quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Idos de Março



A inveja é uma praga que mina o meu país.
Nos states vê-se um bom carro a passar,
E as pessoas começam a pensar:
Tenho que arranjar mais um job
Para um igual conseguir comprar;

Aqui, mais trabalhar está fora de questão,
Questiona-se onde o malvado arranjou pra tanto.
Roubou, o estado enganou,
Que negócio ilícito tanto o catapultou?

E com base nisso,
O fisco cria uma gigantesca base de dados de contribuintes
De risco, suspeitos e outros neófitos
Que devem ser vigiados nos primeiros anos,
Antes que se envolvam em esquemas fraudulentos.

E até os grandes escritores
Têm inveja dos poetas,
Como alega o nosso Lobo das letras.

Gostaria de ter escrito a Toada de Portalegre,
Que tu tanto adoras,
E que me remeteu para a memória,
Que já faz parte da minha história:
"Em Portalegre dizia
Cidade onde então sofria
Coisas
Que terei pudor
De contar seja a quem for"

É triste, mas fala de esperança -
Dizias tu numa das conversas
A páginas tantas.

Sabes, o que é triste
É saber que inveja esses todos
Que tu também leste na revista,
Que a net nos põe à mão...

E não te inveje a ti,
Que és a maior poetisa
Que trago plantada no meu regaço...
Que em boa hora, em bom dia,
Nos já longos idos de março,
Sonharia jamais que para mim farias pesquisa -
Acho que nunca verdadeiramente te agradeci -,
Te conheci....

És uma mestriza no carrossel de emoções.
E eu fico pasmado, siderado,
Num mutismo que me deixa deveras preocupado;
Que sou muito menor,
Fica essa clara crença.

Cedo, bem cedo
Me apercebi que és matéria intensa.

Hiperinflação


Esta é a inflação galopante no país que sempre foi conhecido como Rodízio do Sul.
Está em áfrica e queria um nome chamativo, que o não diferenciasse muito do seu irmão Zâmbia.
É que Rodésia dava a noção que estava na falésia, sempre ao pé do precipício.
Assim, zimbabué, significa algo como quando estamos nós todos de boa fé:
Fezes!

E é a última letra do alfabeto.
Está assim em todas as listagens.
Mas como os últimos são os primeiros,
Tem engraçadas aragens:
Possui uma hiperinflação galopante.
Agora com uma nota de 10 000 000 de dólares zimbabueanos,
Para consolar esses africanos.

A inflação era em Janeiro de 25000% ao ano.
Em fevereiro andava nos 165000%
Agora anda nos 2.2 milhões por cento,
Segundo declarações do governador do banco emissor.

Um salário não dá para nada.
Um funcionário público que aufira a média de 50.000.000
Poderá comprar um pão de forma.

Cinco notinha apenas...

Espiral maior


Amadeu Baptista
Na Galiza conquista,
O Espiral Maior.

Ele é portuense
O prémio é do dia que à nação pertence,
Patrocinado pelo Corte Inglês.

É o maior prémio de poesia ibérica
Economicamente dotado nesta literatura
E um dos melhores da União Europeia
No eido da poesia.

Quem, diria!
15000 euros que falta nos fazia...
E a publicação da sua obra
Numa antologia da Espiral:
2000 exemplares nunca são de sobra.

Ao certame concorreram 206 livros
De Galiza, Portugal e Brasil.
O melhor desta décima sexta edição;
Foi do júri essa a unânime opinião.
Não se entende como nos CPLP
Que termina hoje
E pretende afirmar o português no mundo
O galego não faça parte
Desta comunidade.

Só mesmo por maldade!

Alega-se problemas de soberania...
Que explicação! Quem diria!

É que aqui nem há descontinuidade geográfica,
Parafraseando Nino Vieira.
Está aqui mesmo à nossa beira.
Miscigenando-se culturalmente,
Desde há tempos ancestrais.

A região, não se esquecendo da nossa gente,
Dos nossos operários,
Dos nossos intelectuais,
Merece muito mais.

É uma verdade da mentira
Não de um qualquer Gonçalo Amaral,
Mas de um erro crasso
Que jamais vira!

Que as mãos que impedem
Que à comunidade a Galiza pertença,
Sejam amputadas
Como as do comandante Che...

Mas que em nenhum Conselho de Estado
Sejam guardadas.
É que foram mãos amaldiçoadas...
Amadeu Baptista
Na Galiza conquista,
O Espiral Maior.

