quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Disparates

No mundo em que vivemos.
Vai uma personal trainer,
A exemplo do mítico Jacinto,
Só porque uma relação não vingou,
Casa-se com ela mesma,
Numa relação à maneira.
Muito pessoal, diria.
É o que eu sinto:
As pessoas destacam o seu umbigo.
Não querem outro castigo.
Como os animais de companhia,
Que quando vêem um presidente de fogo,
Dão às de vila diogo,
Ou tentam arranhá-lo na tela,
Como se fosse a trampa que evacuaram,
E há que tapar para mal não cheirar.
Ou aquela americana que foi detida 27 anos depois,
Pois matara a ex-mulher do futuro marido,
Surgindo de palhaço com umas flores
E uma pistola que dispara sem mácula.
Após, disparar, calmamente vai embora,
No seu carro branco sem matrícula.
As autoridades sempre acharam o caso bizarro,
Mas novas provas de ADN comprovam que foi mesmo ela,
A culpada da morte de Marlene,
O larro foi mesmo apanhado.
Adorei o debate de Saramago, ateu empedrenido,
Com o sacerdote e poeta, sobre o livro Caim
E as suas palavras proferidas naquele domingo em Penafiel.
Aquele que entendia, que para fazer um ateu como ele,
É necessário um altíssimo grau de religiosidade.
Na verdade, ele era aspirante à sacralização.
Deus sendo o silêncio do Universo e o Homem, qual mago,
Não fosse ele o mais puro dos puros,
O grito que dava sentido a esse silêncio divino.
Melhor: estava empapado de valores cristãos.
Que no "livro de disparates", adorava a parábola do semeador,
A semente que cai na pedra.
Era a preferida deste radical, mas não intolerante, empedrenido que podia percorrer as sete ou oito bíblias que possuía.
Tanto exemplar igual,
Disparate, afinal!

Cão com missão

Num cão que está de parabéns.
Pelos vistos evoluiu.
Agora, como nunca se viu,
Deixa os donos nas núvens.
Quando tens um cão,
Mesmo que seja uma cadela,
Que faz palhaçadas mesmo em vão,
Só para te tirar um sorriso,
Isto é, não Impulse, mas um aviso;
O cão tem uma missão,
Como tem o do cego,
O do caçador ou o do pastor.
O da negra, redunda em amor.
É uma filha conciliadora.
Já lá vai o tempo em que sendo eu criança,
Vi numa revista cómica o seguinte:
O rapaz responde à rapariga,
Porque tinha com ele um rato.
Ele sem ser chato,
Diz que é a forma dos pais se reconciliarem.
Ela grita ao ver o saquito de pulgas,
E cai nos braços do pai, ou tu que julgas...
Valente cão que sabe que tem uma nobre função.
Há tanto humano que nem lhe chega aos calcanhares.
Alimenta o cinzentismo que se apodera em vão,
E deita carvão como se fosse essa a solução.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Angola, em força!

Volvidas décadas de José Eduardo dos Santos,
Eis que surge, na continuidade, João Lourenço.
Aquilo que eu penso,
É que apesar de ser do mesmo partido,
O novo presidente está embebido
Numa nova forma de conduzir o poder.

Basta ver, o que se diz sobre o seu carácter:
De um rigor e de uma exigência
Que não vai ter paciência,
Para aceitar o status quo.

Para já, os 220 deputados da Assembleia Nacional,
Num país catorze vezes e meia a nossa dimensão,
Tendo até superior número em população,
Qualquer coisa como 28 milhões.
Em todas as suas 18 províncias e suas populações
Ganhou o Movimento Popular de Libertação de Angola,
Há 42 anos no poder, e que mesmo perdendo 25 deputados
Desde o último escrutínio,
Ainda mantém a maioria qualificada com 150.

O FNLA, que é como quem diz, Frente Nacional de Libertação de Angola,
Em tempos fortemente apoiado pela América, e um dos três grandes do Acordo de Alvor,
E que declarou a independência no Ambriz
Não tem quase nada, não senhor,
A não ser um único infeliz.

