terça-feira, 21 de julho de 2009

Benzeno e inexplicável tendência!


Não ligue o Ar Condicionado mal entre no carro!

Por favor abra as janelas assim que entrar no carro, sem ligar o Ar Condicionado. De acordo com pesquisas, o painel de instrumentos, assentos, tubagens de refrigeração emitem Benzeno, uma toxina causadora de cancro (carcinogéneo- note o cheiro a plástico quente dentro do carro). Além de poder causar cancro, envenena os ossos, causa anemia, reduz os Glóbulos Brancos. A exposição prolongada causará Leucemia, aumenta o risco de cancro e pode provocar abortos.
O nível interior aceitável de Benzeno é de 0,05 gr por cm2. Um carro estacionado no interior com as janelas fechadas contém 0,37- 0,74 mg de Benzeno. Se estacionado no exterior sob o Sol a uma temperatura superior a 16ºC, o nível de Benzeno ascenderá a 1.843,68 mg, 40 vezes superior ao nível aceitável... e as pessoas dentro do carro inevitavelmente inalarão uma quantidade excessiva de toxinas.
Deixe sair o ar quente interior antes que entre no carro. O Benzeno é uma toxina que afecta os Rins e Fígado e um material tóxico muito difícil de ser expelido pelo organismo.
"Quando alguém partilha consigo uma informação valiosa e beneficia com ela, tem obrigação moral de a partilhar com outros."


S.O.S NA AUTO-ESTRADA

Aviso d'amigo, muito importante !!!

Na eventualidade de terem um acidente, avaria ou pneu furado, numa auto-estrada, a primeira coisa a fazer, é abandonar imediatamente o carro, transportando consigo o telemóvel e passar para o lado de fora da guarda de segurança (RAIL)!! Aí, já em segurança , devem ligar para a emergência 112, ou assistência em viagem, e pedir auxílio. Ninguém deve ficar dentro do carro imobilizado, numa auto-estrada, nem junto do mesmo. Inexplicavelmente, há uma qualquer tendência para que os outros carros que circulam, embatam no veículo imóvel. . . Este conselho foi dado por um médico amigo, muito experiente e que trabalha, há muitos anos, no INEM e que, infelizmente, tem vindo a presenciar, frequentemente, situações que dificilmente nós não poderemos imaginar...

Aviso Final:

Não seja egoísta e divulgue este conselho junto dos seus amigos ! Não é obrigatório, mas elimina a possibilidade de eventuais remorsos...


Boas e seguras férias!

domingo, 17 de maio de 2009

"Vocês, comunicação social o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»....Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açucar..." "Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!" "Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9... Isto é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!" "Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% em 2...esta economia não resiste num país europeu." "Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse." "Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P'ra gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim? A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer, isto está tudo louco!" "Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo fôr..." "Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros: -Um desapareceu; -O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora; -O outro foi mandado embora pelo Presidente da República; -E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim e fazer alguma coisa..." "O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado." "Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da policía... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!" "De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..." "Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleiçoes, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem." "A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva.... O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?" "Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada! " "A minha opinião desde há muito tempo é TGV- Não! Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo. "Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não? Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe... Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!" "Nós em Portugal sabemos é resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios... Receber os prisioneiros de Guantanamo? «Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!" "A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!" "Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?" "Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..." "Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...." "Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo... Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas. Isso é descentralizar a «bandalheira»." "Há dias circulava na Internet uma noticía sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina... Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina... Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação... Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..." "É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe." "Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacifícos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho... Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho... Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem..." "Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem... No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa." "Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sitío. Esta inter-penetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas... Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si... Porque é que se vai buscar políticos para as empresas? É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política... Um político é um político. E um empresário é um empresário. E não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade." "Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!" "Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista».... Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito... Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"

Medina Carreira,
O economista independente.
Diferente,
Com o poder descomprometido;
Por isso não lhe dão o lugar devido.

Nem lhe prestam sequer ouvidos...

Preocupa-me tudo em todo o texto,
Até o destacado a cor-de-rosa.
Deveria ser a cor bem, bem negra,
Mas tudo é tão negro no meu país.

