quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sou papa








































A lampreiada
Na casa do respectivo foi devorada.
Entretanto, os não convidados
Mas que para a sua casa vão trabalhar,
Meteram-se a caminho e foram passear.
O carro à inspecção anual,
Um verdadeiro check-up de saúde,
Teve que se sujeitar.
Tinha este problema,
Tinha aquele e mais um outro,
Andar, anda na mesma,
Mas chumbar é que nem pensar!
Sermão e missa cantada
Teriam tido lugar.
Para ele, ver toda aquela panóplia
Foi um espectáculo digno de se registar!
Já de manhã,
Após ter escrito "Sou papa"
Pois sabia que à hora aprazada,
Nunca haveria ele de lá estar;
Se estivesse, eu seria papa,
Com direito a altar.
Na caixa do correio o fui colocar,
Por maldade divina,
A embraiagem havia de rebentar.
Mesmo ali, num stop,
Que a rua da caloteira havia de me parar.
Sair de lá, é que nem quero relembrar!
Sabes, o que terias de fazer?
Não. Eu não sou mecânico como vocês!
O Pais alegava que o cabo era mais comprido,
Quando o que ele estava era para o outro lado mais corrido.
Foi preciso colocar lado a lado,
Para se consciencializar que estava errado.
Devia era ter prestado mais atenção
Àquilo que se farta de relembrar a minha mãezinha,
E ela não erra:
Graças a Deus, muitas;
Graças com Deus, nenhumas!
Mesmo que seja com o seu representante na terra.
E tudo isto,
Porque um encarregado de educação se foi queixar,
E estava eu a deixar andar.
Dessa cena,
Nem me quero lembrar:
Braços de ferro,
Flexões, como num quartel, bulhas
E ter que os desapartar...
Qual era ali o meu papel?
Utilizou-se um pouco de força
Como a autoridade é por vezes exercida.
Musculada umas vezes,
Quando a linguagem é esgotada.
Sim, em caso algum,
Deve ser tomada!
Respirar fundo,
E fazer de conta que...
E o que tudo aponta,
É que construímos assim,
Um país de faz de conta!


































Nenhum comentário: