domingo, 25 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Ténue
As falências estão na moda;
Parece ser esta sua única onda.
Foi anunciada hoje pela manhã
No seu país de proveniência,
A inevitavel falência
Da Qimonda,
Empresa do grupo alemão
Infineon.
Originária da saxónia
Esta empresa instalou-se na nossa parvónia,
De Vila do Conde.
Os trabalhadores tinham doze horas de trabalho,
É que a concorrência dos asiáticos nos chips de memória
Ponha em risco os 2000 mil de cá.
Parecia mais uma empresa chinesa
Das inúmeras que lá crescem como cogumelos...
Uma injecção de 100 milhões do nosso governo,
Não foi suficiente.
A quente,
Poder-se-á dizer que o saldo da nossa balança tecnológica
Até aqui positivo,
Eventualmente passará a negativo,
Aliás, como em quase todo o resto...
Na madeira, parte para o estrangeiro a nossa melhor nata,
Vai muita e bem barata.
Para cá regressa aquela toda podre
Que as fábricas de papel chamam mel.
Como se alimentará a nova fábrica de Setúbal,
Cuja necessidade de matéria-prima,
Não existe no rectângulo?
Ainda crescerão pinheiros, eucaliptos
Em locais onde houve construção de mais.
Das chaminés sairá não o fumo
Mas as alegres plantas
Que para chegar ao sol só vêem esse rumo;
Dos telhados musguentos,
Das varandas abandonadas;
Dos vãos das escadas...
É a crise!...
Eu sei, amigo, que não gostas de ouvir esta palavra maldita.
Achas que os noticiários, os jornais
Falam dela demais.
Mas sabes,
Não adianta fazer como a avestruz...
Receio que lá para o outono,
Esteja o governo que estiver,
Não haver dinheiro, sequer,
Para mandar tocar um cego.
Os três mil milhões de crédito mal parado,
Os cento e cinquenta mil milhões de débito externo...
Falências, despedimentos em todo o lado..
Um presidente garante num dia
Aquilo que é desmentido no dia seguinte:
Afinal sempre há despedimentos no maior grupo português.
Parece uma previsão patética,
Eu é que sou um grandessíssimo bruto,
Mas...
A Rússia passou por isto,
Aquando do colapso da ex união soviética.
Os reformados não recebiam,
Os titulares de contas, civis ou militares,
Apareciam com armas nos bancos
Para exigir as suas economias.
Na altura injectaram muito dinheiro,
Que agora não o há, mesmo nesses países doadores,
A troco de gás, petróleo, ouro...
Que temos nós para oferecer?
Tínhamos da qimonda as memórias,
Como de Zamora, tínhamos
O que sempre registou a história:
Uma ténue independência.
Mas a culpa é da escrita.
Falta o "u" entre o "q" e o "i",
Por isso esta desdita.
E será que hoje a suspensão sempre irá avante?
Não me pronuncio:
Já errei no passado,
E eu sempre tenho o meu brio.
Parece ser esta sua única onda.
Foi anunciada hoje pela manhã
No seu país de proveniência,
A inevitavel falência
Da Qimonda,
Empresa do grupo alemão
Infineon.
Originária da saxónia
Esta empresa instalou-se na nossa parvónia,
De Vila do Conde.
Os trabalhadores tinham doze horas de trabalho,
É que a concorrência dos asiáticos nos chips de memória
Ponha em risco os 2000 mil de cá.
Parecia mais uma empresa chinesa
Das inúmeras que lá crescem como cogumelos...
Uma injecção de 100 milhões do nosso governo,
Não foi suficiente.
A quente,
Poder-se-á dizer que o saldo da nossa balança tecnológica
Até aqui positivo,
Eventualmente passará a negativo,
Aliás, como em quase todo o resto...
Na madeira, parte para o estrangeiro a nossa melhor nata,
Vai muita e bem barata.
Para cá regressa aquela toda podre
Que as fábricas de papel chamam mel.
Como se alimentará a nova fábrica de Setúbal,
Cuja necessidade de matéria-prima,
Não existe no rectângulo?
Ainda crescerão pinheiros, eucaliptos
Em locais onde houve construção de mais.
Das chaminés sairá não o fumo
Mas as alegres plantas
Que para chegar ao sol só vêem esse rumo;
Dos telhados musguentos,
Das varandas abandonadas;
Dos vãos das escadas...
É a crise!...
Eu sei, amigo, que não gostas de ouvir esta palavra maldita.
Achas que os noticiários, os jornais
Falam dela demais.