Surgiu a cor que eu não quis,
Mas saiu esta, porque esta é a cor da actual política.
Mas sabes, Lu, tal como a tua camisola
Que afinal é bem castanha,
Só a vejo irremediavelmente negra.

Receia-se uma bancarrota!,
Mas, sr. Pimenta, no século XVI tivémos três
Ao ir-se à procura do cheiro a canela...

Até já sinto cá em casa o cheiro dela;
Na minha casa, o rebento é viciado nela.
Que triste sina a minha!
E eu que a julguei bem distante no tempo;
Mas não me sai dos olhos,
Até do pensamento...

Cada hora que passa
Devemos dois milhões ao estrangeiro.
Portugueses!
Isto não está nada porreiro;
Isto é uma enorme desgraça!...

E dizes tu que te dá riso;
Que até parece anedota.
Que pagas impostos,
Que envie isto para quem não paga nem nada faz.

Pois pagas. Mas de que te serve isso?
Se neste condomínio rectangular,
Andam todos a roubar,
Ou então, o nosso dinheiro a malbaratar?...

Coloca-se mal um professor,
Que reclama.
Danos morais e patrimoniais,
E pagas tu, eu e sei lá quem mais.

Dizes que a estas horas estás-te nas tintas,
Eles que resolvam isto.
Que idiotice, amiga!
Não vês ao que aconteceu aos últimos quatro?

O Alegre, afinal pariu uma montanha.
Andamos todos a desoras.
Um dia, vejo-te na rua
E pergunto-te:
Amiga, por que choras?

O António Barreto,
Precisa de se exilar.
Em vez de ser como os outros, exilado.
Eu levo o velhote a Vigo;
Vai pinar.
Nem se importa o que vai gastar;
Repara lá tu que até queria ir ao hotel Peinador?!

Só o vejo a se transfigurar.

É o meu castigo!
E é bem triste, sim senhor...

Amiga, há que poupar;
Há que saber negociar...
Naquele antro do prazer,
Podia sete euros poupar.

33% do que não se importou de gastar...

domingo, 19 de abril de 2009

Guarda lá essa merda!





















Já não há água de novo.
Oh meu povo:
Não faço mais nada que andar nas minas.
E isto é uma loucura.
Fazer isso era só no alto verão;
Setembro, segundo me lembro,
Fora disso era um autêntico suicídio.
Desmoronamentos
Que podem ocorrer nesses momentos.
A terra está húmida,
E é facil isso acontecer.
Mas o clima já não é o que era.
Pode estar mais húmido nessa estação,
Do que agora.
Então os gelos norte polares
Não vão derreter na próxima década,
Tudo por culpa do ser humano?
Mas entrar na mina é sempre um encanto:
A água, com todo aquele emaranhado de raízes,
Que entrando na tubagem,
Impedem qualquer passagem.
Arranca-se,
Até serve para consolidar,
O pequeno muro para a água se albufeirar.
Qual criança,
Pela mina fora gatinhar.
Um foco na mão,
Esses dos chineses ou marroquinos,
Quando dantes eram de querosene.
Mas isto não é
Nem nunca foi perene:
Antigamente era as lucernas de azeite
E com gordura animal.
Preciso de captar água aqui no quintal,
Enquanto as leis não são demasiado apertadas.
A água vai ser o futuro.
Neste século,
É o bem mais valorizado.
Até poderei trocar esse bem
Como fazem os sourenses
Com o seu comércio solidário;
Pelos vistos,
Inspirado na experiência brasileira
De troca de produtos e serviços
Para combater a pobreza.
Dou água ao vizinho que me der energia
E comunicações.
O dinheiro deixa de ser uma das coisas importantes.
No fundo,
É viver como se vivia antes...
Está bem, eu levo-a.
É domingo,
Mas as explicações não têm dia sagrado.
Não guardo,
Porque nada se deve guardar.
Tudo o que temos é para partilhar,
Até aquilo que eu vou fazer com a água...

















terça-feira, 14 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tubarões

E os peixes mais caros, como o sável?
"Também vendem-se bem.
Vêm aí os senhores ali do tribunal e levam tudo e nem regateiam o preço!
O povo leva o peixinho miúdo, pois o grande vai para os tubarões", ironizou.