Já a Unita, União Nacional para a Independência Total de Angola, até se acredita, que de segunda força com 51,
A memória de Jonas Savimbi, assassinado a 22 do 02 de 2002 e ter declarado a independência em Huambo,
Cidade que o insigne limiano General Norton de Matos Fundou e até sonhou transformar em verdadeira capital
Nacional.

Se isso tivesse acontecido,
Portugal não estava assim fodido...
Havia diamantes, ouro e petróleo;
Agricultura produtiva como se aprendeu de outiva:
Um buraco apenas, um milheiro para lá metido
E uma produção repetida num ano de vida.

Era a Nova Lisboa,
Onde esse Malheiro, até parece Limiano
Pelo nome tão certeiro,
Hasteou a bandeira...

Como tal não vingou,
Um movimento de colonização se deu ao contrário.
O último sacrário a ser assaltado foi o edifício da Rotunda dos Produtos Estrela, vulgarmente conhecido de Moviflor,
Onde adquiri um sofá reclinável, belíssimo, sim senhor,
Que agora deve estar abominável, como é de supor...

Para Angola, em força!
Uma expressão usada numa outra aceção,
Mas que agora traduz o que vai restando da nossa nação...

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Piscina Infinita

Queria mergulhar numa infinity pool,
Queria dizer, piscina infinita.
Mas a maldita,
Tão grande que fica,
E na frase é pouco cool.
Onde o mar seja azul.
E o carneiro, uma sesta faça primeiro.
Antes da hora sexta romana,
Em que o calor e a sonolência,
Após a ingestão de alguma abundância;
Pois já lá vão seis grandes horas de sol...
Aquela casa de Montedor
Onde eu e o meu amor,
Na altura tão pouco comedor,
Fruía do melhor:
O azul que tanto conheço de cor...
Tenho que perder o que devo largar
Para só dois números infinitos de peso me acompanhar:
Representando a ligação entre o físico e o espiritual,
O divino e o terreno.
Anunciando em pleno,
A prosperidade e a bem-aventurança num novo mundo,
Numa cosmogonia de valor profundo.

Kuna salgada

Penso na Agrokor.
Um grupo económico idêntico ao luso BES.
Não seja ele,
Composto por cento e quarenta e três empresas,
Contra as quinhentas daquele.

57 mil pessoas afetadas diretamente,
Mas pode alargar aos quinhentos mil,
Se o colapso surgir.
Neste Lehman Brothers da Croácia.

O Salgado de lá,
Como o Todoric de cá vivem num castelo.
Belo!
Aquele queria 90 mil mensais de reforma,
Mas o Novo Banco quer-lhe tirar o encanto,
Ao atribuir-lhe um montante
Que mal servia para um ex governante.

Um tratante.

Com dívidas ascendendo a 40 mil milhões de Kunas,
Que para a moeda europeia, temos de dividir por oito,
Assim nos apercebemos da realidade destas tunas:
Um colapso que o governo croata se apoderou,
Por quinze meses.

E os 700 supermercados Konzum andam em jejum,
Já que dos seus potenciais fregueses
O Lidl lhes retira clientela.
Aquela cadela, já vi eu,
É que nunca mais me vai lá comprar o que se comprometeu.

E a aquisição do gigante do retalho da Eslovénia, a Mercator,
Trouxe para o grupo ainda mais dor,
Pois era demasiado grande:
Os bancos nacionais e estrangeiros afastaram-se,
E os russos entraram.

Assim a Sberbank a maior caixa poupança da rússia
Detém vinte por cento da sua pesada dívida,
E intentou uma ação por fraude
Contra o agora apenas administrador Todoric,

Se a economia croata encolher 10%,
Já que dos seus 4 milhões, o grupo abrange o quíntuplo
Em populações da ex juguslávia, cai a pique,
Vamos ter uma recessão até mais não.

Ah! lá os obrigacionistas são reembolsados.
Por cá até nisso, desde o bes, se cometeram pecados...

