Estavas de preto a caminho da Red Race,
Com interregno de oito anos.
No entanto, a sic entrevistou um magano,
Que disse que todos os anos que se lembrasse,
Nunca perdeu um, até o ano passado.
É assim o tempo para alguém pouco recordado.
Achavas que a noite branca te tinha roubado.
Que cometi um terrível pecado.
Nada mais errado:
Seu Jorge, pois é, foi uma desilusão,
Não por ele mesmo, mas pela situação.
Era tanta a população,
Que aquele artista merecia outra receção.
Olha, até podia ser o campo da pedreira.
O cantor cantaria com chieira,
Já que era uma inteligente maneira,
De não se ter feito tanta asneira.
O som, meu Deus, só mesmo para tontinhos;
Preferi, por isso, percorrer o museu dos biscainhos.
Aquele lagedo sulcado
Para que cavalgadura
Colocasse solidamente a ferradura,
E nunca visse o seu passo escorregado.
E o tulipeiro da Virgínia?
Tão alto, adorava eu ser condor,
E poder levar o meu amor,
Bem lá para cima...
Fazer um ninho de amor nas alturas,
Suportado pelo bicentenário tronco enrugado,
O outro, que simetricamente estava posicionado,
Teve que ser derrubado,
E o que o substitui de tão jovem,
Ainda não suporta destas aviculturas...
Na véspera, sem ti,
Até parece que morri.
O branco, todo o branco
Era o luto, portanto,
Numa vida sem encanto.
No último dia do evento,
Já eu ressurgia a todo o momento.
O Pio XII com a ara romana da igreja da minha terra,
Bem pegada à casa daquela que tanto erra;
O instrumento lítico do castro do Couto,
Até a música da Natália Baez que tanto promete,
Na casa onde tive imensos problemas com a retrete,
Me sentia tão afouto,
Que já parecia mesmo outro,
Ouvindo os lindos acordes dessa jovem de Albacete.
Foi o espectáculo fora do cartaz
Apesar de ter andado em guerra com o contumaz,
Com alguém que acha que por ser da idade do novo tulipeiro,
Pode beber de caixão à cova o dia inteiro...
Ou com aquela que faz questão de usar o que é de decorar,
Para se banquetear.
Primeiro, pois!
E não quero deixar de colocar nesta trova:
Ele já foi bem posto à prova,
Como o avozinho número dois,
Que tu viste quando eu vi os meus sóis.
Não estou para me chatear.
Quero uma orquestra na minha catederal de luz.
É isso que me seduz,
É isso que me faz vibrar...
domingo, 3 de setembro de 2017
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