Muito rara, tal como a de região de Melgaço,
Não tão grande, mas com polpa igualmente sumarenta,
Branca como as fronhas da deambulação,
Com pouca acidez
E de consistência firme,
Quase pachorrenta,
Até quando espera um terno abraço.
Com ela, o que eu faço!...
Não revelo, que me causa embaraço.
Até os coelhos aparecem em catadupa,
Como se fosse já no meu Veeco do futuro
Cem por cento nacional, espécie de triciclo
Invertido, por sinal.
Que tal como o meu,
Não lhes dá para estar à escuta.
Quase podia dividir em gomos,
Como essa fruta de Penela,
Que dizem de tomate de viagem
Não digo quem é ela.
Pois pareceria um tremendo disparate,
Se alguma se ombreasse ao seu pé.
Não. Não digo quem ela é.
Disparate tão grande como chamar maçã romã
À laranja templária de Idanha,
Ou feijão frade vaca nova
Ao preto arroxeado da Sertã..
Mas garanto a toda a gente:
Não é mesmo, mesmo nada má!
Uma destas a cada dia
E dispensava a todos o médico por companhia...
segunda-feira, 27 de julho de 2015
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