sábado, 28 de fevereiro de 2009

"Bruto" escrito com um "i".

viva diz:
Bom dia, beldade.
. : V e r i ñ a : . diz:
von dia moso
. : V e r i ñ a : . diz:
viva diz:
que te veja sempre nos próximos duzentos anos...
. : V e r i ñ a : . diz:
ora nem mais
. : V e r i ñ a : . diz:
e então q contas
viva diz:
Estou aqui no remanso da lar, verinha
viva diz:
deitadinho na cama, no "dolce fare niente"
viva diz:
Mas a informar-me sempre:
O nosso Siza tem sensibilidade de poeta,
como disse o Sir Norman Foster.
E a menina mais bela do universo, que me conta?
. : V e r i ñ a : . diz:
lol
. : V e r i ñ a : . diz:
galanteador
. : V e r i ñ a : . diz:
nada de especial
. : V e r i ñ a : . diz:
em breve vais receber no teu mail um cartaz - convite
. : V e r i ñ a : . diz:
para uma actividade na minha territa
viva diz:
achas que se apanham verinhas com vinagre!
viva diz:
venha lá ele
. : V e r i ñ a : . diz:
ainda o estamos a elaborar
viva diz:
terra da verinha?
viva diz:
chegou a lolita, a minha gatita
. : V e r i ñ a : . diz:
. : V e r i ñ a : . diz:
sim
viva diz:
o meu pai foi hospitalizado e andou na fisioterapia em barcelos e eu passei muitas vezes por aí
. : V e r i ñ a : . diz:
a sério? e como está ele?
viva diz:
lembrei-me sempre muito de ti.
viva diz:
Está melhor, obrigado.
viva diz:
alturas havia em que uma mulher aparecia e eu afrouxava, porque via em cada uma a Verinha
viva diz:
mas o sorriso esboçado tinha que se conter. Não fosse ela me mandar....
. : V e r i ñ a : . diz:
. : V e r i ñ a : . diz:
sim tu regas é mt
. : V e r i ñ a : . diz:
mas tá bem
viva diz:
Não, verinha
viva diz:
Eu não rego:
viva diz:
Eu rogo para que surja a verinha, isso sim
viva diz:
mas ela anda por outras paragens
. : V e r i ñ a : . diz:
lol
. : V e r i ñ a : . diz:
por acaso por barcelos
viva diz:
estás a ver como anda por outras paragens
viva diz:
e que fazemos por lá, verinha
viva diz:
Sabes, verinha, tu provocas-me stress
viva diz:
Esse termo utilizado pela primeira vez em 1936 na reviste nature, por Hans Selye, mas tu por questões positivas.
. : V e r i ñ a : . diz:
viva diz:
Vejo-me com uma mudança brusca de vida, ao lado da verinha
viva diz:
e dá cabo do meu sistema, provocando um desequilíbrio entre o corpo e a mente
viva diz:
o corpo que não me mente diz-me. Não, homem, acorda! Olha por ti abaixo...
viva diz:
A mente, eleva-se do corpo e acha que até tinha dente para adentar a verinha.
viva diz:
E é um conflito enorme, angustiante entre os dois. Preciso de ajuda, verinha.
viva diz:
São os suores, o aumento da tensão muscular, a hipertensão arterial- há dias estava a 16 - antes de dar sangue no meu dia de folga e no local de trabalho: se calhar era por ser isso mesmo!; a fadiga crónica, o peso que em vez de perder, ganho; as insónias...
. : V e r i ñ a : . diz:
eu tb acho q sim
. : V e r i ñ a : . diz:
e é d eum bom psicologo
. : V e r i ñ a : . diz:
ai s a tua mulher sabe
viva diz:
pois não sabe.
viva diz:
que é provocada por uma mulher admiradora
viva diz:
eu sei que há técnicas de relaxamento para libertar a mente de pensamentos negativos
viva diz:
Mas verinha, tu és tão afirmativamente positiva, poxa!
viva diz:
Sei que caminhar um pouco, faz bem
. : V e r i ñ a : . diz:
pois pois
. : V e r i ñ a : . diz:
olha e como é possivel se nem me conheces
. : V e r i ñ a : . diz:
lol
viva diz:
Mas quando dou por mim, estou em direcção à terra de verinha e tenho que regressar por Friastelas
viva diz:
E pedir apoio à sr Maria. Que bruxedo ela me terá feito - quantas vezes me questiono.
. : V e r i ñ a : . diz:
lol
. : V e r i ñ a : . diz:
conheces a Sr Maria?
. : V e r i ñ a : . diz:
viva diz:
Fatidicamente, fui obrigado a conhecê-la por ti.
viva diz:
Diz ela que tenho um diabo em mim, que me consome e que não há meio de mo expulsar
. : V e r i ñ a : . diz:
ela é minha tia
. : V e r i ñ a : . diz:
lol
viva diz:
O quê
viva diz:
tia, mesmo tia??
viva diz:
A bruxa de Friastelas.
viva diz:
Se fosse a sobrinha a fazer-me o "broxedo" é que era bom
viva diz:
A nível emocional surgem-me os sintomas de irritabilidade, frustração, apatia, impaciência e afastamento afectivo daqueles que me rodeiam pelo que me está a acontecer...
viva diz:
Será que vou morrer, verinha?
Eu queria ter melhores respostas que o silêncio angustiante do escritor argentino!..
. : V e r i ñ a : . diz:
ó pá deixa-t de tretas
viva diz:
Às vezes peço um chá e dou por mim a agrader à maria mudando-lhe o nome para aquele que me vai na alma.
viva diz:
isto terá solução?
viva diz:
O que é que destoou muito aqui, verinha?
viva diz:
O que não te assentou bem, diz!
Foi o bruxedo entre comas?
Também a nossa Farmácia que fica na terceira terra mais visitada, após Fátima e Sintra não assenta bem, que queres!
Não por estar escrita com PH, cuja alteração o governo republicano implementou
Originando um divórcio na nossa língua que nem este acordo agora corrigirá,
Mas por ter "bruto" escrito com um "i".

