Na necessidade de sermos pró-ativos, como disse e bem o Secretário de Estado demitido.
No bispo Ortiga quando desabafou que é culpa das pessoas que não limpam.
Ou resilientes, como foi referido também
E eu fiz a leitura do que foi dito sem se dizer.
Li nas entrelinhas o que queria o governante dizer.
E concluí:
Referiu-se a Valpaços, há 28 anos atrás;
O Ministério recebia o Barreto,
Não tem nada a ver com o António.
Esse nunca traria o demónio,
Como fez o Álvaro.
Trabalhou na Soporcel
E embrenhou-se no governo,
O estafermo legislou.
Mas o povo não acatou.
Valpaços destruiu 180 hectares de eucaliptal,
Numa herdade que tinha plantado 200 mil.
Até as crianças andavam a trabalhar para sua segurança,
E fortemente empenhados.
embora os agentes lhes diziam que fossem ver os desenhos animados.
Quando veio a polícia de intervenção,
A ação foi suspensa.
Mas pela calada da noite,
Os restantes vinte hectares tiveram o mesmo destino.
A propriedade foi vendida.
E desde então, carvalhos, nogueiras e outras autóctones árvores, para já não falar da manutenção das oliveiras.
A água nunca faltou.
Nunca tiveram fogos,
E os seus fogos mantidos foram,
Pois nunca um incêndio tomou conta da aldeia.
Eu não devia dizer isto;
Tal como não devia dizer na minha infância os ovinhos que tinham os ninhos que encontrava.
Falava em pedrinhas, para as formigas não perceberem,
E os comerem.
Tal como os serviços meteorológicos deveriam ter anunciado,
que vinha tempo molhado.
Houve quem aproveitasse e tivesse pecado.
E como veio atrasado,
culpa da Ofélia,
Deu este belíssimo resultado.
Por isso o meu país é um país adiado...

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