quarta-feira, 24 de maio de 2017

Compreender o 15 de Março

Que hoje é o dia nacional da enurese,
Em que 21 por cento das crianças antes que comece
A ter o sistema nervoso central e periférico operacional,
Batem um bocado mal.
E os pais, nem se fala,
Em que a preocupação se iguala.
Estive sempre muito atento,
Ao meu estimado rebento:
Com dezoito meses, tive o cuidado de a livrar do cueiro,
Que, por ser moderno, me levava o malvado dinheiro.
Ainda por cima, saía seco,
Mas para não vir em seco,
Defecava solidamente!
Lá tinha que espadanar e pôr a fralda a corar...
E eu não ficava indiferente.
Em frente ao seu penico ocupado,
O segundo, já que o primeiro foi furtado,
Na terra de gente do pecado:
Eu simulava na latrina que era césar...
E ficava vermelho de tanta força fazer,
Mas acabava por funcionar.
Lá foi para o infantário que acabou por fechar
Com dívidas a não se saber contar,
Por lá se gastar como se fosse das arábias o xeque.
Vejo o meu país não muito diferente,
Infelizmente...
E tal como morreu ontem, aos 89 anos o ator do 007,
Que abandonou quanto se sentiu velho demais
Para ter que marmelar as bond girls colossais,
E dedicar-se à UNICEF.
Ele que entendia que o sete sempre promete...
Que belo dia de rio...
Após a seca na AT por divergência.
É preciso tanta paciência,
Ainda por cima para receber uma chamada,
Para não me esquecer que queria a sua declaração efetuada.
Como os jovens ciganos que lá pairavam.
A sua consciência ecológica está muito à frente.
Apanhando peixes novinhos com pão,
Devolvem-nos à natureza,
Pois essa é a solução.
Como eles, jantei ao pôr-do-sol.
Sopa fria, a primeira que o meu irmão assim comia,
E o saco de pão, que antes preparara
E ameixa que na Bracara Augusta achara.
A reunião do condomínio foi espetacular,
Eu fui a carta fora do baralho
Que quem obras sempre quis dificultar,
Ainda do tempo do escudo,
Não soube contar.
Que faço ao meu ordenado, perguntas tu,
Que achas que não te quero ajudar?
Só agora vai muito mais do milhar,
Deixando-me todo nu...
Mas sou honesto:
Não devo como tu
O que muito me entristeceu...
O que te agradeci quando foste pequeno,
Agora tenho receio do teu veneno...
Compreendo o 15 de Março de 1961
Quais víboras futuras que bárbara ação registou em álbum...

Que chatice!













Que chatice!
A altice,
Acaba com a marca PT.


O Meo já se fodeu!

E a TMN, que foi marca perene,
Há já muito que desapareceu.

Uma das maiores empresas nacionais,
Submetida a brasileira falida, OI,
Que vendeu  à francesa por 7 miliards.

Agora, pretendendo uma marca global,
Deram a machadada final.

Quando o rebento viu a mãe com um Mimo,
O primeiro produto pré pago do mundo,
Também queria um.
O mimo do pai não lhe chegava.

Apetecia-me morrer.
Até tu acabaste por me foder:
Ligaste os aparelhos todos,
E isto acabou por quase desaparecer.

Felizmente é da Google,
Se fosse o Face já não tinha essa face.
E o que estava na área de transferência,
Foi substituído por um carro a combustão,
Da OLX.

Que chatice!




terça-feira, 16 de maio de 2017

Generosidade


 Não tem conta!
Tudo aponta,
Para mais da centúria...

Mas foi por tanto lado,
Do Continente ao Portugal insular;
Do povoadíssimo litoral ao interior a se despovoar.
Onde agora se criou a segunda praia para cães,
Iniciei eu a dádiva para os racionais.

Portimão, tinha algo para mim,
Até que por fim,
Se esqueceram.

Ponta Delgada já nem o hospital lá possui.
Foi deslocado,
Como eu me vi assim mudado.

Mas ontem foi a segunda vez,
Talvez,
Seja lá para sempre!

É que são de um trato tão diferente,
Aquela nem parece a gente
Do meu país...

