É tão doce a tua nobre varanda.
Conseguimos estar os dois, à quanda.
Mas se se tirar as portas de correr,
Cabe lá sempre gente até caber.
E depois tu tiras as fotos para permanecer
Como se num outro local, a tua vida,
Estivesse a acontecer.
E ela é tão de fugida...
Como as gotas de água aspergidas
Do meu cabelo para as tuas plantas sequidas;
Que pena, não ser o cabelo forte...
Como quando o cortei em Santa Margarida,
Uns quatro lustros depois de sair de Luanda,
A minha mocidade sonhava ser assim toda a vida,
Como se nunca mais, em dia algum, houvesse a morte...
E não há perdão!
O criador, ou outra entidade que o for,
Leva-nos, tenhamos tido uma vida enobrecida,
Ou ou a mais reles assumida.
Por isso entendo que sejas Deus,
Na sua forma feminina;
E aches que tens a pior sina,
Por te encontrares com os passos meus...
domingo, 27 de agosto de 2017
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