domingo, 27 de novembro de 2016

Estamos em tempos complicados.
Isis destrói a herança de Palmira,
E o filho do manager dos Sex Pistol,
No rio Tamisa incendeia as memórias
De quarenta anos de Punk.

Não há nostalgia,
Joe Corré diria,
Ao atear fogo a valores de 6 milhões
Em artigos e roupas pela sua mãe desenhadas,
Quando esse grupo andava em estradas.

Não queria nada em museus,
Comemorando os 40 anos.
Tal como os outros ateus,
Que por não serem do seu deus,
Tudo destruiram.

"Eu quero destruir os transeuntes",
MPLA, UDA, IRA
" Ficar bravo, destuir",
Fala assim a letra,
Da cantiga
"Anarquia no reino Unido",
Que há 40 anos acabou por surgir.

No fundo, entre uns e outros
Há uma procura de viver.
Não é só nascer.

Como em Show me how to live,
Queria que alguém me ensinasse a viver.
Uma memória de um lustro,
Que já passou por tanto susto,
Ás vezes com mais ou menos custo...

Não destruo.
Construo;
Reconstruo-me a cada dia,
Até um dia,
Em que alguém me traga também um padre,
Aqui ao anticristo que se desunha,
Que não quer abandonar nada disto,
Como Filipe II, que muito sofreu,
Antes que falecera...

Pudera!
Se em todas as suas terras
O sol nunca se punha!...


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