domingo, 22 de fevereiro de 2009

Rebento de alegria!




































































O Síndrome de alienação parental
Sap, detectado nos anos oitenta nos estados unidos,
É provocado pelo ruptura que um dos progenitores do casal,
Resolve afinal,
Por falta do desamor.
Usar e abusar dos filhos,
Como se o divórcio também fosse com eles.
São utilizados e psicologicamente abusados;
Por um amor desmedido.
Falta uma escola de pais.
Temos de ter curso para isto e para aquilo,
Mas para ser pai,
Basta a tentativa e o erro.
E as mulheres são as grandes causadoras.
Não ficando com a custódia dos filhos,
As outras mulheres ficam intrigadas;
A sociedade não está preparada,
Para o que fez a nossa ministra de educação...
Como diz Cuenca, não há um cromossoma,
Um ADN diferente,
Que capacite uma mulher mais do que um homem,
É um atavismo, um mito
No conformismo.
Tudo decorre da Revolução industrial,
Com a divisão laboral.
E se a violência física era do homem
E a psicológica da mulher,
Tudo está a mudar.
Mas as mentalidades são as últimas a alterar.
Porque razão o costa não se foi queixar?
As primeiras leis de protecção das crianças,
Surgiram no final déculo XIX na cidade que não dorme,
E foi inspirada nas que havia de protecção de animais.
Hoje já não são propriedade dos pais,
Já não são mão-de-obra para o trabalho.
São consumidores.
Ou como lhes chama Cuenca, imperadores.
São os imperadores da casa,
Onde os pais para não se chatearem
Não marcam os limites.
O jardim está constantemente
A ser invadido por ervas daninhas...
Olha a gata que temos cá dentro,
E que foi uma prenda de anos,
É bem disso exemplo.
Sou eu o prisioneiro por causa dela.
Não posso desfrutar a felicidade da casa;
Ou melhor posso, mas quando tu não estás.
Prendo-a a ela, à perna de uma cadeira.
Não mulher, deixa crescer essas lá fora!
Não fazem mal nenhum, sabias?
Precisamos é de retirar estas que estão cá dentro.
Precisamos é de nos mimar um ao outro,
Não só uma vez por semana,
Mas quase todos os dias.
O tédio grassa o nosso jardim.
O respeito, companheirismo, cumplicidade
É isso o amor.
Vê o caso do meu irmão: há dias ele não foi passear
Porque a mulher estava doente;
Agora, não obstante este dia, é ela que por ele o mesmo sente,
Por isso não quer vir com a gente.
Amor é ajudar o outro no dia-a-dia.
Era o que na família há muito havia,
Quando a filha os testes corrigia,
Ou eu para tu não ouvires mais os alunos
A casa te varria...
É ter um projecto comum,
A longo prazo.
Só que a sociedade é feita de urgências.
É tudo para ontem; comidas rápidas,
Relações imediatas.
A escola não ensina emoções.
A escola perdeu a autoridade,
Que já não existe há muito nos lares.
Os modelos vêm da televisão.
Os idiotas para os gregos
Eram aqueles que não participavam na discussão política.
No entanto, a família ainda é um eixo central
Nas sociedades latinas,
Contrariamente às saxónicas,
Onde a depressão é uma epidemia.
Aguilar uma espécie de Darlindo,
Sem carta de condução,
Sem carro... foi esta a sua opção.
E vendo estas crianças tão contentes,
E os pais de Coura quase que num ataque de nervos,
Porque não iam ver os seus rebentos desfilar,
O que virão ainda um dia passar?...
Para já, é apenas um rebento de alegria,
Mas como será um dia?
























































Do teatro ao jardim da Facha






























domingo, 15 de fevereiro de 2009

Heróis do 31 e Janeiro

Querias ser como a Santa Catarina,
A tal da Alexandria
Que morreu martirizada,
Numa roda de navalhas,
Bem diferente da mó de moinho,
Que trouxe ontem daquela maralha,
Por indicação do grande canalha,
Imperador Maxêncio?...

A artéria mais importante,
Em plena baixa portuense,
Não era somente
A única assim denominada.

Havia a das Flores,
Que perdeu tal epíteto,
E um largo.

Está relacionada com uma ermida
Que data de seiscentos
Que ficava num lugar altaneiro.
Se viesse de lá,
Ia até à Porta de Cima
Tabém conhecida por senhora da Batalha,
Na fernandina muralha.

O partido republicano,
Já em 1882 tinha muitos aderentes,
Tendo aí fundado uma colectividade,
Onde se reuniam e faziam propaganda.

O mais activo grémio,
Centro Republicano do Porto,
Com a sua sede no 1º andar quef az esquina
Com a rua Formosa,
Do lado poente,
Era o mas influente.

Nos baixos do prédio funcionava o Café Central
Em cujo salão se idealizou o 31 de Janeiro de 1891.

A classe dos sargentos,
Os heróis da primeira revolta armada
Contra a monarquia,
Também o Alves da Veiga,
Que à época vivia na rua do malmerendas,
Todos invariavelmente passavam
Pelo Central.

