sexta-feira, 28 de abril de 2017

Espiritualidades

Espiritualidades

Somos uma partícula de energia,
Que surgiu um dia.
Quiçá na mineração,
Na água, no ar ou até no chão;
Quando não havia sequer população.

E eu, na minha última reencarnação,
Na era de oitocentos,
Era um negociante de algodão;
Diga-se, até com bons proventos.

Mas uma, não sei que diga, que me viu,
Só pode ter sido, está de caras,
Lançou-se tão más chacras que me meteu,
Nesta camisa de sete varas.

Puta que a pariu!

Mas o importante, disse ontem o empresário,
A quem lamentei o que lhe sucedera em terras do Exágono,
Quando me autografava o livro que já vai na vigésima Terceira edição, 
Que devemos ter sempre em atenção,
Que o importante é positivar.

Atrair forças positivas.
Não como aquela circunstante que só negativas aparava,
E que queria que a ajudassem naquele cheiíssimo auditório,
Com cadeiras extras e portas escancaradas a arejar.

Se passarmos por um acidente,
E fizermos como tanto finório,
Que se põe lá de pedra e cal a estorvar
Não devemos lá ficar:
Passar e seguir em frente

Claro que se for necessário apoio,
Teremos mesmo que o fazer,
Não se pode ficar indiferente.
Estando lá as Autoridades e forças paramédicas,
É atrair para nós o que não devemos nunca pretender.

Se só pensarmos no pilim,
Exigirmos mais do que foi concertado,
No que toca a um serviço prestado;
Se metermos o paciente à máquina
A ver se temos mais algum assim;
Se após a hospitalização,
De um nascimento ou operação
Formos visitar e acharmos que nos devem pagar,
É estarmos a pecar.

O melhor é mesmo a profissão de toda uma vida, largar;
Quando isso estava fora de questão.
Criar uma empresa que funcione desde cedo,
Passo a passo, até mesmo com medicamentos placebo,
Como o sorriso que tanta vez damos de fugida...
Como se estivéssemos a comungar..



































































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