domingo, 15 de fevereiro de 2009

Morais

Estou tramado com o Morais,
Antes de mais, já não me paga a renda há que tempos.
Mas está de boa fé, como aliás estão todos eles de boas fezes..

Esse até me disse que vai pagar com juros.
E são coisas que caem sempre bem.
Os outros, simplesmente, nem abrem o pio.
Parecem pêtos, de tão silenciosos.

Tenho é que ir hoje à feira do emprego, a Lisboa.
A ida para Angola, onde o governo exige que as empresas
Tenham 80% de angolanos,
É uma solução que não destoa.

Só lhe perdoo é ele ser homónimo do umbigo do mundo...

É isso, sim senhor.
Um dos seis lugares do planeta,
Que fica no município de Macedo,
Só que ali o espaço é bem menor,
O que aviva a percepção dos testemunhos.

Não. Não mete medo!

O super continente Laurússia,
Que englobava o norte da América e da Ásia
Além da Europa, separado pelo Rheic,
O único oceano, antepassado do atlântico,
Chocou com o Gondwana,
Que é como quem diz hoje,
África, Madagáscar, Índia,
Austrália e Índia.

E a América do sul,
Obviamente...
Basta atentar na mama
Do nordeste brasileiro.

O Rheic desapareceu,
E reorganizou todo o resto.

No maciço do Morais
Há provas da existência dos três arqueo elementos.
Junto ao Sabor há uma rocha
Que terá estado enterrada a mais de 60 mil metros de profundidade,
Com a longeva idade de 1000 milhões de anos...

A sutura do Orógeno Varisco
onde fica a aldeia de Morais,
É antes de mais,
O epicentro.
A norte fica o monte maldito,
A sul, a fertilidade dos solos
E a farta vegetação,
Dá-nos a perfeita noção
De outra dimensão.

As fracturas nas rochas,
Os diques, a tal deformação de origem tectónica.

Por tudo isto,
Tenho é que sair da minha parvónia...

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