terça-feira, 26 de setembro de 2017

Angola, em força!

Volvidas décadas de José Eduardo dos Santos,
Eis que surge, na continuidade, João Lourenço.
Aquilo que eu penso,
É que apesar de ser do mesmo partido,
O novo presidente está embebido
Numa nova forma de conduzir o poder.

Basta ver, o que se diz sobre o seu carácter:
De um rigor e de uma exigência
Que não vai ter paciência,
Para aceitar o status quo.

Para já, os 220 deputados da Assembleia Nacional,
Num país catorze vezes e meia a nossa dimensão,
Tendo até superior número em população,
Qualquer coisa como 28 milhões.
Em todas as suas 18 províncias e suas populações
Ganhou o Movimento Popular de Libertação de Angola,
Há 42 anos no poder, e que mesmo perdendo 25 deputados
Desde o último escrutínio,
Ainda mantém a maioria qualificada com 150.

O FNLA, que é como quem diz, Frente Nacional de Libertação de Angola,
Em tempos fortemente apoiado pela América, e um dos três grandes do Acordo de Alvor,
E que declarou a independência no Ambriz
Não tem quase nada, não senhor,
A não ser um único infeliz.

Já a Unita, União Nacional para a Independência Total de Angola, até se acredita, que de segunda força com 51,
A memória de Jonas Savimbi, assassinado a 22 do 02 de 2002 e ter declarado a independência em Huambo,
Cidade que o insigne limiano General Norton de Matos Fundou e até sonhou transformar em verdadeira capital
Nacional.

Se isso tivesse acontecido,
Portugal não estava assim fodido...
Havia diamantes, ouro e petróleo;
Agricultura produtiva como se aprendeu de outiva:
Um buraco apenas, um milheiro para lá metido
E uma produção repetida num ano de vida.

Era a Nova Lisboa,
Onde esse Malheiro, até parece Limiano
Pelo nome tão certeiro,
Hasteou a bandeira...

Como tal não vingou,
Um movimento de colonização se deu ao contrário.
O último sacrário a ser assaltado foi o edifício da Rotunda dos Produtos Estrela, vulgarmente conhecido de Moviflor,
Onde adquiri um sofá reclinável, belíssimo, sim senhor,
Que agora deve estar abominável, como é de supor...

Para Angola, em força!
Uma expressão usada numa outra aceção,
Mas que agora traduz o que vai restando da nossa nação...

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