A tia visivelmente doente,
A nuclear família no restaurante ausente...
E o aniversariante,
Em casa a dar ao dente.
Qualquer coisa,
Simples, muito simples
Que nem era quente...
Foi um aniversário diferente,
Como não acontece à vulgar gente.
Antecipado para a véspera,
Nem esteve à espera.
A gaiola pertinho do céu,
Com os bolores
Com que se comprometeu.
Cheiro intenso à fresca lixívia.
Coitado: ele nem disso se apercebeu...
O que lá se passou,
Passou:
Veio,
Ficou,
Encantou.
O vinho da Borgonha, o pinot noir,
Talvez a casta mais difícil de se cultivar
Fora da sua região de origem,
Retirou a vergonha que pairava no ar,
Com as duas frequentemente se entreolhar
Foi a melhor forma de se celebrar.
Arde agora em Ponte de Lima.
Será nessa nova vinha?

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