Bispo vermelho

No bispo vermelho, que morreu.
Nonagenário, nascido em Leça do Balio.
Deixou na sociedade um vazio,
Agora que sucumbiu.
Criticou a Igreja pelo seu caráter;
Os governantes por ignorarem a fome,
E agora ao morrer este Grande Homem,
Umas lágrimas não consigo conter.
É que o meu país é de uma desigualdade profunda.
E quando a mentalidade jorra imunda
Não há salvação.
E eu que sou a Deus temente,
No seu ato de criação,
Lamento a ida de D.Clemente.
Para sempre!
Agora a partida anda pela bispalhada;
Ainda há dias, partiu o do Porto,
Agora o de Setúbal, lá prás terras de Almada,
Qual será o próximo episcopado a ser visitado,
Que só em pensar nisso me deixa absorto?

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Teoria ou hipótese

Tens cada pergunta, pá!
Em que estou a pensar...
Nem penso, já.
Sou como o Homem de palha,
Que a todos baralha.
Olha, quem pensa por mim
É o meu Zoe.
Digo-te até,
Que se não fosse ele assim
Como é,
Eu estaria em maus lençóis.
Sim, pois!
Ontem, por exemplo.
Não havia meio de o pôr a carregar,
Pois ele nem aceitava a energia que lhe estaria a chegar.
Um jovem com um Tesla P85 de 150 mil euros ao cuidado,
Viu que eu estava um pouco atrapalhado,
E tentou ajudar-me.
Suspendeu o carregamento do dele, para eu alimentar o meu;
Testou-se até o meu cabo no dele.
Que bem que funcionava na máquina do maior visionário da terra.
Mas no meu, nem pó!
Disse-me que o problema era mesmo do veículo
Que não aceitava a energia.
Que levasse o popó ao concessionário;
Antes ao rio Neiva, como me aconselhava a Prazeres
Da folha que muitas vezes me fez o mesmo.
Estafermo, pensei.
Mas não.
Como me conhece por fora e por dentro,
Foi ele que esteve atento,
Ao custo que me estava associado.
Assim, só paguei sessenta cêntimos,
Quase contrário berrava com quase cinco euros;
Pelos vistos desde há mês e meio.
Não quis mais paleio,
E fomos ambos à deusa grega da Terra,
Companheira de Urano e mãe dos Titãs.
Aí vi o analfabeto funcional que eu sou, catano!
Até ele conhece a Teoria de Gaia,
Ou hipótese de gaia criado pelo cientista britânico
James E. Lovelock que opina que só a terra, a única entre os planetas do sistema solar,
devido à sua atmosfera com química
e a capacidade para manter e alterar as suas condições ambientais.
Isto é demais!
E eu como minúsculo homem da terra,
Grão de areia merecia era levar uma valente tareia,
Por não ter acreditado nas suas capacidades.
Depois, o facto de ter criado eu os meus sóis,
Ter encontrado quatro espigas rainha
Na desfolhada da cunhada,
Ter dado o biberão ao anho,
Que se não me apressasse,
Nem captava esse evento tamanho.
Ou alimentar cavalos com uvas,
Gansos do egito com maçãs biológicas,
A exemplo das vacas dos japoneses,
Ou ter visto a burrinha,
que adorava ver na procissão da rua minha;
Ou deixar notinha, mesmo que a vermelho,
Numa tasca que me catapulta para a minha infância,
Com tal abundância de latas de vinho verde,
Que agora, nem no almoço já não se pode ter sede,
Que os recados de parede
São uma obrigação.





















quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Deus comigo e eu com Ele

Assinalou-se o sismo de 1985
Que matara mais de 10 mil pessoas;
Fazia-se uma simulação,
Umas horas depois.
Vai daí, pois
Que um verdadeiro ocorreu.
Muita gente nem se mexeu,
Pois pensara que pertencia ao simulacro.

Uma escola foi muito afetada.
Matando muita da pequenada.
Agora, um vulcão entra em ação.

