domingo, 11 de junho de 2017

Vinte anos

Ai quem me dera ter outra vez vinte anos;
Como reza a letra do Primeiro Amor,
Cantada com enorme clamor,
Por Cidália Moreira.
Mas os que me refiro,
São aqueles que não em letras de papiro,
Mas nestas que a Natureza não firo.

Foi giro, como a angústia de um pai francês,
Desesperando longas horas para assistir ao parto,
Usando Câmara, Telemóvel e Computador,
- eu que nesse tempo só tinha este no quarto,
encimado pelos ninhos de andorinha que o tinham abençoado,
esse estava a anos luz de o possuir,
mas alguém me rogou que em vez de um, usaria dois,
E foi, pois! e aquele sendo uma oferta do destino
Por este meu sentir-,
Querendo registar e divulgar o nascimento da sua Sofia,
Hoje considerada pela Time, uma das cem imagens mais icónicas,
Criou um software que articulava esses três dispositivos.

A primeira câmara via assim a luz do dia.

Foi Sharp que deu a mão à sua invenção,
Criando a J - um só aprelho do Philippe Kahn
Enquanto as empresas que lhe fecharam as portas,
Como a Kodak e a Polaroid se viram logo mortas...

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