segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Trincar a vida

Trincar a vida,
Ser um buldog
Torga, emitiu
O atrevido assim o viu.

Alegre relatou
O ex namorado lhe perguntou.
Se gosta, gosta.
Esta lá. Sem cerimónias.

Se parece, parece
E aos olhos duma crianca
Nao ha pruridos como acontece.

Mas quando um cão não está domado,
E leva tudo para o seu lado,
Há um problema sério:
Esconder tudo do animal,
Já que ele abocanha.

E triste ouvir-se dizer
Que por causa de alguém,
Deve tudo se esconder,
Porque se apropria também.

Temos que ver
E sem espumar
Não querer logo ter,
Não querer se apropriar.

Os olhos grandes e bochechas
Augusto Cid e outros decanos
Ate o viram como baleias
E ele prefaciou.

Adorava tanto prefaciar...
Sublimação de publicar...

As críticas eram aceites.
Mas se não há alteração,
Para que serve a indignação?

Tu tens de ir ao tostão,
Mas há quem sem custo nenhum
Apanhe uma conjustão
Enquanto estás tu em jejum.

Até aqui era ele quem mais abocanhava.
O Eanes fica-se pela oitava parte,
Daquele que sempre trincou toda a vida...

Trincar, sim
E sem ser, parecer,
Mas quando isso está mesmo a acontecer,
E não há para ti,
E não há para mim,
Arvoro-me ao direito à indignação!

Começar com seis por cento
E achar que vai ganhar,
Tal como dizia que se atirasse da janela,
La pra baixo, pra viela,
Nada de mal lhe iria acontecer.
Embora os circunstantes soubessem
Que iria morrer...

E siga a Marinha
Grande ou pequena,
Há sempre quem engula sapos,
Mesmo sem lhe dar sopapos
Por causa duma avantesma,
Por causa dum fetiche...

E fixe!

Nenhum comentário: