quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Deus comigo e eu com Ele

Assinalou-se o sismo de 1985
Que matara mais de 10 mil pessoas;
Fazia-se uma simulação,
Umas horas depois.
Vai daí, pois
Que um verdadeiro ocorreu.
Muita gente nem se mexeu,
Pois pensara que pertencia ao simulacro.

Uma escola foi muito afetada.
Matando muita da pequenada.
Agora, um vulcão entra em ação.

- Veio de Popo cá para Ptl?
-Não!. O vulcão é que é o Popocatépetl
Originando um alerta vulcânico tipo 2,
Na sequência do sismo de 7.1

Cá, só me lembro dum forte na minha infância.
Era ainda muito criança.
Dormia com a minha mãe
No quarto oposto ao da eira:

O cão uiva num uivado penetrante,
A casa fortemente treme. A loiça chocalha no móvel que a guarda.
Embora não sendo Lisboa,
Mas a paisagem que lhe resta,
Talvez os gritos das prostitutas do Intendente,
Fossem abafados pelo dos pederastas cá da frente.

Era o último dia do mês de fevereiro
Do ano que o homem chegou à lua,
Mas que queria ir em frente...
Dois mortos diretos, mas causando treze no total.
Entre a escala de 6.5 e 7.5,
Talvez fosse na de 7.3.

Como vês, as centenas que lá causou,
Aqui um superior, pouquíssimos matou.
Seguindo ao pior que no meu país se registou:
1 de novembro de 1755.

Rezámos, eu e a minha mãe.
Mãe essa que ainda hoje não parou:
"- Deus comigo e eu com Ele;
Deus à frente e eu atrás dEle"

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