segunda-feira, 8 de maio de 2017

Deambulações vadias

Retemperando as minhas energias
Em deambulações vadias.
- Vem. Temos pouco tempo para estarmos juntos para sempre...

Moxo!..Então tu não vivias lá em Baixo, onde ainda há pouco levei uma seca do catacho?...
- Sim, mas desde que a sogra morreu...

Soube bem aquela negrinha gelada,
Uma por mim pedida e a outra retribuída, na esplanada.
- Vão! A porta está aberta.
Não está lá ninguém para os receber de braços abertos.
Poderia colocar um tapete a desejar-lhes a boas vindas,
Mas não queria que ele falasse como o lino apresentava a garrafa que dizia, muito mais que o meu irmão: água do Luso.

- Esqueça isso!
- Faço questão! Coloca o contador, por favor.
Não queres que ande outra vez com a unha negra, queres?!...
Fizeste-te um homem.
Agora não se podem fazer homens assim, sabias?!...

Nem eu ganho para indemnizações.
Agora, mais a porcaria das divergências
Aos trambolhões...

Estimei ver-te. Gostei que tivesses vindo ter comigo, largando os teus amigos para me vires cumprimentar.
Foi o bom que tenho a guardar.

Bem melhor do que se eu nada tivesse feito.
Não estavas aqui ao pé da pista de Souto,
Tão afouto, ó menino, por estares na freguesia de Tabaçô.
Estarias a ver o céu quadriculado, bem desanimado,
Até a ti te metendo dó,
Como se fosse uma fatalidade do destino...

E isso teria jeito?...

Sorte tua, teres nascido naquele tempo...

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