anos
Estes marroquinos quem são?
Será que vieram pra cá por causa de pão,
Nem eles são cidadaos de paises tiranos.

Já há muito que o sotavento,
Se deveria ter exposto ao vento.
Chegou agora o momento...

Mas de um Estado Organizado,
A capital mais próxima da nossa,
E coisa que não já se possa...




Sol outonal

A magia do Natal.
O sol de inverno, igual.
Uma professora pérfida,
Uma adolescente querida.

 Mas a economia é terrível.
O seu pai teve que ser descartado,
Da empresa do pai do namorado.
                                                A poupança educação, foi-se! por incrível.

                                                          Ele envolve-se com a tarada,
                                                 Ela acompanha o ascendente na jornada;
                                                                  Família em perigo.

                                                                 Ouçam o que vos digo:
                                                                Este sol que me inunda,
                                                         Resulta de uma paixão profunda!











terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Serva

Mãe, não pude vir cá ontem, como viu;
Uma criatura de Portugal, partiu.
Era serva de nossa Senhora da Conceição.
Sucumbiu no dia da sua sagração.

Há muito, decorriam os anos noventa,
Era companheira daquela que não chegou aos oitenta.
Em 2002, maio, essa sua homónima abalara;
Agora, mais dezassete anos esta aguentara.

Naquele ano, a igreja de Santo António,
Era palco de uma criatura vítima do demónio.
Esta não; viveu longamente.

Quase que vivia para sempre.
Mutações genéticas; enchimento a oitenta por cento,
Para se morrer, há sempre muito, muito tempo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

26

Anos e vinte e seis dias!
Está a ver, mãe: o tempo que ainda tem?
Adorava tê-lo eu, também,
Mas fiz muitas tolarias.

Mãe, tenho de ir montar uma pequema exposição de alguém de Gominhães.
Teresa Macedo, escritora de Guimarães.
Fragmentos de Natal, Musgos e Baquet A Vala Comum.
Este, um teatro que desaparece de 20 para 21 de março de 1888 sem haver mais nenhum.

Mas sabe, mãe, também lá tenho um colega, no trabalho,
Que já escreveu tês livros.
Teve uma encefalite, onde quase perdia de vez o apetite.

Vidas ao Vento, temática da vaidade.
Mostrar a si próprio que ainda tinha alguma dignidade.
Um não o publicou, e o que aí na forja está, é sobre a morte, essa realidade.

É quando Deus quer, filho!
Dê-me a sua benção, mãe.
Deus te abençoe.
Que belo filme vi hoje: Buonarroti e Júlio II
Sobre a relação de um papa com o pintor da Capela Sistina, em Roma.
Papel de Deus e de Adão, na obra, Criação.

Ele que queria desistir,
O papa que o forçou a prosseguir.
O ator que para se parecer com o pintor imortal, segundo se diz
Colocou uma haste de aço no seu próprio nariz

Mãe, um escultor foi tornado um grande pintor;
Uma simples capela em honra do tio Sisto IV, tornou-se o Conclave,
Pela rara beleza, é possível que nunca acabe...

Agonia e Êxtase em quatro anos...

Mula

Mula de dinheiro é que não!
Agora, ser mula, até te deixar fula,
Não vem nenhum mal ao mundo.
Desde a criação, passando  como Cristo por Cafarnaum.

Não estando ligados a montante nem a jusante,
Ao crime, o certo é que é muito interessante:
Tornam-se cúmplices do fácil dinheiro,
E são aliciados por facilidade desse parceiro.

Menos de 35 anos;
Recém chegados ao país,
Estudantes ou pessoas com vida económica infeliz.

Não podemos passar uns simples panos,
E dizer que não há problema algum.
Metem-se num valente 31.

Money muling, no!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Dar na Gana

Faz o que lhe dá na real gana,
Este assessor da Greta Thunberg e seus,
Segundo o Sousa Tavares, assim o reclama;
De saia plissada preta e uma tote bag dos Verdes europeus.

