Vagina da terra;
Uma lua e três estrelas...
A feiticeira é minguante,
Mas no meu semblante
Ela é mentirosa.
Mentirosa
Porque a sua claridade é por demais poderosa,
É a sírius do meu firmanento,
Desde o primeiro momento.
Já lá vai tanto tempo...
Ela hoje sentiu saudades
Pediu um poema.
E o tema?
Ela.
Eu deveria era ser um retratista,
É que as plavras não me ajudam a transmitir
O que me vê a vista.
E eu não quero mentir.
O desejo que toda ela se dispa,
Se quisesse, até poderia fazê-lo,
Pois está no verão,
Mas eu, não.
Não há por isso, qualquer perigo.
Ela nunca mais se constipa.
Mas eu, entre a vagina da terra
E a lua fria e escura,
Quase trágica...
Os arranhões da penetração,
E a sensação de a ter bem segura,
Mas eis que se apaga de vez.
Por feitiço, pela certa,
Da caixa mágica,
Talvez.
E eu por isso, me converta também
No poeta da pedra.

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