A Miguel Bombarda,
Hoje rua dos ateliês de pintura,
E onde eu vivi na cidade invicta,
Chamou-se inicialmente,
De Rua Bela da Princesa,
A tal de bourbom,
Cujo marido quando a avistava
Dizia para o seu cocheiro:
"Para trás, vem aí a p#ta!"

Nem com ela se queria cruzar...

É a vida: as revoltas e revoluções
Têm tido as suas promoções:
O sargentos foram despromovidos.
Em Abril foram os capitães,
E amanhã serão os coronéis
Civis e outros mais...

Xadrez

Quem diria que o xadrez é uma poderosa ferramenta pedagógica
Que contribui para o desenvolvimento pessoal e social?
Apropriação de normas,
Análise social;
Inflexão comportamental?...

A valorização
E o respeito pelo silêncio,
É este, motivo mais do que suficiente,
Segundo aquilo que eu penso,
Para ser adoptado
Como curriculo escolar.

Anda tão afastado do meio escolar.
Talvez, só mesmo o silêncio do mar...

Além de poder ser um reforço na aprendizagem
Da língua materna, da matemática,
Línguas vivas ou das ciências.

Como fez, aliás,
Um colégio privado de Gaia,
Bem no coração da cidade.
Que prima pelo desporto,
Aliás, prémio da tutela, em 2004.

Consta na ficha de avaliação.

A atenção, a concentração,
O julgamento e o planeamento;
A imaginação,
A memória ou o espírito de decisão;
A abstracção,
A visão espacial, o cálculo;
O raciocínio analítico e sintético.

A organização e disciplina mental,
A paciência e o controlo emocional,
São entre outras, capacidades a não descurar,
Que o xadrez potencia.
Tem faltas, há sumário
E um programa dado por um profissional.
E a avaliação qualitativa.

Todo o nobre tinha o xadrez como passatempo;
Deixou-se a modalidade.
O país virou pobre,
Numa pobreza que se sente...

Morais

Estou tramado com o Morais,
Antes de mais, já não me paga a renda há que tempos.
Mas está de boa fé, como aliás estão todos eles de boas fezes..

Esse até me disse que vai pagar com juros.
E são coisas que caem sempre bem.
Os outros, simplesmente, nem abrem o pio.
Parecem pêtos, de tão silenciosos.

Tenho é que ir hoje à feira do emprego, a Lisboa.
A ida para Angola, onde o governo exige que as empresas
Tenham 80% de angolanos,
É uma solução que não destoa.

Só lhe perdoo é ele ser homónimo do umbigo do mundo...

É isso, sim senhor.
Um dos seis lugares do planeta,
Que fica no município de Macedo,
Só que ali o espaço é bem menor,
O que aviva a percepção dos testemunhos.

Não. Não mete medo!

O super continente Laurússia,
Que englobava o norte da América e da Ásia
Além da Europa, separado pelo Rheic,
O único oceano, antepassado do atlântico,
Chocou com o Gondwana,
Que é como quem diz hoje,
África, Madagáscar, Índia,
Austrália e Índia.

E a América do sul,
Obviamente...
Basta atentar na mama
Do nordeste brasileiro.

O Rheic desapareceu,
E reorganizou todo o resto.

No maciço do Morais
Há provas da existência dos três arqueo elementos.
Junto ao Sabor há uma rocha
Que terá estado enterrada a mais de 60 mil metros de profundidade,
Com a longeva idade de 1000 milhões de anos...

A sutura do Orógeno Varisco
onde fica a aldeia de Morais,
É antes de mais,
O epicentro.
A norte fica o monte maldito,
A sul, a fertilidade dos solos
E a farta vegetação,
Dá-nos a perfeita noção
De outra dimensão.

As fracturas nas rochas,
Os diques, a tal deformação de origem tectónica.

Por tudo isto,
Tenho é que sair da minha parvónia...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Medo dos medos

Portugal tem mais almirantes que navios;
Portugal tem mais generais que a grande França...
É um estado despesista,
Se alguém critica,
É porque só se critica...


É mas é um Estado sinecurista.


Mas vejamos: 52 almirantes no activo
E em reserva em efectividade,
Para os 40 navios em operacional actividade.
E quanto a generais...
Só tenho a dizer que há um,
Que não o devia ser jamais!


Rejeitou o posto de marechal.
Fez bem? fez mal?!
Será que o fez por medo?!...
Ele que vive numa sociedade com medos.
Medo dos medos, como ele doutoralmente afirma?


Medo do presente que toda a gente sente;
Medo do futuro, que nada de bom eu auguro;
Medo pelos filhos, e vou-me meter eu em sarilhos;
Medo pela sorte dos pais,
E só em pensar nisso,
Desato aos ais.
Medo pelo emprego,
E aventuro-me por esse atlântigo como um cego...
Medo dos poderes políticos,
E por causa dos tiranetes,
Somos nas suas mãos autênticos joguetes.


E vivemos todos neste clima...


Como vamos passar isto por cima?


Que ideia:
Não há qualquer panaceia...

domingo, 1 de fevereiro de 2009