- Veio de Popo cá para Ptl?
-Não!. O vulcão é que é o Popocatépetl
Originando um alerta vulcânico tipo 2,
Na sequência do sismo de 7.1

Cá, só me lembro dum forte na minha infância.
Era ainda muito criança.
Dormia com a minha mãe
No quarto oposto ao da eira:

O cão uiva num uivado penetrante,
A casa fortemente treme. A loiça chocalha no móvel que a guarda.
Embora não sendo Lisboa,
Mas a paisagem que lhe resta,
Talvez os gritos das prostitutas do Intendente,
Fossem abafados pelo dos pederastas cá da frente.

Era o último dia do mês de fevereiro
Do ano que o homem chegou à lua,
Mas que queria ir em frente...
Dois mortos diretos, mas causando treze no total.
Entre a escala de 6.5 e 7.5,
Talvez fosse na de 7.3.

Como vês, as centenas que lá causou,
Aqui um superior, pouquíssimos matou.
Seguindo ao pior que no meu país se registou:
1 de novembro de 1755.

Rezámos, eu e a minha mãe.
Mãe essa que ainda hoje não parou:
"- Deus comigo e eu com Ele;
Deus à frente e eu atrás dEle"

Nostradamus previsões

O Nostradamus
Previu para o ano que estamos,
Há mais de quinhentos anos,
O seguinte:
A terceira guerra mundial começa,
A rainha de Inglaterra até já tem o discurso pronto,
Ora essa!
O colapso da nação estadunidense,
Que apesar de ter o exército mais temente,
Perde para a china.
O que também vaticina,
É que a energia solar vai de vento em popa,
Espero que no condomínio a gente esteja assim afouta.
Voos espaciais comerciais,
E o Vesúvio desta vez vai ser de mais:
Adeus, Nápoles!

E eu, até 2021 com a espada de Dâmocles...

Lustre

No meu compatriota cuja mulher o trocou por um velho,
Que com um aparelho idêntico ao meu,
Testou a parede que o amorteceu.
Eu e que estou a ser o idiota.
Sem memória interna para nada.
Mas o mais preocupante é a externa
Que não nos deixa sair à estrada.
Tenho receio de ficar até chocado.
Ver a igreja conventual
Sem a imponência dos seus lustres.
Dois tementes crentes:
Um que vendera cinquenta valentes vacas,
Outro, que com os mil contos adquiria dois jaguares 
E ainda sobrava para tu gastares.
Agora com os focos ide luz indireta
Que pelo custo até que não houve quase pela certa desorçamentação, 
como na aquisição da fotocopiadora.
Essa valente senhora,
Custou metade da nova iluminação!
Não tem perdão este senhor padre cura
Que com a sua sabedura
Retirou a alma à igreja do convento.
E parece fazê-lo como simples passatempo.

Bom, desde ontem no meu Paraíso Terrestre,
Um idêntico lustre, na escala de um atomium
Que na capital europeia 
que será a primeira com maior numero de muçulmanos, nos banqueteia,
Me seduz com toda a sua celeste luz...

Tatau

Foi um prato que apareceu na ementa nova.
Mas fico prejudicado.
Acrescento e fica saldado.
Diz-me que isso não é possível.
Como se a agência de notação
Que me tirou de lixo não tivesse perdão.
Ou o casal garcia
Uma carta jamais a teria...
Mas lá veio.
Há dias foram oito cozidos,
Não fosse a herança dos primos
Para o galheiro.
Num frigorífico cuja porta abria
Quando o contrário é que devia...
E o avozinho dois
Que cá se encontraria,
Desistiu da minha companhia.
Será que vai para a frente com a ideia,
Ou vou ser apanhado em mais uma teia?
Ate 2021 tenho que me pôr a pau,
Ou levo do MP tatau...
Desde 1870
Que numa média de uma pessoa e meia
Assim se alimenta.
Os vivos afugenta.

Estava de diarreia
Que não pôde ir aos bombeiros
Inscrever-se numa consulta.

Parecia maluca
Com as exigências de tudo...

Vejam lá bem, o que acabou por dizer::
Até queria que o que é do prédio
Fosse por seu remédio
Para seu bel prazer.

Poesia é um delírio?