Sim, foi isto que se passou.
Curioso é que os tubarões são elementos do tribunal.
Não regateiam, como aquela vendedora do Bulhão testemunhou.
Pagam tudo o que lhes pedirem, afinal.

E isto só acontece
A quem o dinheiro entra às pazadas...

Veio-me à memória uma conversa tida
Com um antigo executor judicial num café.
Ninguém duvida,
Que o homem dissera que com isso muito ganhara.
Até um T4 ao pé da Albergaria Império, apanhara
Pela ridícula quantia de 2500 contos.

12500 euros!
Apenas teve que dar quinhentos euros a cada um dos poucos funcionários,
Que lhe permitiram fazer o negócio da china.
Terrivelmente prejudicados são os devedores;
Até o Estado, para quem trabalham esses senhores.

No privado, roubar o patrão
Dá despedimento imediato;
Sem direito a qualquer indemnização.
Aqui, não!

Conheço um caso dum que foi expulso,
Mas veio o papa e fez-se tábua rasa.

Por que ele saíu dessa profissão?
Apenas porque alguém prometeu limpar-lhe o sebo.
E vai daí, torna-se madeireiro.

A portucel já não aceita madeira.
Portugal, numa terrível crise, está à beira.
Um cenário de deflação que remonta ao início da década de 60.
Crianças que para a escola vão com fome,
Só porque os pais se escondem atrás das boas marcas;
Universidades sem dinheiro para salários,
Alunos do superior que desistem
Porque as famílias não podem assumir os encargos...

Entretanto, o ministério da educação tem de indemnizar,
Os elementos dos directivos que vão dos seus cargos, ter de abdicar.
Mais despesas autárquicas
Só porque há mais eleitores.

E a pobre da octogenária sofreu
Porque o compasso pascal da sua casa se esqueceu.
Fazer a limpeza a fundo; varrer o caminho.
Colocar flores na entrada com todo o jeitinho.
Já não bastava a cruz da vida,
Ainda teve que sofrer com mais essa ferida...

Voltaste aos poemas?!
Oh pobre!

Sim, sabes porquê?
Alguém pediu que a memória nunca se apague.

domingo, 12 de abril de 2009

Algodão doce



















Sabe o que é isto, tia?
Não.
É uma roca com o linho.
Só que em vez do fuso,
É as mãos que o seguram
E aparam devagarinho.
Mete à boca;
E aprecia.
É bom?
É docinho.
Quer mais?
Sim, é para o caminho...
Caminho. Que caminho?
O último. Como seguiu hoje a rosa carola.
Era para cortar a perna,
Mas precisa dela para noutro mundo se deslocar.
Amanhã, às três, vai a enterrar.
Lembro-me dos ovos e outras ofertas
Que no início dos anos noventa,
Na Casa Nova ela me contemplava.
Fazia-o às escondidas dos familiares e amigos.
É que vivendo eu em concubinato,
Não era visto com bons olhos.
Era como tendo uma pedra no sapato.
Quando abri a porta à cruz,
E entrou lá o Jesuz,
Ela foi uma das que com a sua presença
Me presenteou.
Agora, volvidos 18 anos,
Se finou.
Morrer nesta data,
Foi coisa que nunca imaginou...
Até o melro
No ninho do arbusto de alecrim,
Adorou o compasso.
Bem levantou o bico
À espera que chegasse a imagem.
É que quem pegou nela,
Foi o chefe da casa.
Mas, tinha tido uma noite de insónia,
Razão porque dele se esqueceu.
Já pensei em pedir ao meu primo,
Salsa da colômbia;
Ou ao rei Hassan II,
A milagrosa marijuana;
Ou o khat ou miraa dos somalis e quenianos...
A ver, vamos...