Era um grande conde,
E não era de vila do conde.
Vivia por riba
De uma ave que não causava entrave.
Todo o seu operário tinha cuidados de saúde.
E eram, amiúde, vários milhares.
Não gosto desses teus olhares, Abel.
Hoje não podemos ir passear.
Da última vez, tive que o chamar,
Qual kitt que o ia buscar.
Deixou de abastecer o soróleo,
Para te ir apanhar.
É que gasóleo em forma de soro,
E coisa que até eu ignoro;
Mas lá teve que ser.
Como tem que ser o que o sousa faz à mesa:
A sopa ainda come,
Mas ao resto faz um esforço enorme.
Mete o guardanapo à boca,
Não para limpar, mas embrulhar,
E levar ao bolso.
Quando o cônjuge não avistar, claro.
É que lhe fodia o juízo,
Se na messe familiar fizesse levantamento de rancho.
E a generala é de gancho,
Como todas o são.
É que a satisfação
De petiscar com os amigos no 18
É o melhor biscoito.
Vai para casa tão afoito,
Numa felicidade de quem viaja de avião,
Que até parece outro
Na altura do dito coito...
quarta-feira, 28 de junho de 2017
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