«Os edifícios antigos não nos pertencem. Em parte são propriedade daqueles que os construíram; em parte das gerações que estão por vir. Os mortos ainda têm direitos sobre eles: aquilo por que se empenharam não cabe a nós tomar.»
John Ruskin escreveu isto assim.
Por isso, quando vejo uma obra demolida,
Como foi o da Rotunda dos produtos que eram todos estrela,
Sinto uma mágoa enorme; uma profunda ferida.
Apenas resta o topónimo naquele amontoado desconforme;
Para seguir o mesmo último tipo de vida;
Ou a casa onde nasceu o António Feijó,
Virar um parque de estacionamento, só!
Mete dó!
Porque nem respeitamos o direito por que se empenharam,
Nem as gerações futuras porque delas já os privamos.
Para onde vamos como Nação só?
O que sofreu um Conquistador, um Príncipe Perfeito
Ou um governante que expulsou da casa todos os demónios?
Por isso reclamo para estes heróis, quantos anónimos,
O respeito merecido.
Aos sofredores, que calcorreiam os centros de saúde, os hospitais, os seus corredores,
O reconhecimento que lhes é devido.
Só assim faz sentido...
