Mãe, não pude vir cá ontem, como viu;
Uma criatura de Portugal, partiu.
Era serva de nossa Senhora da Conceição.
Sucumbiu no dia da sua sagração.
Há muito, decorriam os anos noventa,
Era companheira daquela que não chegou aos oitenta.
Em 2002, maio, essa sua homónima abalara;
Agora, mais dezassete anos esta aguentara.
Naquele ano, a igreja de Santo António,
Era palco de uma criatura vítima do demónio.
Esta não; viveu longamente.
Quase que vivia para sempre.
Mutações genéticas; enchimento a oitenta por cento,
Para se morrer, há sempre muito, muito tempo.
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
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