Ele é portuense
O prémio é do dia que à nação pertence,
Patrocinado pelo Corte Inglês.

É o maior prémio de poesia ibérica
Economicamente dotado nesta literatura
E um dos melhores da União Europeia
No eido da poesia.

Quem, diria!
15000 euros que falta nos fazia...
E a publicação da sua obra
Numa antologia da Espiral:
2000 exemplares nunca são de sobra.

Ao certame concorreram 206 livros
De Galiza, Portugal e Brasil.
O melhor desta décima sexta edição;
Foi do júri essa a unânime opinião.
Não se entende como nos CPLP
Que termina hoje
E pretende afirmar o português no mundo
O galego não faça parte
Desta comunidade.

Só mesmo por maldade!

Alega-se problemas de soberania...
Que explicação! Quem diria!

É que aqui nem há descontinuidade geográfica,
Parafraseando Nino Vieira.
Está aqui mesmo à nossa beira.
Miscigenando-se culturalmente,
Desde há tempos ancestrais.

A região, não se esquecendo da nossa gente,
Dos nossos operários,
Dos nossos intelectuais,
Merece muito mais.

É uma verdade da mentira
Não de um qualquer Gonçalo Amaral,
Mas de um erro crasso
Que jamais vira!

Que as mãos que impedem
Que à comunidade a Galiza pertença,
Sejam amputadas
Como as do comandante Che...

Mas que em nenhum Conselho de Estado
Sejam guardadas.
É que foram mãos amaldiçoadas...

Gritariam as pedras



Ao por que não te calas,
Na décima sétima Cimeira Ibero-Americana.
Inversamente, o chavez responde de diferente maneira:
Por que não vamos à praia.

Nas Baleares eram muito quentes os ares,
E havia que amenizar o ambiente.
"Si yo me callo, gritariam das piedras de los pueblos"

Se chamou fascista ao ex primeiro ministro espanhol,
Que apoiou o golpe de estado na Venezuela,
Teve uma razão séria:
É o segundo país mais desigual
No continente sulamericano.

O Bush, o Diabo por ele na Onu apodado,
Tal como aconteceu no Iraque
Queria ficar com a sua parte de leão
Nos negócios do petróleo.

E Aznar ficaria com os restos,
Que o rei deixasse ficar.

Conseguiria assim destaque.

Essas palavras vêm na Bíblia
E são atribuídas a Cristo,
(Lucas, 1938-40)
Como lembrou o índio populista
Por acaso chefe de estado.

Nunca isso pensaria o rei arruaceiro
Chefe de Estado por direito divino,
Que devido à sua pesporrência,
Se tornou um cretino,
Ao tentar ajudar a defesa do sapateiro,
Qual d. quichote de la mancha.

A apropriação da religiosidade
Dos colonizadores,
Deixou nos índios fortes defensores.

Cimeira ensombrada
Por uma frase mal dada:
Em vez de aproximar, incentivar
E enquadrar a inter-influência
Dos países e povos lá representados,
Veio para os afastar.

Frase de homem,
Patada de burro;
Anão, como da Graciosa,
Ou gigante que não está distante...

No paquistão, até vale mais que inocentes virgens...
Aqui, alguém desceu da burra,
Perante vozes que não chegam ao céu...

Horseball



Hoje senti de novo o prazer de ser domingo.
Não por me faltar a missa;
Se calhar muitas me estão a faltar!...
Mas porque há já muito sentia saudades do pedalar.

O ar fresco da manhã,
O sol meio envergonhado
Na margem direita do lima presenciado.
Mas porque não a esquerda?

A esquerda a mim não me diz nada;
No entanto, a memória de uma adolescência
Na outra margem do rio tão intensamente passada.
Aquela linda moça das cucas,
Que viera da ribeira, não sei de onde..

Um olhar atento para a cabeça
E os piolhos a passearem-se livremente.
Nunca mais soube nada,
Desta rapariga,
Com a cabeça já bem comprometida.

É isso: tenho receio de apanhar o piolho no outro lado,
Só em pensar já me começa a cabeça a coçar!
Salivar de pavlov, certamente...
Por isso venho sempre por este lado.

Não é tão sombrio,
A margem direita sempre foi mais solarenga.
A vila limiana,
É a honrosa excepção.

É que nunca há regra sem uma honrosa excepção.

