Entre uma máquina de fundir Rocha,
E um recuperador que para ter tocha,
Já que neste inverno o pobre do sol,
Ate obriga a sacrificar um caracol.
Que pobreza franciscana!
Agora, a Ceicao diz que vou de cana.
Com uns ciúmes doentios,
Vê os sonhos de um lar, vazios.
Também eu que no Natal,
Ao oferecer flores a ascendente,
Vi-me na condição de marido ausente.
Não tinha nada que fazer isso,
Logo numa relação com feitiço.
Mas, tal como no carnaval,
Não é para levar a mal.
Vai, Ceicao, vai.
Vai, Belzebu.
O diabo és tu,
Disfarçada de caracol.
Vai!
Já que o pireliofero
Precisou do meu fósforo.

