Hospital da Esperança,
Quando eu considerava da morte.
Que sorte,
Ser esclarecido...

domingo, 14 de maio de 2017

Salvador dum cabréste

Miguel Lambertini com a sua paródia,
O youtuber Portimonense
Dário Guerreiro (Môce dum Cabréste),
Que canta o "Caímos de pé".
Caetano Veloso, é que é,
Incentivando Sobral e sua melodia.
Dário Guerreiro que canta o caimos de pé,Caetano Veloso ao desejar a portugal a vitória, é que é,Já que o Salvador encanta com a sua medodia.
Desde 1964 que uma vitória nos fugia.
Foi ontem, quem diria!

E eu que vinha do hotel veterinário,
Da terra onde o rebento desencantou algo muito interessante,
Entendi que só podia ser desvario;
Que essa notícia era bem farsante.

Como a do C19, da Comac,
Mas as 570 encomendas das 32 transportadoras,
São o natural ataque,
Às duas maiores senhoras.

Bom, mais as que vestem de chita,
Como a Bombardier e a Embraer,
Já que as de veludo,
Tomam conta mas é de tudo...

Como as nações que eram tradicionalmente as vencedoras,
Mas tal como a China e Portugal,
Que são nações verdadeiramente conquistadoras,
Cujo sucesso está na elementar vida frugal...

E esta união,
Vai dar cartas até mais não...


sábado, 13 de maio de 2017

Cadilhos

Penso nos filhos do JMT.
Este desafiou,
O nosso primeiro concretizou,
Após a carta que toda a gente lê.

O António foi assim desafiado:
Ou lhe dava um emprego público até onze de maio,
Ou lhe ficava com os filhos,
Pois quem os tem, cadilhos lhe vem,
Ainda mais por quem,
Num Estado laico,
Se comporta como se fosse do Islão.

E isto não tem perdão.
Futuramente, vamos ter romaria, pois então,
À porta de S. Bento,
É que trabalhar em "part time",
Não será sempre esse o argumento....

Todos os pais lhe exigirão um dia
Camisola que tal como de familiar dizia
"Sport time",
Que em aportuguesado,
Retirando o dental oclusivo oral "t"
E acrescentando o som musical
Na pátria de uma certa Pessoa muito usado,
Vai-lhe dar um trabalhão!

Que depois não diga:
- A vida costa!
Ai Costa Costa...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Gaiola Azul







Gaiola Azul, versão rock da canção popularizada pela atriz Milú, nos anos trinta e quarenta, falecida a 5 de novembro de 2008, com 82 anos, porque lhes dava prazer e sobretudo lhes faltava reportório.
Também a mim me faltou a massa,
Nesta ânsia de ter,
Que nem pude ir ao seu velório;
E tive que adquirir esta desgraça!

Estava em Coimbra, ávido como uma doninha,
Quando se deu o primeiro concerto rock.
Sonhei ao som deste tema bem forte
Ter uma casa assim só minha.

Pequenina quanto baste,
Onde não se note o desgaste,
E poder ver primeiro o céu,
Enquanto puder e estiver com viço,
E chamar-lhe por isso só meu.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Deambulações vadias

Retemperando as minhas energias
Em deambulações vadias.
- Vem. Temos pouco tempo para estarmos juntos para sempre...

Moxo!..Então tu não vivias lá em Baixo, onde ainda há pouco levei uma seca do catacho?...
- Sim, mas desde que a sogra morreu...

Soube bem aquela negrinha gelada,
Uma por mim pedida e a outra retribuída, na esplanada.
- Vão! A porta está aberta.
Não está lá ninguém para os receber de braços abertos.
Poderia colocar um tapete a desejar-lhes a boas vindas,
Mas não queria que ele falasse como o lino apresentava a garrafa que dizia, muito mais que o meu irmão: água do Luso.

- Esqueça isso!
- Faço questão! Coloca o contador, por favor.
Não queres que ande outra vez com a unha negra, queres?!...
Fizeste-te um homem.
Agora não se podem fazer homens assim, sabias?!...

Nem eu ganho para indemnizações.
Agora, mais a porcaria das divergências
Aos trambolhões...

Estimei ver-te. Gostei que tivesses vindo ter comigo, largando os teus amigos para me vires cumprimentar.
Foi o bom que tenho a guardar.

Bem melhor do que se eu nada tivesse feito.
Não estavas aqui ao pé da pista de Souto,
Tão afouto, ó menino, por estares na freguesia de Tabaçô.
Estarias a ver o céu quadriculado, bem desanimado,
Até a ti te metendo dó,
Como se fosse uma fatalidade do destino...

E isso teria jeito?...

Sorte tua, teres nascido naquele tempo...