2800 residentes.
Até vêm cá presidentes
À ópera, ver bodas de fígaro,
Cujos actores lituanos até conheci no cais da garrida...
Inaugurar museus de arte sacra,
Investindo no filho dos outros.
Autarcas que desenterram
Os machados de guerra da regionalização,
Que há muito nunca mais nisso se pensava.

Mas tem razão:
O norte está a perder atraso em relação ao sul;
Com a Ota esquecida,
Irá avolumar essa ferida.

Um dia tem de haver um rei sábio,
Que faça o mesmo como se fez à ordem dos Templários,
Ou enormes riquezas poderão desaparecer...

Onde do hospital,
Cuja existência é como aquela igual,
Correm campeões do downtown;
E o primeiro campeonato do mundo
Da modalidade inventada em frança,
Mas cujas raízes se deverão procurar no "Bouzkachi" afegão,
Mas principalmente no "pato" argentino,
Verá aqui a luz do dia.
A imagem é a dos bordados de viana,
Conhecida por lenços dos namorados,
Representada na "bola mundo".

Antes era um pato,
Mas agora esse regala-se no rio lima...

Pias paralelas



Este primeiro campeonato mundial de horseball,
Aquela mistura de râguebi e basquetebol a cavalo,
Por ser exótica, torna-se o brasileiro forró.

Os ingleses chegaram lá no século XIX para construção rodoviária,
E as festas eram apenas para eles, contariando o que estava assente:
Festas para todos, for all, dessa forma aportuguesado,
Também havia assim algumas desse lado.

E o forró está no desnível das selecções;
E até nos grupos a que as equipas pertencem:
Portugal e Áustria estão no grupo C,
Apenas elas e mais ninguém.
Ontem foi 13-3, no Portugal - Áustria,
No jogo inaugural,
E logo, às 20.40 será o Áustria - Portugal.

É assim: jogas tu comigo,
Que eu depois jogo contigo.
É como na política por cá
Agora como eu
Que logo comes tu já
Ou então comemos ambos
Embora em pias paralelas.

Agora há um partido político
Que quer acabar com essa vergonha.
A taxa robin dos bosques a ver se vem a tempo:
O movimento mérito e sociedade
Acha que é tempo de se voltar ao rigor, à moral e transparência
Da gestão pública e política, que dão o péssimo exemplo
E que em surdina toda a gente critica.

Se ainda não atingiu os 65 anos de idade,
Entende o agora partido político desde junho,
Devem ser retiradas todas as compensações e subsídios.
Mantê-las é terrível maldade,
Que só com arma em punho
Se poderá pôr cobro a esta escandalosa situação.

Em nome de uma melhor liderança;
Só com a liderança do exemplo.

Não é preciso ser muito inteligente para perceber isso.
Até a mensagem é percebida por um qualquer lourenço...

Assim como quem quer ser rico,
E há no mundo mais de 10 milhões de milionários,
Tem que ver como eles investem a sua riqueza.
E os Bric estão lá de certeza...

Na índia, ainda há setecentos milhões de almas sem sanita;
E quinhentos pegam nas fezes humanas,
O que num mundo civilizado, ninguém acredita...
Imaginem o que era cada português ser como o 29 da minha terra,
Acumular reformas disto, daquilo e mais daquilo.
Um dia seríamos outros tantos só neste país,

O Amado já deu o exemplo;
O negócio com os fornecedores do petróleo
Não pode andar assim tão descontrolado.

E ter acordado por 100 anos, como conseguiu a espanha,
Petróleo a 100 dólares o barril,
É coisa que nem cá se pensa.

Os políticos um dia verão o seu nome lavrado na história.
Haverá dinheiro que compense maior glória?

Magalhães



"Anoa" na Indonésia,
Mileap-X series, na Índia;
Mobo Kids no Brasil,
Jumpc na Itália,
Alguns dos nomes porque são conhecidos,
O classmate Pc da intel no sector dos notebooks,
Em reação ao OLPC XO-1 idealizado
Por Nicholas Negroponte.

Está presente em mais de 30 países.
Agora será no nosso.
Produção de Matosinhos.

Se calhar a tua sogra está metida nisso!?
Perguntou ironizando o facécia
Rindo ambos à quanda disso.

É isso, o Magalhães está aí,
Numa terra com forte tradição, sim senhor.
O meu primeiro computador
Era um Johetec 486, de 1993;
Linha branca.

Tal como agora,
De novo Matosinhos espanta.