segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Diz-me

Nas obras do novo continente.
Aqui em, Braga,
De repente,
Lembrei-me dum provérbio de trazer por casa:

"Diz-me o que tens e aonde"

Como a providência cautelar deixou de fazer efeito,
As obras vão ser retomadas.
E a dona do terreno,
Que por acaso é a Igreja,
Vai ter massa que não cabe na bandeja:

13100 euros mensais!

Bom, que há que dizer mais?
Que um simples bem que tem na terra,
Equipara-se à imoral reforma de um Rocha Vieira,
Mas esse chorou, quando a 20 de Dezembro de 1999
A bandeira portuguesa arreou,
Do último reduto do império.

Mais um ou outro ex governante,
Como o Mira Amaral,
Verdadeiramente tratante,
Que temos que achar muitíssimo mal:
Nada que se compare com a adequada
que o Ramalho Eanes leva pra casa.

E os lugares que a Igreja tem no céu,
Que desde os inícios dos tempos tudo aponta
Que sejam eternos, como os da terra?
A não ser que a Sonae, aguenta-se não se aguenta, será que cai?
É melhor nem fazer a conta como faço eu...

Andei eu a levar cabides
Como simples passatempo,
Para a malvada os despejar, os dela e os do quarto ao lado
Como me demonstrou o Bento.

Precisava mesmo era de um Cabido.
Cabides já não são das minhas lides...

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