quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O meu Romance

A minha filha Inês,
Romance de Jaime Ferreri.
Aquileio, Edições.
Vai despertar paixões,
Outra vez.
A apresentação será na Casa da Cultura,
Amanhã, na terra do Fernão de Magalhães.
Apresentação a cargo de Carla Barbosa,
Não sei se é versada em prosa,
Se sugeriu que se façam pães,
Como há bolos que evocam essa aventura?
Sei que vai ser em rigor matemático,
Como se a matematização do real,
Não fosse coisa normal,
Especialmente para quem é!
Às 21:31: assim é que é!
Tanto rigor levou-me a confundir;
É que a 19 próximo será na casa do professor,
Em Braga.
Mas eu, já lá fui há nove dias atrás!
Como não há lançamento algum?
Porque sou eu que faço a agenda.
Ficaria para a calenda...
E porquê isto, Cristo?
Ele não teve Inês alguma;
Eu ajudei a conceber uma?!
Até a vi nascer.
Rumei com toda a velocidade
Pois a progenitora entrara em trabalho de parto,
Soltaram-se as águas.
Bem antes de chegar à maternidade.
O banco do pendura ficou ensopado
Desse líquido abençoado.
Por isso eu fiz confusão:
Misturou-se o real com o imaginário,
Mesmo volvido o início do segundo quarto de século.
Porquê esta reprimenda?
E queria oferecer-lhe no aniversário esta prenda.
Aquilo que ainda estava no prelo.
Mas era tão forte a ânsia de tê-lo!
Mesmo correndo o risco de ao oferecer-lho,
Ver o desgosto no semblante percorrer-lho,
Porque cá o seu cota, o seu velho,
Não teve capacidade de o produzir,
Ficando-se pela dedicatória que ao autor iria pedir...
Mas para mim,
Fazendo um pouco de batota,
Quiçá rasgando uma ou outra página
O livro era meu...
Por isso, povo da ribeira Lima;
Povo do Neiva,
Estejam presentes ao evento que se avizinha:
Que o romance é sua seiva
Mas a Inês é muito minha...
Ele que vá ao registo e que veja de quem é a patente, sim!
Que é dele, que me prove.
Até lhe escolhi o mesmo dia para nascer, bem antes de a conceber:
Dois cisnes de mim...
O próximo romance já sei que se vai chamar Diogo.
Mas isso é fogo...

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