Tenho que levar um produto
Que exale o mau cheiro do sovaco;
Tenho de levar pijamas;
Tenho que ser o herdeiro do profissional de Sevilha
Dessa é que me não escapo.
A quantas exigências, meu deus,
Obriga um hospital de rectaguarda;
Pensei que fosse só para convalescer,
Não para o embelezar!?
Até na doença somos vaidosos...
Preferia antes que se expulsasse
Quem não está presente nas sessões da assembleia,
Como a do caso da votação da suspensão do diploma,
Que a todos mete em coma.
Só mostra, que os iniciais 172 constituintes de 1821
Muitos representando o Brasil e o resto do império,
Eram mais do que suficientes.
Agora com 230 e sem brasis e outras colónias
De reinos unidos que chegavam daqui a países bálticos;
A longínquas estónias;
Ter essa corja é um impropério
Que há que lhe pôr cobro.
Até esse órgão de soberania
Foi vítima do instituído empregadorismo...
Que se arranje deputados substitutos;
Que se vá às galerias do parlamento,
Aos hospitais psiquiátricos;
Que se convoquem genuínos malucos!
E o parlamento que regresse à condição de convento.
Que antes se reze;
Se cure,
Se leia,
Se pregue...
Mas o maluco sou eu
Que remo contra a maré.
Há fome, há miséria no meu país.
Mas tudo vai às mil maravilhas,
Ou não é verdade, ó amigo zé?
sábado, 13 de dezembro de 2008
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