Aconteceu a 9 de outubro.
Na assembleia da república, deixou tudo ao rubro.
Rafale Esteves Martins, interrompe os estudos académicos.
Este professor de Português que apresenta um ar monástico.

Incomodou alguma direita.
Andtré Ventura disse:
Chega!

A quem me

Tirou o sorriso do meu olhar;
Tirou a vontade de eu viver.
Por que razão haveria eu de querer,
Contigo, parte do meu grande dia, passar?

Não estás tu, apaixonado?
Afinal, o porquê deste convite ousado?
Como dizia um senhor da época que o Natal engrandece
O coração tem razões, que a razão desconhece.

Sei que nada te devo.
Amparámo-nos no tempo coevo;
De grande sofrimento.

Foi há muito tempo,
Que a memória já contabilizou;
Mas foi lindo, o que ficou.

Forma simples de ser;
O amor à Natureza, como deve ser.
A dedicação, quando não se está bom...

Boi Metal

Este é o meu signo, paixão;
Prosperizado pelo esforço e duro trabalho.
Paciente e persistente, nunca bandalho!
Que foge à rotina e à convenção.

Sobre casos do coração, é só dor.
Posso ser terrivelmente ingénuo;
Não compreendendo as armadilhas do amor,
Não esperes romance fátuo.

Cavalheiro de elevado calibre,
Não avanço, pois em tudo vejo o caudaloso Tibre
À minha frente.

Mas posso tornar-me um grande trabalhão, como é evidente,
Mas nunca te preocuparás com as contas e encargos
Mesmo que diamantes não tenhas, esses prazeres são vagos.

E a paciência legendária tem limites.
Por vezes, e espero que não me critiques
Perdendo o temperamento, de magistratura
Posso ser uma estarrecente criatura.

Construtor do império,
Posso ser um caso sério...
Trabalhar 24/24 para acabar
Ou conseguir o que se quer.

Estás a ver o meu signo, mulher?

             

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Clima

Começou hoje a Cimeira de Madrid.
Dura uma bem pesada dezena de dias.
Será que precisamos de lavar a roupa suja com tide,
Para imacular as humanas tolarias?

Na última década,
Cada ano, há deslocação de vinte milhões de almas
A cada ano que passa.
Às vezes de uma forma desordenada.

Outras, não.
Como o povo insular,
Que já se está a preparar.

Adquiriu terras na Austrália.
Um dia, em segurança, até poderá ouvir as canções da Amália.
Esperemos, pois então.

A cumbre,
Que nos assombre.

Reintegracionistas

Es uma língua escondida por cima de nós.
Os reintegracionistas honram os nossos avós.
Para que vou eu falar uma língua diferente,
Se temos o mesmo passado, como é evidente?

Jantar, por exemplo.
Está muito a tempo.
Na minha infância era o almoço.
Agora não o aplico, porque não posso.

Mas posso, sim:
Por que dizer, "ler é crescer",
Se o posso na forma galega de ser?

Ainda por cima, é mais brejeiro.
Medra para aqueles que não honram
E que com os comportamentos só nos desonram?

Como eu e medras tu.
Ola, vai levar no ....,
Se não te parece mal.

Honremos Castelao,
Que comia como nós muito bacalhau:
"A nossa língua floresce em Portugal"
Por isso, digo com orgulho,
Pertenço à casta dos especialistas ibéricos
Que ficam marcadamente histéricos,
Em não falar castelhano, espanhol ou portunhol.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Azeitona

Meu Deus!
Onde estão os servos teus?
Isto é imoral:
Nem se colhe, afinal,
A gordura benfazeja;
Que o organismo deseja.

Não tem o país vizinho,
A segunda maior longevidade do seu povinho?
E não se deve ao vinho;
Talvez ao peixe, mas se a sesta
Não está em uso,
Talvez, o azeite, seja o maior recurso.

Os romanos obtinham-no do zambujeiro.
Que colhiam bem antes de janeiro.