quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Lustre

No meu compatriota cuja mulher o trocou por um velho,
Que com um aparelho idêntico ao meu,
Testou a parede que o amorteceu.
Eu e que estou a ser o idiota.
Sem memória interna para nada.
Mas o mais preocupante é a externa
Que não nos deixa sair à estrada.
Tenho receio de ficar até chocado.
Ver a igreja conventual
Sem a imponência dos seus lustres.
Dois tementes crentes:
Um que vendera cinquenta valentes vacas,
Outro, que com os mil contos adquiria dois jaguares 
E ainda sobrava para tu gastares.
Agora com os focos ide luz indireta
Que pelo custo até que não houve quase pela certa desorçamentação, 
como na aquisição da fotocopiadora.
Essa valente senhora,
Custou metade da nova iluminação!
Não tem perdão este senhor padre cura
Que com a sua sabedura
Retirou a alma à igreja do convento.
E parece fazê-lo como simples passatempo.

Bom, desde ontem no meu Paraíso Terrestre,
Um idêntico lustre, na escala de um atomium
Que na capital europeia 
que será a primeira com maior numero de muçulmanos, nos banqueteia,
Me seduz com toda a sua celeste luz...

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