terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Entrudo triste!

Olho para o teto e vislumbro se é algum dos candeeiros pela marca sueca referidos
Mas não. São de lá sim, mas estes são de outro tipo.
Se calhar foram parar à terra do Carnaval que sempre esteve no ar,
Na dona que telefonou e ameaçou lá de Ovar.

Não te pedi nada!

Sim, parece a minha triste sina!...
A máquina pequenina, como esta daqui, que pensava ele que lha ofereci.
E espalhou por todos os filhos da igreja acima,
Ou a do café, mas cuja poupança desvaloriza até.
Alegando tal como na novela lusa
Que está lá à minha disposição...

E eu que nem gosto de café!

Não me consigo fazer entender,
Que tudo o que deixo aqui é para desfrutar,
Embora tivesse levado a excelente máquina de lavar.

De facto os inquilinos não agradecem,
Destroem aquilo que me custou a alma.
Gasto tudo com eles - fartou-se a cara metade
Que já há anos anda sem calma,
E eu muito menos: da imobiliária nem o abri
Que agora ficou com a chave e que se vá enforcar...

Não há entrudo com este tempo assim:
Queria ser novamente criança e vestir as roupas velhas,
Sem gastar fortunas aos pais, como as de agora
Ir ao Lindoso era uma ideia,
Não fosse este tempo chuvoso que chateia.





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