Espera, a minha prima de frança ligou.
Sei que vou ter mais de vinte minutos de telefone,
Nessa altura já tu terás abalado.
O motivo é saber se o dinheiro chegou.
A técnica que usa, que engana o raio x é majestosa.
Uma verdadeira doutora.
Mais que o filho, que há dias quase que era vítima em Bogotá.
Numa explosão.

Vai saber que o sr zé maria morreu.
Vai-me dizer que a tia - também eu tive uma tia,
Não bruxa, como a tua, mas casamenteira,
Como os árabes da montanha,
Queria casar o neto com a rosita.

Coitada da rapariguita...
Órfã!

Vai-me falar do meu primo mais tolo.
Sim, é tão tolo que com 60 anos se envolve com uma novita.
E eu que admirava o velhinho Bill Wyman, dos roladores de pedras...
Agora só admiro o meu primo zé.
Conta-me da crítica que uma vez ela lhe fez.
Se não tinha vergonha de andar em calções!
Sim, de facto, parecia uma zebra malhada:
Todo moreno da cintura para cima,
Palidamente branco a seguir aos curtos calções,
E novamente bronzeado por alturas do joelho...

Agora não tem que andar nas obras;
Mas se andasse, que viesse para a galiza,
Onde todo o português é considerado um amigo,
E iria ajudar no carvão da democracia,
Como Quintana, o vice- presidente da actual Junta
Explicou a todos os nacionalistas,
Galeguistas e progressistas.

São absolutamente bem vindos.
A relação com portugal é, no seu entender,
Estratégica.

Está reformado,
Oxalá não tenha uma vida trágica...
Daqui a três anos falamos nisso.
Ó emiliá, vais estar três anos sem me ligar?
Eu preciso de te ouvir rir.
Deixa de ir à pastelaria, poupa,
E liga-me de quando em vez...

Claro que me tranquilizou.
Queria era referir-se à Mandy Smith da família...
Não emíliá, talvez esta seja a Suzanne Accosta
Do nosso zé.

Quem sabe se, volvidos vinte anos,
Repita ele os passos do velhinho que teve relações sexuais
Com mil mulheres ou mais...

