Vamos ser assados,
Torrados e grelhados se nada se fizer.
Quem o está a dizer,
É o Fundo Monetário Internacional.
Cristina põe-se em guarda
E alerta para o futuro sombrio.
Eu sou dos poucos que posso abrir o pio;
Por isso volto à carga.
Desde 2013, a minha mobilidade
É ambientalmente sustentável.
A casa do cão,
Recebeu o prémio por ser como é.
E se os autarcas e mandantes ranhosos
Tudo fizeram para me afastar de cá,
Uma vez que impediram a colocação de postos de carga,
Por estragarem a estética na vila,
Num braço de ferro com a elétrica nacional,
Impediram-me de carregar,
Até nos bombeiros onde nunca me aconteceu;
E nunca senti alguém a sofrer como eu,
Tive afinal,
Que ir à procura
De quem não me tratasse mal.
Vi que um edifício em Caminha
Tem uma figura a evacuar voltada para a Guarda;
Na tradicional animosidade,
Entre nós e nuestros hermanos.
O escultor enganou-se.
Nunca deveria ser para Espanha,
Pois lá sempre me trataram bem.
Até me permitiram que fosse à Corunha,
Ver a Torre de Hércules,
Que estava à cunha,
Com tanta gente.
Nunca paguei lá um tostão;
Ou um cêntimo,
Que é o dinheiro que tenho à mão.
Por isso, renasça-se o escultor,
que o estupôr
Tem que orientar para sueste,
Ou sudeste,
Pra cagar para esta peste...

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