segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Queres cenouras?

Mas acompanhadas por este nabo?!
É um diabo,
Mas tal como Lucifér,
É um anjo, mulher!

A melanina que nelas domina,
O teste que fiz com a ponte,
Talvez cobre como Caronte,
Se te quiser levar à fonte,
Não em moeda,
Mas neste prodigioso vegetal.

Achas mal?
Se todo o país não estivesse abandonado;
Mal tratado; mal amanhado,
Como desabafava a mulher de um amigo dos meus pais,
Em Angola por ele ir tão mal arranjado.
E lá cuidava dele um bocado.

É isso, temos tal como de nós próprios,
Cuidar dos nossos bocados.
Seja, privados ou do Estado,
Para não se chegar a este estado.

Mais de vinte mortos
Em incêndios aos centos;
Mais de quinhentos!
Em tempos inimagináveis!
Todo o continente em alerta vermelho:
Convocam-se entidades,
Criam-se números verdes,
quando o cinza e o negro do desalento domina
Por este retângulo acima.
Pede-se auxílio ao estrangeiro,
Até a países do Magrebe.

Ou não será o nosso país o Marrocos da europa
com todos estes focos?!
Triste, triste sina!

Só porque as queimadas se iniciam sempre nesta segunda quinzena.
Mas a tradição já não é o que é.
É uma pena!

Tal como aquele americano magnata,
Que importa que seja rei da pornografia,
E que seja de mobilidade muitíssimo reduzida,
que ante o terço dos cidadãos que neste  meio ano o aprova,
Oferece milhões a quem possa derrubar o patarata
Com uma fortuna de 10 mil milhões que nem prova!,
Que rasga acordos de respeito ambiental,
Que deve ser biblicamente natural,

Eu ofereço em cenouras
Não tenho dez milhões da moeda local
Para plantarmos neste nosso quintal...



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