sábado, 25 de junho de 2016

Sento-me e escrevo
O que escrevo não sei.
Se aqui cheguei
Se calhar nem isso devo.

Tenho que ir à feira afonsina a guimarães.
Aí. ser como todos os demais;
Ouvir e fruir de tudo da época,
Mas sem tudo meter à boca.

Nem batatas, feijão; café;
Tabaco nem coloco nesta preocupação sequer,
Preocupo-me é contigo, mulher
Que se calhar deverias ir para fafe.

E sofrerias a justiça terrena de lá;
Enquanto eu por cá,
Mergulharia no longínquo passado,
Até acharia que Portugal teria ultrapassado
A besta que deixou a ferradura de lado...

Na luta de um retângulo
Contra uma cavalar ferradura,
Embora o reinado desta
Terminasse quando o de Zamora se augura,
Não é por estarem protegidos,
Com o natural amuleto contra a inveja,
Que a sua vitória de antemão se festeja...

Se na altura, se entregaram aos reis húngaros,
Bem, que poderia ter sido por cântaros;
Bastava que do Drava ao adriatico,
Se encontrasse este retângulo simpático,
Para nele se encherem, como nós,  da diáspora,
Que todo o mundo, agradavelmente, infesta...

Sim, vai haver festa...
Prognósticos...só mesmo no final do jogo.
Zero a zero, ou três a três é que não pode ser,
Embora houvesse quem assinasse por cima.
Há uma coisa a não esquecer, de momento:
Basta o rectângulo entrar pela ferradura dentro!...

O estádio é tipicamente inglês,
Que agora da união se foi de vez;
Já que quando entrou foi só para desunir por dentro
E serem os otomanos a parcialmente ocupá-los,
vamos nós antes ocupá-los, integralmente, de vez,
Nem que tenhamos todos de dar o litro;
Mas mais o ronaldo, pois o recorde é seu...

Como vez, está visto!
E perante isto, nem com a ajuda toda de cristo
A meia cristandade ombreará com a cristandade inteira.
Nem é para pôr à sua beira...

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