Querias ser como a Santa Catarina,
A tal da Alexandria
Que morreu martirizada,
Numa roda de navalhas,
Bem diferente da mó de moinho,
Que trouxe ontem daquela maralha,
Por indicação do grande canalha,
Imperador Maxêncio?...
A artéria mais importante,
Em plena baixa portuense,
Não era somente
A única assim denominada.
Havia a das Flores,
Que perdeu tal epíteto,
E um largo.
Está relacionada com uma ermida
Que data de seiscentos
Que ficava num lugar altaneiro.
Se viesse de lá,
Ia até à Porta de Cima
Tabém conhecida por senhora da Batalha,
Na fernandina muralha.
O partido republicano,
Já em 1882 tinha muitos aderentes,
Tendo aí fundado uma colectividade,
Onde se reuniam e faziam propaganda.
O mais activo grémio,
Centro Republicano do Porto,
Com a sua sede no 1º andar quef az esquina
Com a rua Formosa,
Do lado poente,
Era o mas influente.
Nos baixos do prédio funcionava o Café Central
Em cujo salão se idealizou o 31 de Janeiro de 1891.
A classe dos sargentos,
Os heróis da primeira revolta armada
Contra a monarquia,
Também o Alves da Veiga,
Que à época vivia na rua do malmerendas,
Todos invariavelmente passavam
Pelo Central.
A Miguel Bombarda,
Hoje rua dos ateliês de pintura,
E onde eu vivi na cidade invicta,
Chamou-se inicialmente,
De Rua Bela da Princesa,
A tal de bourbom,
Cujo marido quando a avistava
Dizia para o seu cocheiro:
"Para trás, vem aí a p#ta!"
Nem com ela se queria cruzar...
É a vida: as revoltas e revoluções
Têm tido as suas promoções:
O sargentos foram despromovidos.
Em Abril foram os capitães,
E amanhã serão os coronéis
Civis e outros mais...
domingo, 15 de fevereiro de 2009
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