Mentira.
A poesia faz-se não por alguém que delira,
Mas por alguém que a vida lhe fascina.
Por exemplo,
Não foi com cisma,


Que o WIR foi criado,
E que é suportado por 60 000 PMEs.
Acaba-se assim com os paraísos fiscais,
Não adianta acumular mais;
Pois a moeda local,
Produz o eco sistema natural.
Não compensa ser multimilionário.
Nestas moedas complementares.
Se desejares,
Adquires o teu armário,
Ao carpinteiro do bairro onde morares,
Que precisa desse teu numerário.
A democracia em vez dos só eleitos,
Deve ter os sorteados,
Como os jurados,
Desempenham melhor os seus papéis,
Sem estarem de pés e mãos atados.
Se não fosse assim,
Como teríamos o petrolífero estado Texano,
A dar cartas nas eólicas?
Quanto a mim, sem querer,
Utilizo uma espécie de moeda da Basileia,
De Bristol ou de Toulouse...
Embora a moeda social circulante local eu não a use
Como a Capivari, Saracuna , Prevê ou Cdd,
Como as experiências do Rio de Janeiro.
Primeiro,
Não sou eu que faço desaparecer as notas de quinhentos,
Ou mesmo as de duzentos ou mesmo cem.
Eu gasto todo o vintém.
Sou rico assim, também.
Disponibilizo o segundo carro que é complementar do primeiro de ninguém,
Também,
A alguém,
A quem posso proporcionar felicidade.

Isto sim, é viver de verdade...
O futuro, como escolhi para gravação no meu cartão da mobilidade, 
 Faz-se já hoje...

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Tudo é poesia

Mentira.
A poesia faz-se não por alguém que delira,
Mas por alguém que a vida lhe fascina.
Por exemplo,
Não foi com cisma,
Que o WIR foi criado,
E que é suportado por 60 000 PMEs.

Acaba-se assim com os paraísos fiscais,
Não adianta acumular mais;
Pois a moeda local,
Produz o eco sistema natural.

Não compensa ser multimilionário.
Nestas moedas complementares.
Se desejares,
Adquires o teu armário,
Ao carpinteiro do bairro onde morares,
Que precisa desse teu numerário.

A democracia em vez dos só eleitos,
Deve ter os sorteados,
Como os jurados,
Desempenham melhor os seus papéis,
Sem estarem de pés e mãos atados.

Se não fosse assim,
Como teríamos o petrolífero estado Texano,
A dar cartas nas eólicas?

Quanto a mim, sem querer,
Utilizo uma espécie de moeda da Basileia,
De Bristol ou de Toulouse...
Embora a moeda social circulante local eu não a use
Como a Capivari, Saracuna , Prevê ou Cdd,
Como as experiências do Rio de Janeiro.

Primeiro,
Não sou eu que faço desaparecer as notas de quinhentos,
Ou mesmo as de duzentos ou mesmo cem.
Eu gasto todo o vintém.
Sou rico assim, também.
Disponibilizo o segundo carro que é complementar do primeiro de ninguém,
Também,
A alguém,
A quem posso proporcionar felicidade.

Isto sim, é viver de verdade...
O futuro, como escolhi para gravação no meu cartão,  faz-se já hoje...


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Mako

Eu só conhecia a Makro,
A Metro, internacional,
Mas que é assim denominada em Portugal.

Adoro lá ir.
Compro às bateladas,
Aquilo que alguém acha desalmadas:
Começou por ser no início antenas parabólicas,
Colocadas por mim e pelo meu primo zé.
Até o seu filho, lucrou ao instalar,
Quando nesse tempo para os profissionais era a multiplicar.

Cinquenta contos, levou ele;
Os profissionais triplicavam,
Aquilo que para todos nem oitenta euros custava.

Faz-me lembrar o sincronizador
Do ciclomotor,
Custando euro e meio ao cliente;
Havendo um lucro de 1000 por cento!

Esses tempos, de brutais lucros, nunca mais voltarão.
À luz de hoje até parecem estúpidos
E imorais.