Mas sabes,
Não adianta fazer como a avestruz...
Receio que lá para o outono,
Esteja o governo que estiver,
Não haver dinheiro, sequer,
Para mandar tocar um cego.
Os três mil milhões de crédito mal parado,
Os cento e cinquenta mil milhões de débito externo...
Falências, despedimentos em todo o lado..
Um presidente garante num dia
Aquilo que é desmentido no dia seguinte:
Afinal sempre há despedimentos no maior grupo português.
Parece uma previsão patética,
Eu é que sou um grandessíssimo bruto,
Mas...
A Rússia passou por isto,
Aquando do colapso da ex união soviética.
Os reformados não recebiam,
Os titulares de contas, civis ou militares,
Apareciam com armas nos bancos
Para exigir as suas economias.
Na altura injectaram muito dinheiro,
Que agora não o há, mesmo nesses países doadores,
A troco de gás, petróleo, ouro...
Que temos nós para oferecer?
Tínhamos da qimonda as memórias,
Como de Zamora, tínhamos
O que sempre registou a história:
Uma ténue independência.
Mas a culpa é da escrita.
Falta o "u" entre o "q" e o "i",
Por isso esta desdita.
E será que hoje a suspensão sempre irá avante?
Não me pronuncio:
Já errei no passado,
E eu sempre tenho o meu brio.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
sábado, 13 de dezembro de 2008
Que se convoquem
Tenho que levar um produto
Que exale o mau cheiro do sovaco;
Tenho de levar pijamas;
Tenho que ser o herdeiro do profissional de Sevilha
Dessa é que me não escapo.
A quantas exigências, meu deus,
Obriga um hospital de rectaguarda;
Pensei que fosse só para convalescer,
Não para o embelezar!?
Até na doença somos vaidosos...
Preferia antes que se expulsasse
Quem não está presente nas sessões da assembleia,
Como a do caso da votação da suspensão do diploma,
Que a todos mete em coma.
Só mostra, que os iniciais 172 constituintes de 1821
Muitos representando o Brasil e o resto do império,
Eram mais do que suficientes.
Agora com 230 e sem brasis e outras colónias
De reinos unidos que chegavam daqui a países bálticos;
A longínquas estónias;
Ter essa corja é um impropério
Que há que lhe pôr cobro.
Até esse órgão de soberania
Foi vítima do instituído empregadorismo...
Que se arranje deputados substitutos;
Que se vá às galerias do parlamento,
Aos hospitais psiquiátricos;
Que se convoquem genuínos malucos!
E o parlamento que regresse à condição de convento.
Que antes se reze;
Se cure,
Se leia,
Se pregue...
Mas o maluco sou eu
Que remo contra a maré.
Há fome, há miséria no meu país.
Mas tudo vai às mil maravilhas,
Ou não é verdade, ó amigo zé?
Que exale o mau cheiro do sovaco;
Tenho de levar pijamas;
Tenho que ser o herdeiro do profissional de Sevilha
Dessa é que me não escapo.
A quantas exigências, meu deus,
Obriga um hospital de rectaguarda;
Pensei que fosse só para convalescer,
Não para o embelezar!?
Até na doença somos vaidosos...
Preferia antes que se expulsasse
Quem não está presente nas sessões da assembleia,
Como a do caso da votação da suspensão do diploma,
Que a todos mete em coma.
Só mostra, que os iniciais 172 constituintes de 1821
Muitos representando o Brasil e o resto do império,
Eram mais do que suficientes.
Agora com 230 e sem brasis e outras colónias
De reinos unidos que chegavam daqui a países bálticos;
A longínquas estónias;
Ter essa corja é um impropério
Que há que lhe pôr cobro.
Até esse órgão de soberania
Foi vítima do instituído empregadorismo...
Que se arranje deputados substitutos;
Que se vá às galerias do parlamento,
Aos hospitais psiquiátricos;
Que se convoquem genuínos malucos!
E o parlamento que regresse à condição de convento.
Que antes se reze;
Se cure,
Se leia,
Se pregue...
Mas o maluco sou eu
Que remo contra a maré.
Há fome, há miséria no meu país.
Mas tudo vai às mil maravilhas,
Ou não é verdade, ó amigo zé?
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Preço e valor
"O preço é o que pagamos
Valor é o que recebemos"
Warren Buffet, o único aluno da universidade de Columbia
A quem Benjamin Graham,
O Orlando de Carvalho lá do sítio,
Dera um A+,
Disse isto!
Quem percebe de aplicações bolsistas
Não pode deixar de conhecer,
Estes dois artistas.
