quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

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Anos e vinte e seis dias!
Está a ver, mãe: o tempo que ainda tem?
Adorava tê-lo eu, também,
Mas fiz muitas tolarias.

Mãe, tenho de ir montar uma pequema exposição de alguém de Gominhães.
Teresa Macedo, escritora de Guimarães.
Fragmentos de Natal, Musgos e Baquet A Vala Comum.
Este, um teatro que desaparece de 20 para 21 de março de 1888 sem haver mais nenhum.

Mas sabe, mãe, também lá tenho um colega, no trabalho,
Que já escreveu tês livros.
Teve uma encefalite, onde quase perdia de vez o apetite.

Vidas ao Vento, temática da vaidade.
Mostrar a si próprio que ainda tinha alguma dignidade.
Um não o publicou, e o que aí na forja está, é sobre a morte, essa realidade.

É quando Deus quer, filho!
Dê-me a sua benção, mãe.
Deus te abençoe.
Que belo filme vi hoje: Buonarroti e Júlio II
Sobre a relação de um papa com o pintor da Capela Sistina, em Roma.
Papel de Deus e de Adão, na obra, Criação.

Ele que queria desistir,
O papa que o forçou a prosseguir.
O ator que para se parecer com o pintor imortal, segundo se diz
Colocou uma haste de aço no seu próprio nariz

Mãe, um escultor foi tornado um grande pintor;
Uma simples capela em honra do tio Sisto IV, tornou-se o Conclave,
Pela rara beleza, é possível que nunca acabe...

Agonia e Êxtase em quatro anos...

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