segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ominoso

Funesto
Nefasto
Fatídico,
Borrasco.

Ondas
Boas ondas;
Onde o mar ondeia;
Não estas,
Originando apneia,
Prisão de teia,
Cama de Procusto,
Que me chateia.

Denunciar como Punch
Em 1891, as oito horas de trabalho,
Ou o caruncho,
Que nem com alho,
Despejado por todo o soalho,
Me afasta deste 31...

E estou em jejum.
A água tem de assentar,
É cedo para morfar.

Invoco Teseu,
O herói que é meu,
Para infligir ao bandido,
O brutal castigo,
Que infligiu.

Colocar lateralmente,
sem pés nem cabeça,
Para que toda a chatice
Não aborreça.

Mas denunciar,
Pode acontecer como à satírica revista,
Que na sua nova série no ar,
tenha uma tiragem que não resista.

Se resistiu de 1841 a 1992,
E em 96 retomou até 2002,
Veio depois,
Este longo vazio.

Até me arrepio...

Regressará após o Brexit,
Lá para dezoito ou dezanove?
E se nestes dois anos.
Forem como as duas horas
De Málaga, na costa do sol,
Onde quase nunca chove,
E vai tudo a nove?

Cada vez pior,
à medida que passa o tempo.
É que o Mare Nostrum
virou cemitério do momento.

Por isso, faço jejum!

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