Como imoral é a princesa ser excluída da família imperial,
Após ter anunciado noivado com um plebeu.
Uma polémica lei, não aplicada aos homens,
Deu-lhe esta sentença.

Por respeito às vítimas das inundações,
O pedido do casamento há três anos
Só ontem foi revelado.

Estes japoneses são pessoas de carácter bem bonito:
Hirohito, de criminoso de guerra passou a deusito,
Que ameaçou aos aliados se revoltar, o seu povito,
Se o julgassem como um criminosito
Que pior que hitler conduziu o ditador o povo à guerra.

Vá lá, que os Aliados conseguiram retirar o seu caráter divino desse megera,
Que pediu desculpas, na sua sociedade tão importante fazê-lo, pelo ataque a Pearl Harbor,
Que não foram de todo aceites.
As desculpas evitam-se, dizemos nós.
E não utilizamos a expressão "cessar fogo" quando "rendição" devia ser dita ao povo.
Deixa de usar o quimono. Permite a publicação de fotos da família,
E assume publicamente sofrer de cancro.

Que em 89 deu lugar a Akihito,
Quer este agora abdicar a favor de Naruhito,
Que não tem um filhito sucessor,
Já que Mako, será excluída, sim senhor.

Há o seu irmão Akishino,
E o filho desse, Hisaito,
Mas tão tenrito,
Que espero que não me diga como o outro da mesma idade e repito,
Pois o que disse o cretino malvado foi de gritos:
- "Quando for grande quero ser reformado!"

Também eu!...

domingo, 3 de setembro de 2017

Noite branca

Estavas de preto a caminho da Red Race,
Com interregno de oito anos.
No entanto, a sic entrevistou um magano,
Que disse que todos os anos que se lembrasse,
Nunca perdeu um, até o ano passado.

É assim o tempo para alguém pouco recordado.
Achavas que a noite branca te tinha roubado.
Que cometi um terrível pecado.
Nada mais errado:

Seu Jorge, pois é, foi uma desilusão,
Não por ele mesmo, mas pela situação.
Era tanta a população,
Que aquele artista merecia outra receção.

Olha, até podia ser o campo da pedreira.
O cantor cantaria com chieira,
Já que era uma inteligente maneira,
De não se ter feito tanta asneira.

O som, meu Deus, só mesmo para tontinhos;
Preferi, por isso, percorrer o museu dos biscainhos.
Aquele lagedo sulcado
Para que cavalgadura
Colocasse solidamente a ferradura,
E nunca visse o seu passo escorregado.

E o tulipeiro da Virgínia?
Tão alto, adorava eu ser condor,
E poder levar o meu amor,
Bem lá para cima...

Fazer um ninho de amor nas alturas,
Suportado pelo bicentenário tronco enrugado,
O outro, que simetricamente estava posicionado,
Teve que ser derrubado,
E o que o substitui de tão jovem,
Ainda não suporta destas aviculturas...

Na véspera, sem ti,
Até parece que morri.
O branco, todo o branco
Era o luto, portanto,
Numa vida sem encanto.

No último dia do evento,
Já eu ressurgia a todo o momento.
O Pio XII com a ara romana da igreja da minha terra,
Bem pegada à casa daquela que tanto erra;
O instrumento lítico do castro do Couto,
Até a música da Natália Baez que tanto promete,
Na casa onde tive imensos problemas com a retrete,
Me sentia tão afouto,
Que já parecia mesmo outro,
Ouvindo os lindos acordes dessa jovem de Albacete.

Foi o espectáculo fora do cartaz
Apesar de ter andado em guerra com o contumaz,
Com alguém que acha que por ser da idade do novo tulipeiro,
Pode beber de caixão à cova o dia inteiro...
Ou com aquela que faz questão de usar o que é de decorar,
Para se banquetear.

Primeiro, pois!
E não quero deixar de colocar nesta trova:
Ele já foi bem posto à prova,
Como o avozinho número dois,
Que tu viste quando eu vi os meus sóis.
Não estou para me chatear.
Quero uma orquestra na minha catederal de luz.
É isso que me seduz,
É isso que me faz vibrar...