Pois eu, também dou igual nota à minha prole:
Ontem mostrou-me a nota de uma disciplina
Hoje trouxe-me o pequeno almoço à cama,
E é isso que agora me anima.
Só quem não ama,
Não descortina;
Não sabe como é bom ter estes mimos...
O dia vai ser duro
Como majestoso é o Monte da Nó,
Avistado do meu quarto,
Encontra-se como eu: só!
Preciso do amor puro.
É o valor quando não há um muro.
Adorei, ontem, iniciar o "Lavrar o Mar"
Ali, no cemitério de Sendim.
A companheira embelezava
Quem lá tem no santo jardim;
Eu cultivava-me assim.
O amor precisa de se reforçar...
Valor é o que recebemos"
Warren Buffet, o único aluno da universidade de Columbia
A quem Benjamin Graham,
O Orlando de Carvalho lá do sítio,
Dera um A+,
Disse isto!
Quem percebe de aplicações bolsistas
Não pode deixar de conhecer,
Estes dois artistas.
Pois eu, também dou igual nota à minha prole:
Ontem mostrou-me a nota de uma disciplina
Hoje trouxe-me o pequeno almoço à cama,
E é isso que agora me anima.
Só quem não ama,
Não descortina;
Não sabe como é bom ter estes mimos...
O dia vai ser duro
Como majestoso é o Monte da Nó,
Avistado do meu quarto,
Encontra-se como eu: só!
Preciso do amor puro.
É o valor quando não há um muro.
Adorei, ontem, iniciar o "Lavrar o Mar"
Ali, no cemitério de Sendim.
A companheira embelezava
Quem lá tem no santo jardim;
Eu cultivava-me assim.
O amor precisa de se reforçar...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Nunca é tarde
Acabei de ler um poema do poeta russo Maiakovski,
Fica a bailar no pensamento a última estrofe:
"E porque não dissemos nada
Já nada podemos dizer"
Outro de Bertold Brecht,
Que ainda tem mais a dizer;
Como que abre na minha mente uma brecha:
"Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo"
É esta falta de solidariedade
Que acabou por ditar a minha desdita.
Por mais que a classe sofra
Berre, lute, faça greve...
Seja até considerada pelo povo português
A classe maldita,
Mesmo amenizada por flyers ou filipetas
Já que no que toca aos folhetos, panfletos
É tudo produtos obsoletos.
Eu devia era ter-me importado com todos eles
Eu devia era sofrido quando eles sofreram;
Eu devia era ter feito greve,
Quando aqueles meus vizinhos a fizeram,
Mas não fiz: por isso a "mea culpa".
Mas vou avançar para a luta.
Dia três, dia nove,
Vão ser a prova dos nove.
Porque acho que nunca é tarde...
Nunca é tarde ouvir de um amigo
Dizer num tom até querido,
Daquele que teve que emigrar:
"Ao menos tu és... és sempre a mesma merda!"
Foi uma risota de estalar
Como vês,
Bem diferente da do parvalhão,
Que caíu como um vulcão
Naquele chantier,
Algures perto do antigo cone vulcânico,
Não muito longe de São Tropez
No departamento do Var.
Fica a bailar no pensamento a última estrofe:
"E porque não dissemos nada
Já nada podemos dizer"
Outro de Bertold Brecht,
Que ainda tem mais a dizer;
Como que abre na minha mente uma brecha:
"Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo"
É esta falta de solidariedade
Que acabou por ditar a minha desdita.
Por mais que a classe sofra
Berre, lute, faça greve...
Seja até considerada pelo povo português
A classe maldita,
Mesmo amenizada por flyers ou filipetas
Já que no que toca aos folhetos, panfletos
É tudo produtos obsoletos.
Eu devia era ter-me importado com todos eles
Eu devia era sofrido quando eles sofreram;
Eu devia era ter feito greve,
Quando aqueles meus vizinhos a fizeram,
Mas não fiz: por isso a "mea culpa".
Mas vou avançar para a luta.
Dia três, dia nove,
Vão ser a prova dos nove.
Porque acho que nunca é tarde...
Nunca é tarde ouvir de um amigo
Dizer num tom até querido,
Daquele que teve que emigrar:
"Ao menos tu és... és sempre a mesma merda!"
Foi uma risota de estalar
Como vês,
Bem diferente da do parvalhão,
Que caíu como um vulcão
Naquele chantier,
Algures perto do antigo cone vulcânico,
Não muito longe de São Tropez
No departamento do Var.
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