Oi, digo eu
Um emoticom de envergonhado, manda ela.
Que foi?
O título do poema
Affi
Da terra, menina!
Terra, é
Sei
Tu e maluco
Acha?
Com certeza
Rio-me.
Que mal tem em associar
Ao brotar da água de uma mina;
Local donde brota a vida?
A púbis às silvas, ao tojo, da poça
Por onde me arranhei todo,
Ao ir procurá-la, moça?...
O raposo, qual cordão umbilical,
Que impedia o parto natural?
Agora põe a língua de fora;
Claro sinal que tudo melhora.
Viste o vídeo?
Sim
E as fotos ao pé?
Vi tudo
E vai embora
Pensava que eu só estava interessado
Numa amizade colorida.
O tal sexo que governa a nossa vida...
Nos chtos da televisão
E agora na net que nos está mais à mão.
O futuro, ouvi-o há dias ao professor Salvato,
O melhor orador limiano,
Que só não apareceu no livro editado
Porque ainda não entregou a alma ao criador.
Disse ele, e eu concordo, sim senhor,
Está na cultura.
Desde a industrialização até à bolha especulativa,
Veio sempre a ser preterida.
Por isso, tem de nascer das cinzas
Qual fénix.
Com isso gastei trinta euros;
Metade para mim,
E a outra para presentear o meu primo manel,
O melhor defensor da portugalidade:
Está na frança,
E toda a televisão que vê
É a da pátria de Pessoa.
É como se vivesse no meu portugal
Mas um pouco mais distante...
Felizmente a ryanair
Permite-lhe encurtar
As saudades num instante.
Fonix!
segunda-feira, 2 de março de 2009
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