Mesmo assim, muito aquém
Do nosso limiano Arménio.
Será que se encontra também lá no congresso?
Talvez não.
Ele adora é foder as portuguesas,
Como a Laura Alves que gostava que lhe metessem o dedo
Onde nunca se deve apontar...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Comer carvão

Os porcos comem tudo.
São omnívoros, como nós.
Só que eles são de mais.

Repara que na china
Um ficou soterrado nos escombros
De um violento sismo, mais de 36 dias.
Sobreviveu comendo carvão
E bebendo água das chuvas.

De trezentos quilos
Veio para pouco mais de metade.
A sua sorte é que será bem diferente.
Terá uma morte decente.

Ainda dizem que o carvão provoca o cancro!

Um comeu uma orelha
A um fulano limiano.
Outro de cá ficou sem a perna do meio;
Se calhar foi por isso que se tornou um matulão.

Sim, já que não podia ser garanhão.

E ele é casado?

Que pergunta mais imbecil!
Que queres: podia ter desenvolvido outro órgão,
O do paladar, por exemplo.

Vai mas é passear.

Gafas e gamas

Hoje chega o meu primo,.
Vem de frança,
Vem com a rosa e a criança.

Sim, com o neto que tem férias nesta altura,
No departamento de residência.
São as férias de inverno
Num outro ao lado, estuda-se,
Paciência.

Um país planificado,
Não pode haver um dedo apontado.
Não há cá entupimentos,
Operações carnaval, páscoa
Ou de férias grandes,
Que só dão tormentos.

É como que se no meu país
Estivessemos todos enjaulados.
Uma vez a porta aberta,
Só queremos é fugir...

Não. Não dá para rir.
Não dá para rir da existência de gafas e gamas,
Que abundam nas empresas públicas de então,
Brisa, pt e sei eu lá mais o quê,
Como aconteceu no tempo do ferreira do amaral,
E do mira,
Contado pelo vizinho do lado.
Hoje o grupo de amigos são outros.
Mas o princípio é o mesmo.
E isto está mal.

E é isso que nos dá ganas.
É isso que nos torna pessimistas.
Sabes, se uma casa foi vendida por um dólar na América,
E se cá se na compra de uma garrafa de gás
Oferecem um quilo de bacalhau,
Ou uma lampreia a cinco euros,
Que o cabeludo ma manda meter num sítio que não digo!...
E se vamos cinco pessoas a Madrid de avião por 10 cêntimos,
Que é quanto custa um pão no padeiro da minha terra!...


Ele nem é da minha terra.
O da minha terra
Fornece o modelo que vende a metade do preço!
Mas a minha mãe deve-lhe favores.
Comprava-lhe o milho,
No tempo que a agricultura imperava.

E o pão sempre lá o deixava,
Ou no portal, ou na garagem
A coberto da intempérie
Ao domingo é que se pagava...

Agora a gratidão é eterna!
Mesmo numa altura de grande crise...

Mãe, são vinte escudos, cada pão!
E ainda dizia eu que você era poupada!
E a minha mulher
Com um pouco de ciúme até,
Para as finanças portuguesas a recomendava.

Já estou arrependido.

Colhi o que disse;
Foi castigo!

Você tem mensalmente cento e cinquenta contos.
Não são cento e cinquenta escudos.
Corte! Não massacre o pai que só lhe dá uns míseros 440 euros...

O dinheiro não é elástico...
Sei lá que porcarias ele mete lá dentro,
Como aquele que vendeu o porco canceroso ao irmão do sr. antónio
A carne podre, a cheirar muito mal, numa parte do tôrax.
O manhoso, não aceitou que o enterrasse
Levou-o para fazer salsichas.

Um dia até parti parte de um dente...
E ao dizer-lhe, para ter mais cuidado
E mostrei-lhe o parafuso embrulhado
Ainda me acusou de oportunismo...

Bem tento dissuadir o mingos de comer.
Coloco uma moeda branca, valiosa,
E uma preta, que nem o padre quer no ofertório.
Enquanto aquela é necessária para o padeiro de sempre,
E esta só dá para metade,
Quando com ela posso obter de pão a totalidade.

Por tudo isto,
Se não fosse mais do que suficiente
Eu cismo.
O resto é falatório...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009