quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dádiva

A maior esmola na missa eu dei.
Ao irmão, tal ocorrência eu relatei.
-Deixa! não te arrependas nunca de dar a Deus,
Já que Ele paga em muitos múltiplos, até aos ateus.


Eis que logo ali o sorriso mais belo contemplo,
Brotando da mais bela mulher que já conheci;
Conversas de circunstância, no campo santo,
Estava a ver que o convite do café, punhas de lado.

Sabes, senti-me até abençoado
Quando me recordaste a generosa dádiva
Há mais de sete lustros ocorrida:
Deste-me a tua inocente vida!

Não exigiste nada! Não apostaste sequer, nada!
Muito menos, a família contra mim, viraste.
E eu até que merecia: não paguei o que devia...

A flor, em generosa dádiva, desabrochada.

Obrigado por me teres lembrado,
Do vestido que ao chegares a casa, viste manchado;
Quando a minha maior preocupação, sabias,
Foi não ter sequer ejaculado.

Foi a emoção de então;
Estava, se calhar,  nervoso
Contive-me até mais não;
Não era o meu momento, coração,
De ter o orgasmo todo poderoso!

Obrigado, meu Deus, por tão múltipla retribuição.
Se me levasses hoje, como levaste quem levaste
Ia agradecido porque uma deusa me enviaste.

Dádiva divina em jeito de oração.




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