Tenho que levar um produto
Que exale o mau cheiro do sovaco;
Tenho de levar pijamas;
Tenho que ser o herdeiro do profissional de Sevilha
Dessa é que me não escapo.
A quantas exigências, meu deus,
Obriga um hospital de rectaguarda;
Pensei que fosse só para convalescer,
Não para o embelezar!?
Até na doença somos vaidosos...
Preferia antes que se expulsasse
Quem não está presente nas sessões da assembleia,
Como a do caso da votação da suspensão do diploma,
Que a todos mete em coma.
Só mostra, que os iniciais 172 constituintes de 1821
Muitos representando o Brasil e o resto do império,
Eram mais do que suficientes.
Agora com 230 e sem brasis e outras colónias
De reinos unidos que chegavam daqui a países bálticos;
A longínquas estónias;
Ter essa corja é um impropério
Que há que lhe pôr cobro.
Até esse órgão de soberania
Foi vítima do instituído empregadorismo...
Que se arranje deputados substitutos;
Que se vá às galerias do parlamento,
Aos hospitais psiquiátricos;
Que se convoquem genuínos malucos!
E o parlamento que regresse à condição de convento.
Que antes se reze;
Se cure,
Se leia,
Se pregue...
Mas o maluco sou eu
Que remo contra a maré.
Há fome, há miséria no meu país.
Mas tudo vai às mil maravilhas,
Ou não é verdade, ó amigo zé?
sábado, 13 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Preço e valor
"O preço é o que pagamos
Valor é o que recebemos"
Warren Buffet, o único aluno da universidade de Columbia
A quem Benjamin Graham,
O Orlando de Carvalho lá do sítio,
Dera um A+,
Disse isto!
Quem percebe de aplicações bolsistas
Não pode deixar de conhecer,
Estes dois artistas.
Pois eu, também dou igual nota à minha prole:
Ontem mostrou-me a nota de uma disciplina
Hoje trouxe-me o pequeno almoço à cama,
E é isso que agora me anima.
Só quem não ama,
Não descortina;
Não sabe como é bom ter estes mimos...
O dia vai ser duro
Como majestoso é o Monte da Nó,
Avistado do meu quarto,
Encontra-se como eu: só!
Preciso do amor puro.
É o valor quando não há um muro.
Adorei, ontem, iniciar o "Lavrar o Mar"
Ali, no cemitério de Sendim.
A companheira embelezava
Quem lá tem no santo jardim;
Eu cultivava-me assim.
O amor precisa de se reforçar...
Valor é o que recebemos"
Warren Buffet, o único aluno da universidade de Columbia
A quem Benjamin Graham,
O Orlando de Carvalho lá do sítio,
Dera um A+,
Disse isto!
Quem percebe de aplicações bolsistas
Não pode deixar de conhecer,
Estes dois artistas.
Pois eu, também dou igual nota à minha prole:
Ontem mostrou-me a nota de uma disciplina
Hoje trouxe-me o pequeno almoço à cama,
E é isso que agora me anima.
Só quem não ama,
Não descortina;
Não sabe como é bom ter estes mimos...
O dia vai ser duro
Como majestoso é o Monte da Nó,
Avistado do meu quarto,
Encontra-se como eu: só!
Preciso do amor puro.
É o valor quando não há um muro.
Adorei, ontem, iniciar o "Lavrar o Mar"
Ali, no cemitério de Sendim.
A companheira embelezava
Quem lá tem no santo jardim;
Eu cultivava-me assim.
O amor precisa de se reforçar...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Nunca é tarde
Acabei de ler um poema do poeta russo Maiakovski,
Fica a bailar no pensamento a última estrofe:
"E porque não dissemos nada
Já nada podemos dizer"
Outro de Bertold Brecht,
Que ainda tem mais a dizer;
Como que abre na minha mente uma brecha:
"Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo"
É esta falta de solidariedade
Que acabou por ditar a minha desdita.
Por mais que a classe sofra
Berre, lute, faça greve...
Seja até considerada pelo povo português
A classe maldita,
Mesmo amenizada por flyers ou filipetas
Já que no que toca aos folhetos, panfletos
É tudo produtos obsoletos.
Eu devia era ter-me importado com todos eles
Eu devia era sofrido quando eles sofreram;
Eu devia era ter feito greve,
Quando aqueles meus vizinhos a fizeram,
Mas não fiz: por isso a "mea culpa".
Mas vou avançar para a luta.
Dia três, dia nove,
Vão ser a prova dos nove.
Porque acho que nunca é tarde...
Nunca é tarde ouvir de um amigo
Dizer num tom até querido,
Daquele que teve que emigrar:
"Ao menos tu és... és sempre a mesma merda!"
Foi uma risota de estalar
Como vês,
Bem diferente da do parvalhão,
Que caíu como um vulcão
Naquele chantier,
Algures perto do antigo cone vulcânico,
Não muito longe de São Tropez
No departamento do Var.
Fica a bailar no pensamento a última estrofe:
"E porque não dissemos nada
Já nada podemos dizer"
Outro de Bertold Brecht,
Que ainda tem mais a dizer;
Como que abre na minha mente uma brecha:
"Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo"
É esta falta de solidariedade
Que acabou por ditar a minha desdita.
Por mais que a classe sofra
Berre, lute, faça greve...
Seja até considerada pelo povo português
A classe maldita,
Mesmo amenizada por flyers ou filipetas
Já que no que toca aos folhetos, panfletos
É tudo produtos obsoletos.
Eu devia era ter-me importado com todos eles
Eu devia era sofrido quando eles sofreram;
Eu devia era ter feito greve,
Quando aqueles meus vizinhos a fizeram,
Mas não fiz: por isso a "mea culpa".
Mas vou avançar para a luta.
Dia três, dia nove,
Vão ser a prova dos nove.
Porque acho que nunca é tarde...
Nunca é tarde ouvir de um amigo
Dizer num tom até querido,
Daquele que teve que emigrar:
"Ao menos tu és... és sempre a mesma merda!"
Foi uma risota de estalar
Como vês,
Bem diferente da do parvalhão,
Que caíu como um vulcão
Naquele chantier,
Algures perto do antigo cone vulcânico,
Não muito longe de São Tropez
No departamento do Var.
Assinar:
Postagens (Atom)
