Funesto
Nefasto
Fatídico,
Borrasco.
Ondas
Boas ondas;
Onde o mar ondeia;
Não estas,
Originando apneia,
Prisão de teia,
Cama de Procusto,
Que me chateia.
Denunciar como Punch
Em 1891, as oito horas de trabalho,
Ou o caruncho,
Que nem com alho,
Despejado por todo o soalho,
Me afasta deste 31...
E estou em jejum.
A água tem de assentar,
É cedo para morfar.
Invoco Teseu,
O herói que é meu,
Para infligir ao bandido,
O brutal castigo,
Que infligiu.
Colocar lateralmente,
sem pés nem cabeça,
Para que toda a chatice
Não aborreça.
Mas denunciar,
Pode acontecer como à satírica revista,
Que na sua nova série no ar,
tenha uma tiragem que não resista.
Se resistiu de 1841 a 1992,
E em 96 retomou até 2002,
Veio depois,
Este longo vazio.
Até me arrepio...
Regressará após o Brexit,
Lá para dezoito ou dezanove?
E se nestes dois anos.
Forem como as duas horas
De Málaga, na costa do sol,
Onde quase nunca chove,
E vai tudo a nove?
Cada vez pior,
à medida que passa o tempo.
É que o Mare Nostrum
virou cemitério do momento.
Por isso, faço jejum!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Amor em Girassol
O amor mais que perfeito,
Quando ultrapassa a perfeição,
Numa metafísica de trazer à mão,
Fez-me um amante por defeito.
Com efeito,
O amor é sempre em girassol.
Busca as palavras com jeito,
Como a planta busca o sol.
Um sorriso, um beijo,
Já nada mais prevejo,
Ser dono do meu umbigo,
É o caminho que antevejo.
É como este forte trovão,
Que há pouco ecoou nos ares.
Para te amar ou tu me amares,
Tem que ser sempre com emoção.
Nas coisas pequeninas que se ignoram:
Uma fita do estore que rebenta,
Uma cortina que tem que ser colocada,
Ou uma tampa de fogão há muito abandonada,
E que se vê novamente utilizada.
O amor é tudo isso,
É o feitiço que nos conduz à estrada,
Eu e a amada,
Nesta vida que tem que ser lograda.
Não é olhar um para o outro,
Mas olharmos os dois em frente,
Até ser bem cota.
Ver o rio, ver passar a gente,
E ao me levantar ficar como meu outro rosto,
O Girassol que nunca dá sombra,
Para que não seja sujeito surreal imposto
Como na terra da bota.
Quando ultrapassa a perfeição,
Numa metafísica de trazer à mão,
Fez-me um amante por defeito.
Com efeito,
O amor é sempre em girassol.
Busca as palavras com jeito,
Como a planta busca o sol.
Um sorriso, um beijo,
Já nada mais prevejo,
Ser dono do meu umbigo,
É o caminho que antevejo.
É como este forte trovão,
Que há pouco ecoou nos ares.
Para te amar ou tu me amares,
Tem que ser sempre com emoção.
Nas coisas pequeninas que se ignoram:
Uma fita do estore que rebenta,
Uma cortina que tem que ser colocada,
Ou uma tampa de fogão há muito abandonada,
E que se vê novamente utilizada.
O amor é tudo isso,
É o feitiço que nos conduz à estrada,
Eu e a amada,
Nesta vida que tem que ser lograda.
Não é olhar um para o outro,
Mas olharmos os dois em frente,
Até ser bem cota.
Ver o rio, ver passar a gente,
E ao me levantar ficar como meu outro rosto,
O Girassol que nunca dá sombra,
Para que não seja sujeito surreal imposto
Como na terra da bota.
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