sexta-feira, 3 de abril de 2009

Seis cêntimos até Madrid






































































No fim de Março
Ruma-se até à capital da grande Espanha.
Era o voo inaugural da miúda,
Não fosse o documento fora de prazo.
Terrível desgosto,
Causou até embaraço.
Que faço?
Não vou por solidariedade?!
A tristeza vestia-lhe o jovem rosto!
Não. Vá lá que o meu pai vem-me buscar!
De que servira o documento do notário!...
A culpa foi da sua inalianável ingenuidade.
No regresso, apenas 40 o fizeram.
No dia primeiro de Abril;
Um terço da total capacidade...
Barajas é um mundo,
Como já me dissera o meu primo.
Em 2005, por lá passaram mais de 42 milhões de passageiros,
Pelos seus quatro terminais.
É maior do que o do Porto?
João, muito, muito, muito mais.
Esse recebeu o prémio de aeroporto que transporta até 5 milhões.
Aquele é o quinto maior da europa,
E o décimo do mundo.
Já desde 1923 que tem vindo a crescer.
Nunca vira tanto táxi junto;
Nunca vi, o que nunca vi...
E conduzir nessa cidade em hora de ponta?
É de loucos, e pronto!
A multa por estacionamento;
Numa zona verde;
90 euros é que veio fora de tempo...
Fiquei tão desanimado,
Que devolvi o carro muitas horas antes do tempo;
Com críticas cerradas do meu rebento.
Descontaram-me 1 euro e meio!
Já dá para abater aos noventa.
Pena não ter visto o monumento ao 11 de Março,
Pena não ter visto as portas do sol como as sonhara...
As grandes faixas no jovem Instituto Cervantes,
Ficaram-me marcadas como nunca antes...
Abril, significando abrir, do latim Aprilis
A germinação das culturas;
Ou por que se relaciona com Afrodite,
Nome grego da deusa Vénus,
Que teria nascido da espuma do mar,
Que em grego antigo se dizia abril?...
Acho que não!
Vem certamente de Aprus, nome etrusco de Vénus,
A deusa do amor e da paixão?!
Amores para sempre, estes que neste mês nascem?
Quem sabe?
Pelo menos, por Madrid, são!


































































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